España contra España

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España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 18, 2013 9:15 pm

OOC: como isto vai começar a ser um cenário internacional de luta, decidi continuar o meu RP galego-espanhol num novo topic, na secção de "incidentes e conflitos".

Vou continuar o meu RP cá e vou centralizar cá todo o referente à situação espanhola. De facto, o primeiro que vou fazer é copiar neste novo topic os post que fiz sobre o começo da "ofensiva de primavera" (sem apaga-los no topic "Galiza, hora zero"), e a seguir vou tratar de dar umas indicações sobre a situação (mapas, forças de cada bando em luta...) Também recomendo que copiem cá os posts que fizeram relacionados com este cenário (incluindo os de Olivença).

Vou fazer também um topic OOC para este (para evitar mistura-lo tudo, como em "Galiza, hora zero").
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 18, 2013 9:17 pm

Madrid, Palácio da Porta do Sol, sede do Governo do Estado Espanhol Restaurado.



- Está tudo pronto, senhora presidenta.

A presidenta Aurora Zabala olhou mais uma vez para o mapa que tinha na mesa e depois olhou pela janela. A rua estava calma: finalmente, a tranquilidade e a ordem pública regressaram a Madrid. A anarquia rematara nos territórios que ela e o seu “Governo da Espanha Restaurada” controlavam. Os rebeldes e os “perroflautas” (*) tinham sido submetidos, empregando “mão dura”, e a abundosa presença de polícia e forças militares nas ruas devolvera a estabilidade ao país.

Contudo, as coisas não remataram: grande parte do território nacional estava ainda sob controlo dos dissidentes. Nos últimos meses a situação estava estancada e não tinha havido avanços; o governo rebelde de Sevilha, essa corja de comunistas e traidores que se faziam chamar “III República Espanhola”, semelhava estar estabilizando as suas posições, apesar de que os seus territórios estavam divididos. Os separatistas conseguiram romper Espanha como sempre quiseram, e até a sempre leal e muito espanhola Galiza estava controlada por separatistas, embora estes ainda não tiveram valor para declarar a independência e ainda havia muitos leais no noroeste. E além disso, os portugueses ocuparam duas vilas da fronteira, que reclamavam como próprias.

Mas isso todo havia mudar em breve. Nestes meses de estagnação, o governo de Madrid tinha limpado e assegurado o seu território e tinha reforçado as suas forças. Enquanto os “perroflautas” de Sevilha andavam a saquear supermercados e a coletivizar terras, e os separatistas andavam a tecer bandeirinhas, o legítimo governo de Espanha tinha reconstruído um bom exército, e estava pronto para utilizá-lo.

Perante ela, a presidenta Zabala tinha os planos da “ofensiva de primavera”. Este havia ser o golpe definitivo para acabar com os perroflautas, tomar Sevilha e acabar com essa “III República” que tinham proclamado. Depois disso, os governos separatistas haviam cair de puro medo. A Galiza, onde estavam marcadas umas eleições, havia “voltar à casa” sem mais discussões. Zabala e o seu governo ainda estavam irritados pelo recente referendo, mas a aventura separatista galega havia-se desinchar enquanto vissem que Espanha renascia com força. E quanto aos portugueses... bem, isso havia ser outra história, pois o Reino de Portugal era um país a sério, não uma banda de piratas como os outros: haveria que negociar qualquer coisa com eles, mas Olivenza devia ser recuperada.

A ofensiva estava pronta para começar e toda a maquinaria militar estava perfeitamente preparada. A data não é casual: amanhã é 14 de Abril, dia da proclamação da II República Espanhola no 1931, que os republicanos e dissidentes espanhóis sempre comemoraram, e que a III República pensava celebrar como um feriado. Era o melhor momento para começar o ataque. As coisas haviam mudar em Espanha.

(*) “perroflautas”, traduzível por “cão-flautas”, é um nome que se da em Espanha a grupos anarquistas okupas e de estética punk, hippies e jovens anti-sistema em geral. O nome vem de que muitos deles tocam a flauta na rua e vão acompanhados de cães. No começo dos movimentos sociais de protesta em Espanha no ano 2011 (tipo 15-M e similares), foi adoptado pelos mídia da direita como nome desprezativo contra estes. Neste RP é o nome empregado pelo governo de Madrid para desqualificar aos seus opositores, mas estes, muitas vezes, empregam eles próprios esse mesmo nome com orgulho, como desafio contra os que os tentam insultar.
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 18, 2013 9:18 pm

Passo de Despeñaperros



Como cada dia, o tenente Pedro Montes, co Corpo de Engenheiros da II Brigada Mixta do Exército da República Espanhola, começava mais outra aborrecedora jornada no posto de controlo do passo de Despeñaperros. Perante ele tinha um excelente panorama da grande obra de engenharia da Autovía A-IV, um conjunto de túneis e viadutos que venceram o antano inexpugnável passo. Aqueles percorridos por estrada estreita a 60 km/h, sem apenas espaço para adiantar os camiões, haviam ser história... se tivesse havido tempo para a inauguração.

Apenas restavam uns poucos mêses para rematar a obra quando começou a Crise de Maio e todo se deteve, com a queda do governo espanhol. Mas o passo de Despeñaperros estava perfeitamente operativo: apenas restava colocar algúns sinais e barreiras, plantar vegetação e recolher e limpar o local após as obras, e os veículos já podiam passar sem problema nenhum. Esse era precisamente o problema, que podia ser empregado, e lá estavam ele e os seus colegas para que ninguém passasse.

Despeñaperros era neste momento a fronteira entre os territórios controlados pela República, a Sul, na Andalucía, e os controlados pelo governo facho de Madrid, ao Norte. Felizmente não tinha havido actividade naquele ponto durante mêses. As forças republicanas tinham assegurado o passo pouco depois da época de caos do passado verão. Naquela altura, ao Norte, ficavam os páramos da Mancha, desabitados e sem lei. Mais tarde chegaram forças mandadas de Madrid que estavam a "reconquistar" a Mancha, mas depois de vários combates tiveram que se retirar, e já havia tempo que nem viam um facho. Perante o tenente Montes apenas estavam os páramos, nominalmente território de Madrid, mas de facto "terra de ninguém".

Mas todos temiam que um dia qualquer os fachos atacassem outra vez, e por isso estava lá a II Brigada. O Corpo de Engenheiros tinha semeado os viadutos com explosivos, para voa-los em caso de ataque. Se calhar teria sido mais simples voa-los , sem aguardar um ataque, mas o governo da República não queria perder uma obra de tanta importância de jeito inútil: construir o passo da A-IV tinha levado muitos anos e dinheiro, e o governo tinha a esperança de conserva-lo intacto para o dia que a República recuperasse toda Espanha.

Poucos pensavam, contudo, que Madrid iniciasse um ataque por Despeñaperros: era um caminho demassiado óbvio. Era a estrada que corria direta desde Madrid a Sevilha, e era a rota mais protegida e fortificada pelas forças republicanas. Se os fachos tentavam invadir Andalucía, haviam-no fazer por outro ponto: isso é o que todos pensavam. O que todos pensavam...



Isto estava a pensar o tenente Montes enquanto bebia o seu café da manhã, quando foi sobressaltado por um forte ruido que vinha de fóra. "Uma explossão? Um ataque?", pensou. Olhou pela janela, pela que via os viadutos e os túneis, mas era tudo normal. Teria que ter pegado no telefone para falar com os postos de observação, mas quando estava para pegar nele apercebeu-se de que a explosão tinha vindo desde detrás dele. Correu para a porta, para sair para fóra e ver qué teria sido aquilo. Enquanto abría a porta ouviu outra explosão, mais longe, mas muito forte. Ao abrir, viu diante dele o que tinha acontecido: a antena de telemóveis que havia perto do seu posto, no alto do monte, tinha sido destruída. Apenas ficavam ferros tortos e fume. Mas cómo...?

