España contra España

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Re: España contra España

Mensagem  Commonwealth em Sab Dez 28, 2013 10:23 pm

A resposta portuguesa caiu que nem uma bomba na Casa Real. Convocou-se Conselho de Estado, Conselho da Segurança e Defesa Nacional, Conselho da União, Conselho de Comissários, e mais uns quantos. Tudo o que tinha o nome "Conselho" foi convocado.
O Rei queria perceber a resposta portuguesa. Nem ele, nem a Casa Real, autorizaram qualquer tipo de intervenção na situação de Avilés. Descobriu agora, por um bando de portugueses intrometidos, que os serviços secretos comerciais e o Conselho da União tinham colaborado com o Partido dos Suecos para ocupar Avilés. Pior, se os portugueses sabiam, quem lhe garantia que os outros governos não sabiam? Era assim que acabava a neutralidade sueca, na lama?

Ameaçou demitir o Conselho da União, ameaçou demitir os diretores dos serviços secretos... Acabou por ser impedido pelo Conselho de Comissários, que ameaçou, em resposta, suspender-lhe a já limitada autoridade real.


A resposta sueca:
Grande Congresso escreveu:Caríssimos amigos,

Não podemos discordar de vós. A União está extremamente preocupada com o fosso anti-civilizacional criado pela guerra civil na Espanha. Não podemos, porém, violar a política de neutralidade diplomática, em respeito ao Rei e à tradição.
Gostaríamos de nos reunir com os senhores, por meio a procurar alternativas que permitam que a Suécia seja uma parte ativa no esforço de guerra, mantendo-se oficialmente neutra.
Uma solução discutida na reunião do Grande Congresso* seria a intervenção por meio de uma organização internacional "fantoche", declarando que a intervenção teria o objetivo de estabilizar politicamente a região.

Assim ordenou o Grande Congresso, em nome do Reino e da União e de todos os seus Estados

* [OOC: Conselho de Comissários, 2 representantes por estado + Conselho da União, executivo federal]
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Dom Dez 29, 2013 8:56 pm

Em Lisboa, olhava-se para a carta dos suecos de forma atónita...

Osório: Opah bando de medricas... Tradições daqui e dacolá bla bla, estes tipos para negociar são dos piores, eu sigo em frente, eles nem linguas sabem falar, eu sei falar sueco.

Meteu-se num avião, foi para Estocolmo directamente para a embaixada Portuguesa. A factura portuguesa com a guerra já estava a escalar, a economia pagava esse preço...

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Re: España contra España

Mensagem  Commonwealth em Dom Dez 29, 2013 11:04 pm

"Porcaria da grande!" é a frase mais ouvida nos recantos dos palácios de Estocolmo. "O Osório, Senhor Osório, está em Estocolmo? A víbora portuguesa? O cavalo de guerra? Não pode..."

Fredrik Reinfeldt (Primeiro-Ministro): Isto é porcaria da grossa... Para ele vir aqui é porque se passa alguma coisa, cheira-me que ainda vai sobrar para nós.

Karl Hubermann (Representante do C. de Comissários): Já se sabe... aqueles portugueses são muito práticos, demasiado práticos. Era capaz de apostar que nos vai pedir, com a maior naturalidade, que quebremos a política de neutralidade. O Rei até vai saltar! Hahahahaha

Fredrik R: Hahahahaha, é verdade! É desta que vai para os anjinhos! Mas, quer queiramos, quer não, ele tem razão... não podemos esquecer 300 anos de neutralidade diplomática.

Karl H: Os protestos? As revoltas? A casa caía... o Rei demitia-te e dissolvia o Riksdag, e lá ias tu e os Moderaterna com os cães! Não podemos arriscar, temos que lhe explicar que se avançarmos com essa ideia estapafúrdia a Suécia sujeita-se a ficar sob o controlo do Partido da Esquerda [ooc: socialistas] ou daqueles cães fascistas do Partido dos Suecos.

Frederik R: E achas que ele acredita nessa? Manda-nos dar uma volta! Temos que analisar isto com cuidado, e descobrir o ponto fraco de Portugal... Que se convoque o Conselho de Segurança e Defesa Nacional.