Regressou ao posto a todo correr, para dar o alarme. Mas nem o telefone, nem a radio, nem o seu telemóvel funcionavam. As comunicações tinham sido cortadas: se alguém tinha visto a aproximação dos atacantes desde os postos avançados, não tinha podido avisar ao posto de controlo. E agora ele não podia avisar às forças de proteção... Se isto era um ataque aéreo, uma acção de comandos ou o raio que fosse, o seguinte havia ser alguma coluna de tropas terrestres a avançar cara o passo. Possívelmente já estavam a avançar... olhou outra vez para a janela...



"Merda, merda, merda, MERDA!", pensou o tenente. Un grupo de helicópteros fachos estavam a deixar soldados perto do posto. Não havia tempo que perder: correu a uma grande caixa negra que havia na sala, colheu uma chave que levava ao pescoço e abriu-a. Uma vez aberta, premeu frenéticamente uma combinação no teclado que havia dentro, abriu uma pequena tampa e carregou com força o botão vermelho que havia dentro.

- MERDA, MERDA, MERDA, MERDA!!! - berrou. O dispositivo para fazer estourar os viadutos também não funcionava. - López! LÓPEZ!!! ONDE CARALHO ESTÁS!!!? - chamou pelo seu colega do posto, que tinha ido à casa de banho minutos antes. Apenas tinha passado um minuto desde a primeira explosão e já estava a ser tarde. O cabo López apareceu na outra porta da sala.

- Os fachos estão a atacar - informou-no Montes, por se ele aínda não se tivesse apercebido. Enquanto falava, montes abria os caixões e armários - Alguém cortou as comunicações e os cabos das bombas, assim que teremos que baixar até o viaduto para o detonar manualmente - Montes tinha colhido vários pequenos aparelhos e ferramentas, umas granadas e duas pistolas, com vários carregadores - VENHA, NÃO HÁ TEMPO!!

López pegou num fuzil e saiu por trás de Montes. Os dois homens conheciam por onde iam os cabos dos detonadores: se atopavam onde estavam cortados, podiam fazer uma conexão e fazer estourar os viadutos antes de que as tropas fachas chegassem. O tenente Montes agachou-se detrás do pequeno edifício do posto de controlo: um grupo de soldados inimigos estava a se aproximar. Felizmente vinham pelo lado contrário ao dos cabos. Procurou pelo chão o tubo pelo que íam os cabos dos detonadores, para segui-lo e localizar o corte.

- López, cobre-me! - disse, enquanto pegava no tubo e puxava dele. Olhava cara abaixo, pela aba do monte, por onde o tubo dos cabos detonadores baixava até o viaduto mais próximo, aguardando atopar o corte nessa direcção. Mas aínda restavam algumas surpresas dessagradáveis: o tubo estava frouxo, sim... mas a sua frouxidão percebia-se do lado do posto. Tinha sido cortado perto do posto de controlo. O tenente Montes estava demassiado exaltado pela situação e demassiado preocupado por detonar as pontes, para se deter um instante a pensar por qué os cabos estavam cortados perto do seu posto, quando um comando sabotador inimigo os teria cortado antes de se aproximar... puxou com força do tubo e viu o extremo cortado, quase ao lado da casa do posto de controlo. Os soldados inimigos já estavam perto da casa e ele não se podia arriscar a se aproximar a eles, assim que puxou mais, tentando arrastar o extremo do cabo até ele. Puxando do cabo foi ocultar-se numas matas tras umas pedras, onde teria uns minutos para provocar a explosão dos viadutos antes de que os soldados inimigos dessem com ele.

Mas de repente, o tubo puxou dele. Tinha atopado uma resistência. Olhou para atrás para pedir ajuda a López, mas...

- Tire as armas, tenente! - ouviu às suas costas. Montes deu volta e viu ao cabo López apontando-lhe com o fuzil, enquanto pisava no tubo do detonador.

- Seu filho da puta traidor... foi você que cortou os cabos... - os soldados inimigos já chegaram ao posto de controlo e Montes tinha a López a quase 10 metros... o monte estava cheo de matagal e pedras, e ele estava a mal dois metros dum lugar onde se agachar e tinha os cabos na mão...

Montes alçou a mão que tinha livre, como rendendo-se... mas enquanto López baixou um bocado o fuzil deixando de apontar puxou com todas as forças do cabo dos detonadores que López estava a pisar. Por um instante López perdeu o equilíbrio, mas recuperou-no imediatamente. Foi apenas um segundo, mas nesse tempo Montes conseguiu saltar entre as matas e agachar-se tras das pedras.

- Não tens fugida, tío! - disse López, apontando de novo para as matas - Não o faças mais difícil e rénde-te já, não tens nada a fazer.

A resposta de Montes foi um disparo desde o matagal, que alcançou a López no ombro direito. López caiu no chão berrando de dor e soltando o fuzil. Montes puxou do tubo dos cabos para ele ate recuperar o extremo cortado, enquanto López, que seguia no chão para não receber outro disparo, começou a chamar aos berros aos soldados, que já tomaram o posto de controlo:

- Venham, acudam cá! Este filho da mãe vai voar as pontes! Venham, que sou dos seus!

López tentava pegar no seu fuzil outra vez, apesar da dor no braço com o que o colhia, enquanto os soldados atacantes corriam monte abaixo para o ajudar e capturar a Montes. Montes apenas tinha um ou dois minutos: sentado tras das pedras pelou as pontas dos cabos com o alicate que levava e começou a conecta-los com o pequeno detonador manual que levava. Já quase...

- MÃOS ACIMA, SEU CABRÃO!!! - um dos soldados chegara frente a ele e estava a apontar-lhe com o seu fuzil. Montes ergueu a cabeça para olhar e sentiu o extremo do cano de outro fuzil a se pousar no lateral do seu cránio. Estava rodeado e não lhe tinha dado tempo de armar o detonador. Se esse traidor filho de puta de López não o tivesse detido dois minutos antes... qué porra: se esse traidor filho de puta de López não tivesse cortado os cabos...

Mas agora já não podia fazer nada. As colunas de infanteria dos fachos de Madrid avançavam para passar Despeñaperros, enquanto mais helicópteros continuavam a descarregar soldados para assegurar o passo. O tenente Montes olhou para o ceu enquanto os soldados inimigos o desarmavam, e viu passar uma esquadrilha de caça-bombardeiros F-18 com rumo sudoeste: deviam ir bombardear as posições de Jaén, Córdoba e Sevilha, para abrir caminho ao ataque. A grande invasão que já não aguardavam apenas estava a começar.

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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 18, 2013 10:33 pm


(quando puder, postarei um mapa melhor)

BANDOS EM LUTA

Estado Espanhol Restaurado.
(zona azul)

É um governo autoritário e relativamente militarizado, que tem como objectivo a reunificação do país. A sua ideologia é conservadora, nacionalista espanhola e tem uma ligeira herança "cultural" do régime de Franco. Embora o seu estilo seja muito autoritário e os seus rivais os acusem de fachos e ditadores, não podem ser considerados fascistas: "neocon" é mais exacto. Esse autoritarismo seu é apresentado (por eles) como "fruto da situação", devido a que precissou impôr-se aos senhores da guerra e aos revolucionários, e está disposto a invadir e re-anexar o resto de território, se fôr necessário, pela força.

Baseiam a sua legitimidade no facto de ter restabelecido a Constituição do 78 no seu território (embora numa situação de estado de guerra - a que prevé a própria constituição), e portanto consideram-se sucesores do governo espanhol anterior à "Crise de Maio" (com a que comecei o meu RP de "Galiza, hora zero"). O seu governo, em situação de "poderes especiais", está formado por membros do antigo governo (anterior às revoltas, os que fugiram de helicóptero), dirigidos pela que foi presidenta regional de Madrid, Aurora Zabala. Não fizeram nenhuma eleição aínda, mas reuniram o que ficou das antigas Cortes Gerais do Reino de Espanha, compostas maioritáriamente por membros da AP (o partido do governo) e a UDP (para saber dos partidos, olhem cá: http://nsportugal.forumeiro.com/t4-comunidade-da-galiza#1095). Também estão apoiados por algúns pequenos grupos de estrema direita e movimentos cívicos e populares nascidos nas revoltas, e pela Igreja Católica.

Controla a capital (Madrid) e conseguiu controlar a maior parte do território do centro, bem porque as autoridade locais que tinham asumido o poder os reconheceram pacíficamente, bem pela força. É o mais forte militarmente e o seu objectivo é reconquistar TODO o território espanhol, restabelecendo o "Régime do 78": monarquía parlamentaria, estado unitario com autonomia limitada, sistema bipartidário, estado oficialmente "não confisional" mas com certos privilégios para a Igreja, mais liberalismo económico... Não aceitam nenhuma das reclamações dos movimentos populares com os que aconteceu a "Crise de Maio": uma democracia mais ampla, estado republicano e federativo, mais democracia direta e sistema eleitoral mais proporcional, partidos mais plurais, estado do bem-estar mais protegido, laicismo estrito... Também não aceitam a independência de território nenhum (de facto, o seu "programa" para depois da "reconquista" inclui a supressão dos governos regionais, aos que acussam de ser os culpáveis da situação, e a criação dum estado fortemente centralizado e uniforme cultural e linguísticamente).

III República Espanhola

(zona violeta)

Nos mêses de confusão e lutas "todos contra todos" que seguiram à "Crise de Maio", foi o grande inimigo dos anteriores, mas finalmente não foi capaz de controlar Madrid (embora quase chegou a faze-lo, com apoio dos grupos mais revolucionários das primeiras fases da revolta). Este governo finalmente se estabeleceu na capital da Andaluzia, Sevilha. Foi reconhecido como governo legítimo pelo Conselho de Andaluzia e outros territórios dispersos (Astúrias, o que está ao NE da Galiza, e a metade do Aragão, ao lado da Catalunha).

Se o governo de Madrid é o da direita, o de Sevilha é o da esquerda, dirigido por uma larga coligação de forças de esquerda com presença de comunistas, ambientalistas, anarquistas, católicos de base... mas dirigido por um socialista (Pablo Gutiérrez, antigo ministro, da FS). Embora ser acusados pelos seus inimigos de serem uns perigosos comunistas revolucionários come-crianças e queima-igrejas, as suas posições têm mais a ver com os modernos movimentos "verdes" e pro-democracia direta (eu apenas faço RP com movimentos e idéias políticas actuais, não do século passado tipo fascistas, estalinistas e tal - já não o fazia em Athaulphia). Apoiam-no os partidos FS e IES, além de sindicatos, partidos menores de esquerda e algúns movimentos cívicos e populares nascidos nas revoltas.

Reclama ser o legítimo governo espanhol porque, embora não restaurassem a Constituição do 78, fizeram umas eleições (nos territórios que controlavam) para uma Assembléia de carácter constituínte. Esta Assembléia é o seu actual órgão legislativo e actualmente está redigindo a futura constituição da III República. O governo actual tem carácter provisório e foi elegido pela Assembléia, enquanto não se proclama a nova constituição.

Teóricamente o seu objectivo é a restauração do Estado Espanhol... mas um estado muito diferente: exactamente o que o governo de Madrid rejeita (já o disse: estado republicano e federativo, mais democracia direta e sistema eleitoral mais proporcional, partidos mais plurais, estado do bem-estar mais protegido, laicismo... - isso tudo está a ser tratado na Assembléia). Militarmente são mais fracos do que o governo de Madrid, mas contam com a aliança dos catalães e os bascos, o que faz com que a situação esteja equilibrada. Aliás, estão dispostos a aceitar as demandas dos nacionalistas e reconhecem o direito de autodeterminação: projectam reconstruir uma "Nova Espanha" com a forma de Confederação de Estados Soberanos (espanhol, galego, catalão e basco), estilo suiço, e tudo construido com assembléias constituíntes e referendos em cada território.

República de Catalunya (zona amarela) e República Federativa Basca (zona vermelha)

São estados relativamente estáveis que se proclamaram independentes quase no começo da "Crise de Maio" (ao invés da Galiza) e nos que houve uma grande agitação e lutas internas (também ao invés que na Galiza). Finalmente os seus governos conseguiram estabilizar a situação, apesar de terem passado inadvertidos para o mundo (uma coisa semelhante à Abecásia, Osetia ou a Transnístria IRL). São fracos perante o governo de Madrid (que os quer reanexar), e as suas opções passam por se aliar com os republicanos espanhois. Contudo, aínda estou duvidando se elimina-los do RP, para fazer o RP mais simples, e dizer simplesmente que se aliaram com a III República.

Galiza

É o que levam vendo, um estado estável e independente "de facto", mas ainda não oficialmente... embora com sérias possibilidades de o ser. Vou fazer uma pequena explicação-resumo da situação interna, para quem estiver perdido. A população, politicamente, pode ser dividida em 4 sectores:

1º. Galeguistas que querem manter o sistema do 78: muito minoritários, póde-se fazer a piada de que colhem todos num táxi (se calhar um 0-5%).

2º. Galeguistas que querem mudar o sistema: a maioria do nacionalismo galego, que já aposta abertamente pela independência. Aproximadamente podem ser um 30-35% da população.

3º. Espanholistas que querem manter o sistema do 78: tradicionalmente esta tem sido considerada a posição "natural" do espanholismo, mas o sistema do 78 está assim tão desacreditado que actualmente podem ser perto do 20-25%.

4º. Espanholistas (ou seria mais correcto dizer "não nacionalistas galegos" - depois explico por qué) que querem mudar o sistema: são a grande revelação desta crise e o grupo com mais força entre os jovens, vítimas da crise, do desemprego, da "austeridade"... a nossa "geração à rasca". São arredor do 35-40%. Porém, o seu carácter "espanholista" é muito duvidoso e a maior parte deles atravessam uma "crise de identidade nacional": a maior parte deles consideram-se galegos E espanhois simultaneamente; mas se um futuro estado galego adopta as suas reclamações (laicismo, república, democracia direta, orientação económica social...) estariam dispostos a apoiar a independência. Incluso aqueles que sentem mais "amor a Espanha" preferem independizar-se antes que volver ao sistema anterior numa Espanha reunificada (o que propõe o governo de Madrid).

Este 4º sector foi o decisivo no recente referendo ("A", unir-se imediatamente ao governo de Madrid; ou "B", elegir uma assembléia galega de tipo constituinte): os espanholistas do 3º sector pensavam que havia ganhar claramente a "opção A", pela união dos sectores 3º e 4º, guiados pela sua "identidade espanhola". Mas esses espanholistas erraram os cálculos, pois os jovens do 4º sector nem eram assim tão "patriotas espanhois" como eles pensaram, e antepusseram os seus ideais de mudar a sociedade ao seu suposto patriotismo.

Assim, o sector 4º votou maioritáriamente pela "opção B" (uma assembleia constituinte), porque viram nela uma oportunidade de ouro para poder conseguir as reformas do sistema que eles procuram (independentemente da questão da independência ou não da Galiza, que consideram secundária), e também porque perceberam que com a "opção A" haviam voltar ao "sistema do 78" sem nenhuma possibilidade de conseguir as mudanças que pedem. Agora estão marcadas umas eleições a essa assembléia, que haverá decidir se unir-se ao governo de Madrid, se unir-se à III República Espanhola ou escolher a independência da Galiza.
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 18, 2013 10:57 pm

SITUAÇÃO ACTUAL

Para um resumo do acontecido anteriormente:

http://nsportugal.forumeiro.com/t54p30-galiza-hora-zero#1747

Nos últimos tempos as lutas tinham-se detido durante mêses, as fronteiras (ou frentes) estavam estáveis e semelhava que cada estado havia continuar a seu caminho, independentemente. Os diferentes governos aplicaram-se à estabilização e reconstruição interna (como a Galiza).