Entretanto, o Rei para se adiantar aos "revoltosos do Grande", como ele chamava aos Comissários e ao Governo que intervieram contra ele, solicitou uma reunião com Osório. Queria tentar uma negociação favorável à Suécia.


Última edição por Commonwealth em Seg Dez 30, 2013 6:49 pm, editado 1 vez(es)
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Re: España contra España

Mensagem  Krebesh em Seg Dez 30, 2013 4:21 pm

Após um longo período de reformas internas no Estado Soberano de Krebesh S.M.R A Rainha Elizabeth I juntamente ao Parlamento recentemente eleito com sua maioria Liberal ordena a Forcas armadas de Krebesh que mobilizassem e enviassem tropas ao Território Espanhol recentemente envolvido em uma guerra interminável.
A Rainha juntamente ao Parlamento em um pronunciamento aos soldados e a população mencionaram que Krebesh está interessado nos recursos comercializáveis do estado e que  essa guerra interminável não é bom para nenhum lado, por tal motivo Krebesh irá intervir para  seguridade da Nação e respectivas.



Centenas de soldados Krebeshianos desembarcando em terras Espanholas aguardando ordens do Comando Superior do Estado em Krebesh em sua capital Cidade`da Luz.
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Seg Dez 30, 2013 11:57 pm

Portugal, que está em mobilização geral hà uns bons meses, começa a concentrar forças na fronteira da Beira-Alta e Trás os Montes. Na Raia, onde outrora apenas se viam Guardas Reais da Brigada Fiscal, agora vêm-se militares de todas as armas do Exército.

A Armada desloca-se para norte, para a costa Espanhola. Uma frota composta por 5 Super-Couraçados, 5 Cruzadores Pesados, 7 Cruzadores Ligeiros, e 30 Contra-Torpedeiros  têm por objectivo repartir-se pelo largo de Gijón, Santander, Bilbao e Donostia.

Em Portugal secretamente aguarda-se uma palavra de Osório, a Rainha está a fim de declarar Guerra a Espanha.



Regimento de Caçadores Nº4 (Viseu), preparado e pronto a atacar junto da fronteira de Almeida com Ciudad Rodrigo. Apesar do seu aspecto andrajoso, são militares com um treino de guerrilha e montanha bastante primoroso, muitos deles veteranos da Guerra Civil, combatendo do lado Neo-Setembrista. Apesar de equipados com armas semi-automáticas, ideais para combate a longa distância/montanha, a pontaria é certeira sempre. Os Caçadores representam a elite dos atiradores do Exército Português fornecendo as suas escolas militares todos os franco-atiradores (snipers) do Exército Português.

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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Qui Jan 02, 2014 5:48 am

Passagem de ano, mais uma vez motivos de embaraço para Portugal... A Guarda Nacional presente nas fronteiras alcooliza-se severamente, desde o comandante até ao miliciano. A farra é violenta, e nos arraiais populares só se vêm fardas da Guarda Nacional. Como não estão debaixo da alçada do Exército ao contrário de à 150 anos atrás, a Secretaria de Estado da Guerra já enviou um comunicado à Secretaria de Estado do Reino (quem tutela a Guarda Nacional) com criticas severas, aplidando-os de "civis a brincarem aos soldados". a Secretaria de Estado do Reino não se pronunciou, mas no dia seguinte nem pensar em combate. Reina como sempre a desordem e a patuleia entre os Guardas Nacionais...

Pelo menos distúrbios causados pelos boémios, tirando o barulho e as garrafas partidas nada a registar... Mais os comas alcoólicos...



Guardas Nacionais de Seia completamente alcoolizados numa tasca em Almeida...

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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Sex Jan 03, 2014 10:51 am

Já passadas as 48 horas, e nenhuma resposta feita aos portugueses, os navios portugueses já posicionados acabam por cercar as frotas de desembarque de Krebesh e cortar as suas linhas de abastecimento. Um Porta Aviões Português, o único que Portugal possuí, faz a defesa aérea da frota toda.