Mas o governo de Madrid focou o seu esforço na preparação militar, para lançar agora esta grande "Ofensiva de Primavera", com a que esperam reunificar o país sob o seu poder. O ataque principal está sendo lanzado contra o Sul, onde está o núcleo da III República. É um ataque tipo blitzkrieg com o que esperam acabar com toda resistência em poucos días.

No resto de frentes não lançaram nenhuma invasão, mas fizeram algúns bombardeios preventivos para evitar contraataques. Quanto à Galiza, foi totalmente poupada dos ataques, por um motivo simples: o governo de Madrid tem esperança de que os seus partidários ganhem as eleições, e que portanto a Galiza seja reanexada pacíficamente. Para favorecer a vitória dos "madrilenistas" na Galiza, aplicam uma política propagandística de "pau e cenoura": fazem uma boa demonstração de força contra a República (o pau) e ao tempo poupam a Galiza de qualquer guerra (a cenoura).

Olivença: Olivença, ocupada pelo Reino de Portugal, está junto do território da III República, e os republicanos não fizeram neste tempo nada por tirar-lha aos portugueses. Por qué? porque a sua verdadeira preocupação é Madrid, têm que concentrar as suas poucas forças em lutar contra as forças de Madrid, e não podem distrair soldado nenhum por uma vila de 5.000 habitantes sem valor estratégico nesta guerra. Se calhar estariam dispostos, na sua linha de reconhecer o direito de autodeterminação, a fazer um referendo e que os oliventinos escolhessem a qué país pertencer, mas para já o que lhes importa é conter os madrilenos ("os fachos" na sua linguagem) e olhar que os portugueses não avancem além de Olivença.

Quanto ao governo de Madrid, não está disposto a aceitar a cessão de Olivença, e isso vai dificultar muito as relações com Portugal, apesar da sua proximidade ideológica. Madrid recebeu uma proposta diplomática portuguesa: ajuda contra os republicanos em troco pela cessão definitiva de Olivença. Não houve aínda resposta oficial, mas este é um assunto que irritou muito em Madrid, embora não queiram problemas com Portugal... para já.


Última edição por Galiza em Qui Abr 18, 2013 10:58 pm, editado 1 vez(es)
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 18, 2013 10:57 pm

FORÇAS IMPLICADAS

Há sete mêses (sete mêses já!! Shocked ) fiz uns cálculos militares sobre a força de cada um dos bandos:

http://nsportugal.forumeiro.com/t54p60-galiza-hora-zero#2245

Acho que estão a uma escala ajeitada para Espanha IRL, mas se fôr necessário estas cifras podem ser actualizadas com o NStracker actual:

Galiza escreveu:OOC: baseando-me nos dados do NStracker dos últimos dois días e fazendo algumas correções, eis os dados militares das distintos bandos em luta na Espanha:

TOTAL
Orçamento militar: 452.050.836.530,36 €

Exército de Terra:
- forças activas: 199.778 homens, 15 divisões
- forças de reserva: 466.147 homens, 37 divisões

Armada:
- forças activas: 30.739 homens, 4 frotas
- forças de reserva: 71.715 homens, 4 frotas

Forças Aéreas:
- forças activas: 76.838 homens, 7 esquadrilhas
- forças de reserva: 179.288 homens, 13 esquadrilhas
Primeiro de todo, eu não sou um especialista em temas militares, assim que estou aberto a qualquer sugerência e será bem-vinda qualquer ajuda.

Uma coisa sobre a que tenho dúvidas é sobre o significado das reservas: no exército de terra faz sentido, mas na forças navais e aéreas não o vejo assim tão claro: tenho a impressão de que são demassiados homens para uns postos especializados.

Eu acho que vou considerar as reservas em conjunto (717.150 homens, sumando terra, mar e aire), e o que vou fazer é considerar o facto de que sejam reserva naval ou aérea como um límite: desses 717.150 homens até 71.715 podem ser destinados à reforço da Armada (equipando até 4 frotas) e até 179.288 da Força Aérea (equipando até 13 esquadrilhas).

Por outro lado, TODOS podem ser destinados a reserva terrestre (pois os marinheiros e os pilotos podem pegar numa espingarda e lutar em terra, mas é difícil que um soldado de infantaria esteja capacitado para levar um avião o um barco). De este jeito, como alternativa posso converter as reservas naval e aérea em divisões de terra (homens de 4 frotas + homens de 13 esquadrilhas = homens para 17 divisões, a adicionar às outras 52 divisões de reserva de terra).

Considerado isto, vou fazer a partilha por facções:

Estado Espanhol Restaurado

Orçamento militar: 212.463.893.169 € (47%)

Exército de Terra: 7 divisões (93.896 homens)

Armada: 1 frota (14.445 homens)

Forças Aéreas: 3 esquadrilhas (36.114 homens)

Reservas: 337.060 homens para 25 divisões de reserva (18 terra + 1 naval + 6 aérea)
III República Espanhola

Orçamento militar: 122.053.725.863 € (27%)

Exército de Terra: 4 divisões (53.940 homens)

Armada: 1 frota (8.298 homens)

Forças Aéreas: 1 esquadrilha (20.746 homens)

Reservas: 193.631 homens para 15 divisões de reserva (10 terra + 1 naval + 4 aérea)
República Catalana

Orçamento militar: 63.287.117.114 € (14%)

Exército de Terra: 3 divisões (32.272 homens)

Armada: 0 (no nosso mapa Catalunha não tem saída ao mar, e portanto sumei a súa "frota" às forças de terra)

Forças Aéreas: 1 esquadrilha (10.757 homens)

Reservas: 100.401 homens para 7 divisões de reserva (5 terra + 2 aérea)
República Federativa Basca

Orçamento militar: 27.123.050.192 € (6%)

Exército de Terra: 1 divisão (11.987 homens)

Armada: 1 frota (1.844 homens)

Forças Aéreas: 1 esquadrilha (4.610 homens)

Reservas: 43.029 homens para 4 divisões de reserva (2 terra + 1 naval + 1 aérea)
Comunidade da Galiza

Orçamento militar: 27.123.050.192 € (6%)

Exército de Terra: 1 divisão (11.987 homens)

Armada: 1 frota (1.844 homens)

Forças Aéreas: 1 esquadrilha (4.610 homens)

Reservas: 43.029 homens para 4 divisões de reserva (2 terra + 1 naval + 1 aérea)
Olhem as diferenças de tamanho entre as frotas e as esquadrilhas aéreas dos distintos bandos. Aínda tenho que tratar de cómo traduzir isso em aviões e barcos (alguém sabe cómo?).
Bem, acho que a informação importante já está exposta. Apenas me resta fazer um bom mapa e já temos o tabuleiro pronto para o jogo.
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Sex Abr 19, 2013 11:42 am

Portugal inicia um bloqueio terrestre a III Republica Espanhola, as fronteiras são fechadas. Ninguém passa, nem ninguém sai do país. As relações já estavam cortadas à muito. Contudo, o que à comunidade internacional parece uma manobra de hostilidade portuguesa, é na verdade uma manobra de duplo sentido.

Primeiro isso irá desesperar a 3ª Republica Espanhola, porque era por Portugal que tinham acesso mais rápido à costa, o que começa a causar uma quebra na logística, poderá gerar negociações... Segundo um voto de "boa vontade" ao Estado Espanhol, como quem faz um agradinho para ter em conta o velhissimo caso de Olivença.

No entanto em Talega, os ânimos estão incendiados... E a Guarda Nacional irada...



Os arames farpados já começam a surgir no horizonte da raia... Até as velhas praças-forte de à 300 anos foram reactivadas!


Tenente português passando revista a uma companhia do Regimento de Infantaria Nº3 no complexo de trincheiras de Olivença. A defesa da praça será feita a todos os custos, e ninguém sabe de onde virá a ofensiva, se da Republica se do Estado Espanhol. Contudo já esta tudo prestes para os receber... e da pior maneira!



Complexo de trincheiras de Vilar Formoso, importante zona de passagem, onde se pode apanhar o IP5, grande estrada de acesso a Espanha. Uma cadeia de televisão portuguesa entrevista os militares...

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Re: España contra España

Mensagem  Rokolev em Sex Abr 19, 2013 4:59 pm

O reforço militar do Estado Espanhol Restaurado não preocupa muito o Governo Gótico, apesar da aparente movimentação na Raia..de uma forma algo arrogante isto é visto como crianças a quererem brincar às guerras.


Na realidade o governo do Reino não tem grandes problemas com grande parte das suas políticas internas, e de certo modo vê o EER como o legítimo herdeiro do estado Espanhol, mas...a sua ideia de forçosamente integrar as diversas nações "espanholas" dentro do seu controlo, potencialmente contra a vontade dos habitantes dessas regiões, é de certo modo ultrajante para a generalidade dos Godos - firmes crentes no direito de auto-determinação dos povos - o que consequentemente cria uma atmosfera de grande simpatia para com Galegos, Bascos e Catalães dentro do país.

Por outro lado as ideias da III República parecem quase um devaneio de políticos inexperientes a quererem aplicar experimentalismos às suas populações, ainda que em teoria algumas destas ideias sejam francamente apelativas e a favor do modelo democrata e anti-corrupto em vigor em Gutland. A ideia de Federalismo é relativamente bem vista por grande parte da sociedade Gótica visto promover uma maior unidade em Espanha e portanto potenciando-a, sem corromper as aspirações e livre arbítrio dos diversos povos - mas apenas se esta for de facto a vontade das populações locais, o que até à data não parece ser o caso.





Para o Governo Gótico a solução inicial era muito simples, ingénua e democrática - à boa maneira do Reino: Há dúvidas sobre a vontade das pessoas? Então vota-se.


Imediatamente o Governo do Reino de Gutland envia uma carta tanto à liderança do EER como da III República pedido o fim das hostilidades, ou pelo menos um cessar-fogo, de modo a que uma grande equipa internacional possa organizar uma votação a larga escala em toda a Espanha para que se decida não apenas o destino do EER e da III República, bem como dos países que desejam a independência, podendo então dar legitimidade aos vencedores.

A notícia apanha os cidadãos do Reino de surpresa, muitos achavam que os líderes visados iam apenas olhar para a carta e desmanchar-se a rir da ingenuidade do Governo Gótico.
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Re: España contra España

Mensagem  Commonwealth em Sex Abr 19, 2013 5:38 pm

O Governo no Exílio emite uma nota a suportar a proposta goda. É, para ambos os líderes do governo, a solução mais democrática que se podia encontrar.
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Sab Abr 20, 2013 6:06 pm

MAPA DA SITUAÇÃO

Mapa base das operações: inclui a geografía do território espanhol, com as montanhas, os vales, os ríos, as cidades mais importantes e as principais vias de comunicação:



Arrow SITUAÇÃO ANTES DO COMEÇO DA "OFENSIVA DE PRIMAVERA" (13 abril 2013)

Verde: território controlado pelo Conselho Geral da Galiza (capital: Santiago de Compostela)
Vermelho: território controlado pela República Federativa Basca (capital: Vitória, mas trasladado a Donostia)
Azul: território controlado pela República de Catalunha (capital: Barcelona)
Violeta: território controlado pela III República Espanhola (capital: Sevilla)
Alvo: território controlado pelo Estado Espanhol Restaurado (capital: Madrid)



(O passo de Despeñaperros, onde começou o ataque, está na estrada de Toledo a Córdoba, no límite entre o território republicano e o controlado por Madrid)
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Sab Abr 20, 2013 7:32 pm

Sevilla, Palácio de São Telmo, sede do Governo Provisório da III República Espanhola



Enquanto o tenente Montes tentava voar as pontes do passo de Despeñaperros, as principais autoridades e líderes políticos da III República Espanhola começavam um pequeno acto de homenagem. O 14 de Abril de 1931, 82 anos antes, tinha sido proclamada a II República, aquela que foi destruida pelos fascistas de Franco na Guerra Civil e da que a III República se considerava herdeira e continuadora.

No palácio estava o governo com o seu presidente, Pablo Gutiérrez, o presidente da Assembléia da República (na que se estava a fazer a futura Constituição, com os trabalhos já muito avançados), os líderes dos partidos (havia partidos socialistas, social-demócratas de centro, comunistas da "velha escola", comunistas da "nova vía", ambientalistas, cristão-democratas de base, líderes de assembléias de bairro que chegaram à Assembléia...) e vários representantes de autarquías dos arredores de Sevilla. Também chegaram algúns representantes dos utros territórios controlados pela República (Asturias, Aragão...), mas pela sitação do país tiveram que chegar fazendo uma longa volta através de Lapália.

O acto também não havia ser longo: um par de discursos e depois, todos a gozar da tarde daquele domingo de sol. Depois do discurso do presidente da Assembléia, ia começar a falar o Presidente da República, Pablo Gutiérrez:


Caros amigos, estamos hoje no começo duma nova era para Espanha, do mesmo jeito que aqueles augustos republicanos do 31. Naquela altura, com ilusão e esforço...
Nesse instante o discurso foi interrompido por um forte ruido, como um trovão prolongado. Todos calaram e olharam para acima, de onde vinha o ruído. Algúns foram para a janela para olhar o qué se passava.

Uns centos de metros acima, o capitão Cifuentes virava no seu F-18 Hornet. O capitão estava um bocado baralhado, pois acabava de incumplir a ordem inicial que levava: bombardear o palácio por surpresa com todos os dirigentes republicanos dentro. Por qué não o fizera no primeiro golpe? Pelos civís: o pátio e a rua perante o palácio estavam cheios de pessoas com as que não contaram. Eles pensavam que este acto do 14 de Abril apenas havia reunir os políticos republicanos, mas não pensavam que pudesse haver tanto apoio dos populares para juntar uma multidão no local. Por isso, no momento de lançar os mísseis, ao ver aquela gente, tinha ordenado abortar o disparo e passado com a esquadrilha de caças acima deles. Ele não era um assassino de civís, e menos se os civís eram compatriotas. Vermelhos republicanos, sim, mas espanhois como ele, e tal vez lá estivesse qualquer amigo seu. Contudo, o capitão esperava completar a missão: apenas tinha que aguardar que a multidão se dispersasse asustada de ver os aviões inimigos, e com o pátio do palácio e as ruas mais despejadas havia lançar as bombas.



Enquanto os caças davam volta, os milheiros de pessoas que estavam na celebração do "Día da República" corriam em pânico em todas as direções. Os berros e a confusão apoderaram-se da cidade em mal um minuto. Nas janelas do palácio, os rostos confundidos de algúns dos dirigentes que estavam presentes no acto oficial olhavam perguntándo-se o qué estava a acontecer. Ao ver o que se passava, começaram também as corridas desesperadas dentro do palácio. Apenas tinham uns segundos para fugir, antes que os caça-bombardeiros inimigos chegassem. O capitão Cifuentes já tinha o palácio na sua mira e deu a ordem:

- FOGO!



As colunas de fumaça elevavam-se sobre Sevilla, enquanto as defesas da cidade, as poucas peças de artilheria que se salvaram do ataque, comezavam a responder. A esquadrilha comunicou com a base:

- O cão está na água! Repito: o cão está na água!
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Ter Abr 23, 2013 12:14 pm

Portugal encerra fileiras, e aumenta segurança de fronteiras com a Republica Espanhola, agora já à ordem de abate a quem passe para este lado ou passe para o lado de lá. No entanto com o Estado Espanhol as fronteiras, apesar do controlo do costume, para período de guerra estão demasiado abertas. Contudo em Portugal os ânimos estão ao rubro. Com o caos vivido em Espanha há largos anos, imensos refugiados espanhóis procuraram casa em Portugal. E os Neo-Setembristas deram-na, e até a nacionalidade, tendo muitos espanhóis combatido nas fileiras do Exército Nacional contra o Exército Integralista.