Com o Bloqueio Naval à costa Espanhola formalmente realizado, a poderosa marinha de guerra portuguesa, que intitula o pomposo título de "A Armada Real", Portugal bloqueou todas as linhas de abastecimento às tropas de Krebesh em território Espanhol, e esta faz a barreira entre a vida e a morte dos soldados de Krebesh. Neste momento qualquer navio que tente entrar em Espanha, tem que ser revistado por militares da Armada.

Uma frota de submarinos encarrega-se de patrulhar o "interland" entre A Armada e a costa espanhola, operando directamente em àguas territoriais espanholas.

Tudo é passível de ser intimidado pelos portugueses, desde navios espanhois. Até agora os navios suecos e portugueses que se dirigem para Avilés não são barrados, nem os que operem directamente com a cidade.


O comando português está a tentar fazer render os militares de Krebesh pela fome, além de os estar a tentar cometer actos de desespero contra os espanhoís, provocando a ira das populações, motivados mais uma vez por comida. Com munições limitadas, e esfomeados serão alvo fácil, e já estão a fazer o serviço sujo pelos Suecos e Portugueses.

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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Qua Jan 08, 2014 11:56 pm

A guerra está a se fazer cada dia mais louca e os chefes de todos os bandos espanhois estão cada dia mais confundidos. As reviravoltas diplomáticas e as intervenções estrangeiras estão a transtornar todos os planos.

Por toda Espanha, em todas as zonas, circulam boatos cada vez mais insistentes de que Portugal vai invadir Espanha. O estado de guerra decretado no país vizinho e a movimentação naval para bloquear as costas confirmam os boatos, que já estão perto de serem notícias confirmadas. Mas a questão é: Portugal vai declarar a guerra a Espanha, mas... a qual Espanha?

Os Republicanos têm certeza de que os portugueses não vão vir para ajudar à República contra os fachos de Madrid, iso é seguro: desde o seu ponto de vista, há dúas opções:

- A má opção é que Portugal se alíe com Madrid, contra eles. Nesse caso, a situação estava perdida, mas contavam com duas esperanças: a primeira, que o território controlado pela República e seus aliados (bascos e catalães) ficava longe de Portugal e com fronteira com outra nação, o que lhes dava melhor chance de aguentar (melhor que se estivessem numa "sandes" entre os fachos por um lado e os tugas pelo outro - porém, os territórios do Oeste, onde se estava a desenvolver a guerra, podiam ser dados por perdidos).

A segunda esperança era que outra potência internacional interviesse para frear uma expansão portuguesa em Espanha e se puidesse chegar a uma paz (ou a uma guerra internacional muito pior, esse era o risco).

Além disso, ficava outra questão no ar: qué possição adotaría Portugal face às reclamações de Madrid de reanexar os estados basco e catalão (e o estado "de facto" galego)? Apesar de que para Lisboa é melhor um governo facho em Madrid, para Lisboa também é melhor uma Espanha não muito forte: se calhar uma Espanha dividida em 4 estados menores (aos que controlar melhor) podia ser do interesse de Portugal. Mas, aceitaría Madrid isso? E estava o assunto de Olivença...

- A opção "menos mã" é que Portugal intervenha como "força de interposição", ocupe o país, desarme os bandos e os obrigue a negociar... ou simplesmente ponha em Espanha um governo fantoche pro-português. O Presidente Gutiérrez ve isto como mais provável: considera que até no caso de aliança do que se falou antes, o entendimento entre o governo de Zabala em Madrid e o de Corte Real em Lisboa havia saltar pelo ar de qualquer jeito antes ou depois (por Olivença, pela Galiza, pelo nacionalismo exaltado de uns e outros...)

Mas a questão sería: isto sería realmente melhor ou pior para os Republicanos? Seriam os portugueses (ou os seus fantoches) mais ou menos anti-republicanos do que os Restauradores? Ninguém tinha resposta.