A maioria dos espanhóis nacionalizados pressiona o governo para apoiar Madrid... Há manifestações de rua. Opinião arrasta opinião, e os portugueses "velhos" apoiam Madrid, há um consenso pela primeira vez entre as duas grandes forças politicas inimigas, os Integralistas e os Neo-Setembristas, há que apoiar Madrid.

O governo e a Rainha fecham-se em copas... Aguardam o momento, Olivença é caso delicado.

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Re: España contra España

Mensagem  Sarvoya em Ter Abr 23, 2013 4:24 pm

O Ministro da Indústria e Energia Rafael Hernandez estava a ir em uma Expo qualquer em Londres. A pedido do Ministro Paulo Khan ele deveria fazer uma visita a Bilbao, onde segundo rumores seria uma das cidades mais estáveis da Espanha.
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qua Abr 24, 2013 4:50 pm

Madrid, Palácio da Porta do Sol

Depois do primeiro ataque, a presidenta Aurora Zabala estava reunida com o seu estado-maior, para analisar os resultados do ataque. A presidenta estava eufórica pelas primeiras notícias que tinha recebido: o passo de Despeñaperros tinha sido tomado numa operação impecável, e o bombardeo aéreo aos centros de poder republicano em Sevilla também tinha sido um sucesso. Sabia também das simpatias portuguesas, e calculava que não tardaria em ter o control duma Espanha reunificada. Mas agora os seus generais haviam fazer-lhe um relatório pormenorizado.



- Bem, General: conte.

O General Mena teclou no seu computador para que o projector mostrasse na tela da parede o mapa da situação:

- Senhora presidenta, ésta é a situação actual. Como sabe, depois de tomar Despeñaperros, a invasão terrestre tem avançado sem dificultades pela autopista A-IV, rumo a Sevilla. Os ataques aéreos no frente Sul foram também um sucesso: destruimos a força aérea republicana da base de Morón (perto de Sevilla), sem lhes dar tempo a descolar. Os centros de governo e de comunicações inimigos também foram bombardeados. Neste instante, as colunas de infanteria motorizada avançam pela A-IV com passo seguro.

- Não há problemas em Córdoba e Jaén? - perguntou a presidenta

- Problemas menores: as cidades estão a resistir, mas temos o controle das periferias. Como estava previsto, a principal coluna de ataque contornou essas cidades para chegar a Sevilla o antes possível, enquanto unidades menores ficavam atrás para ter conta delas. Temos superioridade aérea, e portanto a resistência de Córdoba e Jaén não tem qualquer capacidade de lançar um contra-ataque: apenas podem resistir fechados nas suas ruas. Enquanto tomarmos Sevilla terão de se render. E a esta hora as nossas vangardas já estão nas portas sa cidade. Os republicanos estão em debandada e sem chefes, depois do bombardeio de Sevilla. Com a república descabeçada e as nossas tropas controlando Córdoba e Sevilha, toda Andalucía pode render-se em horas.

- Então isto está quase... Very Happy - a presidenta olhou o mapa, com olhos gulosos.



- Sim, as coisas estão óptimas... na frente de Andalucía.

- Qué quer dizer, General?

- Bem, senhora presidenta... como sabe, o principal plano era e é a invasão do território republicano na Andalucía, mas também incluíram-se bombardeios e ataques aéreos nas outras frentes. O objetivo destes ataques não era o de começar uma invasão, mas anular qualquer capacidade do inimigo de contra-atacar por outro ponto enquanto nós atacávamos o Sul. Por isso os nossos aviões atacaram as bases aéreas de Zaragoza, León e as que montaram os separatistas em Barcelona e Bilbao.

- E?

- Bem, senhora presidenta Rolling Eyes ... para estes ataques contavamos com as acções da "quinta coluna", para silenciar os sistemas de alerta inimigos e ajudar desde dentro (foi assim que tomamos Despeñaperros e atacamos Sevilla). Tinhamos agentes em Barcelona, em Zaragoza...

- E? - a presidenta começava a se impacientar.

- Aconteceu que os catalães tinham uns serviços de contra-espionagem melhores do que pensávamos - interveio outro general do estado-maior - A operação de sabotagem era muito delicada, era uma coisa que devia ter sido feita em apenas uns minutos, mas... os nossos homens em Catalunha foram descubertos no último momento, com os nossos aviões já no ar. Os separatistas puderam dar o alarme e avisar aos vizinhos de Zaragoza e os bascos. Quando as nossas esquadrilhas chegaram, os aviões inimigos já estavam descolando e a sua artilharia anti-aérea estava pronta para repelir o ataque.

- ENTÃO, FRACASSOU O ATAQUE NO NORTE!!? What a Face - a presidenta mudara de cor.

- Não, senhora presidenta - tentou-na acalmar o General Mena - Conseguimos destruir várias instalações e aviões republicanos da base de Zaragoza, e apesar de que tivemos que nos retirar, eles ficaram muito danificados. Não foi uma total destruição como em Morón, mas foi um bom resultado. Quanto aos separatistas, podemos considera-lo um "empate". Além disso, o ataque à base de León foi um sucesso e não puderam fazer nada.

- Então, quais são as expectativas?

- Pois segundo as nossas previsões, em poucos dias toda Andalucía estará nas nossas mãos - disse um dos conselheiros da presidenta - Sevilla está pronta para caer, e quando Sevilla se renda, o resto da região render-se-á com ela. Depois, poderemos concentrar as nossas forças em atacar Zaragoza e lançar outra invasão terrestre. O núcleo republicano de León e Asturias pode resistir um bocado mais graças às suas montanhas, mas enquanto tomemos Zaragoza ficarão sozinhos e pedirão a paz Twisted Evil .

- E os separatistas?

- Depois de Zaragoza iremos contra Catalunha, concentrando toda a nossa superioridade sobre eles: não poderão aguentar. Quanto aos bascos, virão depois de Catalunha... e os galegos votarão em massa pelos partidos espanholistas. O importante é ir tomando objectivos de um em um, concentrando os ataques e evitando a dispersão de esforços.

- Bem, então o plano previsto continua à frente - disse a presidenta, recuperando o seu olhar satisfeito - Os "perroflautas" ficaram sem governo, sem presidente... nesta confusão na que ficaram não podem resistir. Isto vai ser um passeio Smile .

Nesse instante soou o telefone do General Mena. O General olhou para a presidenta um bocado envergonhado, mas ela fez um aceno para lhe dizer que respondesse, pois podia ser uma notícia importante da frente. A conversa foi curta:

- No canal 6? Bem, obrigado.

O General tinha mudado o rosto pale : qualquer coisa não estava bem. Sem perder tempo, ligou a TV e mudou para o canal que lhe indicaram. O aparato iluminou-se e todos ficaram mudos:



... este ataque infame, daqueles que não conhecem mais razão do que a da força, não conseguirá que os cidadãos da Espanha livre e democrática se rendam nem desesperem. Ao contrário, agora estamos mais resolutos que nunca para resistir e vencer.

O governo da República Espanhola está pronto e conta com o apoio dos espanhóis livres, além do dos nossos irmãos catalães e bascos, para derrotar à ameaça do régime chamado "restaurado". Na nossa luta por um futuro mais livre, mais democrático, mais fraternal e mais plural, demonstraremos-lhes que a sua força bruta, a sua imposição violenta e a sua repressão ditatorial não podem contra a vontade dum povo que defende a sua dignidade e...
- Está vivo! O FILHO DA PUTA FUGIU!! Shocked - berrou a presidenta Zabala.

Aquela imagem na TV transtornava todos os planos. Dum jeito ou outro, o presidente inimigo conseguira fugir e o governo republicano não tinha sido destruído, como esperavam em Madrid. A República não ficara descabeçada, e aínda tinha possibilidades de organizar uma resistência.

Se calhar, aquilo não havia ser um passeio...
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Qui Abr 25, 2013 10:22 am

Os avancos de Madrid nas imediacoes de Sevilha assustam o governo portugues. Nem e pelos militares republicanos, esses caso forcem as fronteiras... a metralhadora faz a recepcao. Todas as pontes e coneccoes terrestres que ligam Olivenca e Talega a Espanha sao dinamitadas. Os contactos com Espanha estao cortados. Em Villanueva del Fresno, a Guarda Nacional faz o mesmo, mas de maneira mais manhosa, um camiao enorme da Camara Municipal de Arronches vai la literalmente pilhar! Levaram rails, pinos, luzes, abriram um buraco e ainda levaram o asfalto e brita consigo. Foram aos depositos do Ayuntamento e limparam tudo... foi um saque legalizado. Oficialmente Villanueva del Fresno, actualmente Vila Nova de Portugal, e uma freguesia do Concelho de Arronches do Alentejo.

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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qui Abr 25, 2013 4:22 pm

A pilhagem dos portugueses na Extremadura está começando a irritar a sério às forças republicanas, mas com a invasão dos "restaurados" têm outro perigo maior do que se preocupar. Depois que o presidente Gutiérrez aparecesse na TV e na rádio, emitindo a sua mensagem de resistência desde um lugar oculto, as tropas republicanas recuperaram a moral perdida nos primeiros ataques.

O Alto Comando Republicano ordena a retirada daqueles pontos de difícil defesa, para concentrar a resistência nos pontos vitais. As vilas da fronteira portuguesa têm neste momento pouco valor estratégico e além disso a República sabe que a fronteira portuguesa é perigosa, porque dela podem vir facadas pelas costas (de facto, já estão a vir). Portanto, as forças armadas regulares da República retiram-se às províncias orientais, a terras de Málaga e Granada, mais montanhosas, e à região montanhosa arredor de Cáceres.

Contudo, começam a organizar-se partidas guerrilheiras nas zonas "abandonadas" (incluidas as cidades), a jeito de resistência, com o objectivo de não encarar às tropas militares inimigas quando chegarem, mas sim fazer operações de sabotagem e espionagem. Quanto aos portugueses, o Comando Republicano começa a estudar também o qué fazer com eles. Para já, a população invadida está enfurecida pela pilhagem e a destruição feita pelos portugueses, percebida ademais como uma agressão gratuíta sem provocação prévia nenhuma.
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Sex Abr 26, 2013 1:51 pm

Enquanto Olivença, estava quase debaixo de "Lei Militar" e as coisas "piavam fininho" como se diz em bom português, Vila Nova de Portugal, estava entregue literalmente a civis armados, a Guarda Nacional. Um chiqueiro do pior entre a Guarda Nacional e as populações sobre o fim do Ayuntamento, e a sua integração como freguesia de Arronches fazem a ordem do dia.
O caso, por enquanto ainda não gerou cenas de pancadaria, muitos anos a conviverem com portugueses, e portugueses a conviverem com espanhóis até lá se entendem... O Capitão do Batalhão Nacional de Arronches mandou uma missiva ao Provedor de Arronches, e ao Perfeito da Província do Alentejo. O objectivo não tem nada de mais, mas para evitar mau estar das populações e tensões com o governo provincial pedia-se para que o governo reconhecesse Vila Nova de Portugal como Município.

Até agora o parecer do Perfeito do Alentejo é favorável, e vê nisso como um voto de confiança dos portugueses nos habitantes.

No entanto em Talega, o caso muda de figura, perdeu o Ayuntamento, ninguém o quer dar, e não passa de uma mera freguesia de Olivença. Ai o caso está aceso, os populares revoltados com a Republica que não os ajuda e com os "grunhos" que mandaram para os vigiar. De Olivença, o Provedor Municipal, por sinal português, não cede nem um milímetro às reivindicações, diz que se o caso muda de figura ordena recolher obrigatório e manda mais elementos da Guarda Nacional para impor a ordem publica.

Em Olivença, ninguém reclama. Os habitantes são apaparicados pelo governo português... Até já lhes deram a oportunidade de serem portugueses, basta ir à Câmara Municipal (Ayuntamento).

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Re: España contra España

Mensagem  Rokolev em Sex Abr 26, 2013 3:01 pm

As notícias provenientes da Ibéria deixam o Governo do Reino bastante irritado.

Primeiro era a aparente indiferença com que o pedido Gótico foi recebido - nem uma resposta ambos os Governos visados se dignificaram a enviar.
Segundo foi o ataque indiscriminado e dissimulado pelo EER, especialmente os ataques à Comunidade da Catalunya e ao País Basco.
Finalmente a pilhagem de Portugal à custa de civis indefesos.

De facto o Governo ficou tão irritado que deu ordens imediatas para exercícios militares em grande escala começarem por todo o território do Reino, inclusivamente a preparação de mísseis intercontinentais, armas nucleares, químicas e biológicas.
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Re: España contra España

Mensagem  Lapália em Sex Abr 26, 2013 7:18 pm

Atendendo ao impasse que se vivia no Consulado, quanto à necessidade ou não de uma intervenção directa, nenhuma movimentação militar de maior fora efectuada. A fronteira com Espanha foi reforçada pelo exército e a passagem de pessoas e bens restrita, em conjunto com a emissão de um simples comunicado condenando o ataque "das populações civis" por parte de Madrid.

Num comunicado à parte, o apoio militar aos portugueses, se "assim o requeressem", foi confirmado, bem como o apoio do direito à "autodeterminação dos povos espanhóis".
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Ter Abr 30, 2013 9:35 am

Portugal, como sempre, segue imediatamente as linhas da política internacional Lapália.

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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Seg Maio 20, 2013 10:00 pm

As forças republicanas cumprem as instruções de retirada da zona da fronteira com Portugal. A maior parte das tropas e o material conseguem retroceder sobre Sevilha e passar a Málaga, onde o exército republicano se fez forte. Uma parte dos milicianos retira-se aos montes ao Norte de Cáceres, armados com armamento ligeiro, para realizar acções de guerrilha. O material que não podem levar à "zona livre" ou que os milicianos não podem carregar (artilharia pesada, algúm tanque...) é desmantelado para aproveitar o que se puder (ametralhadoras dos tanques e coisas do género). Todo aquilo que pudesse ficar para ser capturado pelo inimigo é destruído.

Algúns poucos milicianos republicanos que ficam atrás na retirada não têm outra solução que a de se renderem aos "restauradores" ou a de tratar de passar a fronteira. A maior parte deles, com a moral aínda alta apesar da situação, prefirem a última opção. Seguindo as instruções dos oficiais que ficam com eles, quando chegam à vista das patrulhas portuguesas inutilizam as suas armas, abandonam-as e mostram bandeira de pano branco, com a intenção de passar a Portugal desarmados e como refugiados, de jeito pacífico. Não se preocupam de se o "passo" é feito em território português ou em território espanhol invadido, a questão é ficar em zona sob controlo português para não serem capturados pelos "fachos". A sua intenção e poder passar de Portugal à Galiza ou Lapália o antes possível. Muitos deles desconfiam dos portugueses, mas acham que sempre serão melhores do que os "fachos" espanhois. Agora apenas fica saber cómo é que serão recibidos enquanto se aproximarem às patrulhas portuguesas.



Apenas umas horas depois de que as tropas republicanas deixem o terreno livre, chegam as primeiras vanguardas restauradoras. Passam ao lado de várias gasolineiras incendiadas, depósitos de água furados, pontes derrubadas e restos de canhões e tanques inutilizados: os republicanos em retirada seguiram uma táctica de "terra queimada" e tentaram não deixar atrás coisa nenhuma que os seus inimigos pudessem aproveitar. Aos poucos as patrulhas restauradoras vão tomando contacto com os postos fronteiriços. Horas depois ficará confirmado: o Estado Espanhol Restaurado controla toda a fronteira com Portugal, desde a Galiza até Lapália.

Mas agora chegam os problemas: a primeira patrulha chega à zona de Olivenza, Villanueva del Fresno e Táliga. O oficial ao mando leva instruções concretas de Madrid: "avancem até que tomem contacto com os portugueses, mantenham as posições e comuniquem para receberem mais instruções". O objectivo é evaluar até onde ocuparam os portugueses e evitar qualquer confronto, até que o governo analise a situação. É provável que o governo tente arranjar a situação a alto nível, com uma conversa qualquer de governo a governo. Até que Madrid diga o que quer fazer, os seus soldados apenas olham pelos binóculos, com desconfiança e não pouca irritação, aos portugueses invasores.



Finalmente, o exército restaurador entra em Sevilha. Não foi difícil: no começo houve fortes combates nos arrabaldes da cidade, mas depois deste primeiro choque (e de que todas as forças republicanas tivessem tempo de se retirar a Málaga), a cidade rendeu-se sem mais. A queda da capital provisória da III República Espanhola foi uma grande notícia em Madrid, muito celebrada pela presidenta e o seu governo. A vitória já era sua, diziam, enquanto viam o seu exército a desfilar por Sevilha.

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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qua Maio 29, 2013 5:26 pm

No território republicano comezaram a se mexer as coisas. O governo da III República foi reconstituido provisóriamente em Granada, arredor da qual concentrou as forças disponíveis na Andalucía. Mas com o principal exército restaurador perto, o local não semelha seguro. As montanhas podem retrasar o avanço inimigo, mas há suspeitas de que Madrid conte com agentes para sabotar as defesas. Aliás, estão colhidos entre os fachos e a fronteira, e embora os lapálios não semelham ser hostís (não como os portugueses), não é uma posição cómoda.

Por contra, os outros territórios republicanos estão em melhor condição para a resistência. No nordeste, o território de Aragão, com capital em Zaragoza, conseguira repelir o primeiro ataque restaurador, com a ajuda dos governos catalão e basco. Embora não houbesse uma aliança formal, o facto de terem um inimigo comúm tinha feito que os três governos colaborassem desde o primeiro momento: graças à ajuda dos serviços catalães de contraespionagem, os ataques aéreos de Madrid não tiveram sucesso e as forças republicanas em Aragão estavam em boas condições para se defender e até para lançar um contraataque (ao contrário das da Andalucía, onde a frente se afundira desde o começo e agora mal estavam podendo reorganizar-se em Granada e Málaga).



O "Consejo General de Aragón" (administração da República naquele território), o "Eusko Jaurlaritza" (governo basco) e a "Generalitat de Catalunya" (governo catalão) estavam a colaborar, compartilhando informação e fornecimentos. O território que ocupavam tinha a retaguarda segura com a fronteira de Lapália, contava com boas comunicações internas e além disso tinha saída ao mar pelo grande porto de Bilbao. Este bloco era, claramente, o que estava em melhores condições para resistir e lutar contra os restauradores. De facto, o governo republicano estava estudando a possibilidade de se trasladar de Granada a Zaragoza, onde havia estar melhor protegido. Para o fazer teriam que pedir autorização ao consulado lapálio para viajar de Granada a Barcelona pelo seu território [OOC: sim, é uma mensagem para poupar posts na diplomácia].

Nesta situação, os três governos decidiram formalizar a sua aliança e criar a "Aliança do Ebro" (também chamada "Aliança do Norte" ou "Aliança Ibérica"), para lutar juntos contra o comúm inimigo. O "lehendakari" (presidente) basco, Joseba Amarrategi; o "president" da Generalitat, Jordi Romero; e o presidente do Conselho de Aragão, Ángel Bernal (em representação do presidente da III República Espanhola, Pablo Gutiérrez) assinam o acordo, enquanto têm lugar algúns combates perto de Logroño, onde as forças combinadas republicanas e bascas estão a conter as tentativas de avanço dos "fachos".

Mas as coisas não estavam a correr tão bem no terceiro território republicano, o do Noroeste, controlado pelo "Consejo General de Asturias y León". Felizmente, tinha saída ao mar pelo porto de Gijón, e limitava com a Galiza, que, para já, estava neutral... mas em qualquer momento podia virar para o lado inimigo. Tinha a vantagem de umas boas defesas naturais, com grandes montanhas e passos fáceis de defender... mas também não tinha muitos recursos e as suas forças militares eram relativamente fracas. Apesar disso, contava com as milícias mais aguerridas e com a moral mais alta do exército republicano: as "Milícias Mineiras", formadas com mineiros de Leão e Astúrias. Adestrados em tácticas de guerrilha, com poucos méios mas muita imaginação e valor, foram capaces de repelir as incursões dos restauradores, melhor equipados, e até lançaram ataques contra possições de fronteira do inimigo. Contudo, estavam em inferioridade aérea, e Madrid estava a lançar bombardeios para minar a sua resistência.



O facto de estar ao pé da Galiza (território neutral e livre de combates) permitia-lhes ter uma retaguarda segura para os seus refugiados e feridos, e obter fornecimentos de contrabando. O Conselho Geral da Galiza decidiu dar toda a ajuda humanitária necessária com o primeiro, e quanto ao segundo, embora oficialmente houvesse chamadas à paz e o alto-o-fogo, algumas autoridades estavam secretamente a colaborar com as milícias.

A "resistência dos mineiros" estava a ser vista com simpatias pela população galega: dava a imagem romántica do povo lutando pela sua liberdade contra um exército invasor, de David contra Golias, de Braveheart... além disso, a chegada de refugiados e feridos pelos bombardeios da força aérea de Madrid reforçava essas simpatia. Por este motivo, apesar da sua fraqueza, os mineiros do Noroeste começavam a ser uma pedra no sapato do governo de Madrid. A presidenta Zabala decidiu que, asegurada Andalucia, Leão havia ser o seguinte movimento.
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Re: España contra España

Mensagem  Commonwealth em Qua Maio 29, 2013 5:53 pm

O Conselho do Estado e da Revolução da Liga envia um ultimato formal ao Governo de Madrid: "Ou param imediatamente ou entramos em estado de guerra em nome da democracia!". Numa circular diplomática divulgada aos principais governos mundiais ressalva-se que a Liga garantirá a independência da Galiza, do País Basco e da Catalunha se as suas populações o quiserem e que colaborará ativamente para a instauração do socialismo democrático na Espanha.
Numa conferência do Governo no Exílio sobre o assunto um jornalista perguntou ao representante governamental: "E no que respeita ao socialismo democrático? O Governo no Exílio também apoia essas declarações da Liga?" A isto ele apenas respondeu: "Se é o mesmo socialismo democrático que eles usam para matar pessoas na Commonwealth então é melhor que os governos da República, da Galiza, da Catalunha e do País Basco se rendam já ao fascismo de Madrid!".
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Re: España contra España

Mensagem  Lapália em Qui Maio 30, 2013 2:03 pm

A situação em Espanha continuava caótica e os rebeldes perdiam terreno... O Consulado, que já havia mostrado a sua simpatia para com estes últimos, decide finalmente tomar um papel mais activo. Sobretudo após a mensagem da Commonwealth: não podiam deixar que este país interviesse no conflito e implementasse o "socialismo democrático". Era preciso criar, desde já, o apoio da população espanhola por Lapália, e ganhar vários aliados políticos. Os mais conservadores do Consulado argumentaram que esta teoria foi a mesma para a intervenção na Commonwealth, cujo resultado "foi o que se viu"...

Os intervencionistas acabam por vencer, Espanha era perto, pelo que colocá-la na área de influência de Lapália era mais fácil e os custos da operação muito menores. Um comunicado público é emitido, garantindo o apoio do Consulado à Aliança do Ebro e às suas aspirações. Tinham agora direito a passagem livre pelo território lapálio, e o Consulado iria disponibilizar recursos (armas, mantimentos) a preços mais baixos. Uma intervenção directa começava a ser preparada, sendo feito um raid aéreo a Valência e um Ultimato contra o governo de Madrid, cuja mensagem se resumia por "Ou entram imediatamente em negociações com os rebeldes, ou enfrentarão uma guerra com Lapália."
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Re: España contra España

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