Quanto aos Restauradores, também pensam o mesmo, com a pequena diferência de que a opção "má" deles é a "menos má" dos Republicanos, e vice-versa (nenhuma opção pode ser chamada "boa", para ninguém). A Presidenta Zabala considera que, perante a iminente invassão, há que se aproximar aos portugueses e ganhar seu apoio a qualquer prezo (embora seja retrocedendo o que avançaram na última ofensiva, para dar mostras de "vontade de paz"): há que conseguir que os portugueses venham a Espanha "em apoio do legítimo governo de Madrid", e qualquer assunto incômodo (tipo Olivença, ou reanexações) devia ser adiado para depois da vitória total sobre os "perroflautas". Nesse aspecto, era necessário ganhar tempo.

* * *
Aliás, estava o assunto dos suecos de Avilés. A sua ajuda era muito valiosa para os Restauradores, mas as suas intenções não eram do agrado de Madrid. A simples menção à idéia de que Avilés virasse num "Gibraltar sueco" enfurecia a todo o bando Restaurador (e também ao Republicano).

Mas isso era um assunto a resolver no futuro: no presente, a aliança entre os quintacolunistas pro-restauradores de Avilés e os suecos estava a ser efectiva para assegurar o controlo sobre a cidade... mas para pouco mais: os Republicanos mantinham o cerco por terra, e os ocupantes de Avilés dependiam das subministrações por mar. Se os bascos conseguiam avançar contra Santander, os Republicanos poderiam reconquistar Avilés, mas Santander estava a resistir e isso significava tempo ganho para os suecos.

A outra "batalha de Avilés" era a da propaganda: "o qué raio estão a fazer lá aqueles gajos altos e loiros?" era a pregunta que toda Espanha fazia e que cada bando tentava responder segundo sua conveniência. Os Restauradores, tratando de salvar a honra nacional, negavam que os suecos tivessem vindo para "conquistar" a cidade para eles (como era o caso): segundo a sua versão, aqueles gajos que desembarcaram em Avilés eram "voluntários suecos que vinheram para ajudar dessinteresadamente ao legítimo governo espanhol contra o comunismo" (uma espécie de "Brigadas Internacionais" fachas - http://pt.wikipedia.org/wiki/Brigadas_Internacionais). A ficção sobre Avilés que mantinha o governo de Madrid era que os milicianos suecos actuavam baixo as suas ordens. Não era certo... aínda, pois a pressão dos Republicanos, e a ajuda dos Restauradores, havia fazer que antes ou depois os suecos se pussessem ao seu serviço. Depois disso, havia-se ver se se lhes dava aos suecos uma concessão comercial ou qualquer coisa do estilo, como uma forma de dizer "obrigados pela ajuda".

Os Republicanos, no entanto, negavam a versão restauradora, mas a sua não era muito diferente (nem muito mais realista): segundo eles, os milicianos suecos eram uma sanguinária banda armada nazista que fora chamada ex professo pelo governo de Madrid, e que éste decidira conceder-lhes a cidade para criar o seu micro-estado nazista, em troco pela sua ajuda militar "contra as forças populares e democráticas". Assim, os Restauradores eram "além de fachos, uns traidores dispostos a vender o país aos pedaços para fazer-se com o poder, embora o vendam aos nazis". O caso é que toda Espanha entendia que os suecos eram voluntários sem qualquer ligação com o governo sueco (que tinha muita credibilidade... para já), e que eram aliados de Madrid.



A dúvida era "a qué preço": a versão dos Republicanos ("ao preço de Avilés!"), além de estar muito perto da realidade, podia fazer muito dano à credibilidade do governo de Madrid (especialmente perante seu próprio pessoal: algúns generais podiam rebelar-se contra a presidenta Zabala se entregasse aos estrangeiros um pedaço qualquer de Espanha, por pequeno que fosse - eles estavam a lutar pela unidade e integridade nacional, a fim de contas). A través dos quintacolunistas de Avilés, o governo de Madrid comunica esta situação aos suecos, e pede-lhes que se abstenham de estabelecer qualquer colónia permanente até a fim da guerra. Também se lhes garante o controlo de facto de Avilés, com a condição de não reclamarem o controlo de iure nem tentarem anexa-la oficialmente: sobre os papeis, Avilés é espanhola e deve seguir sendo (ao mesmo tempo, prometem-lhes que, se fazem o que lhes pedem, lhes darão concessões sobre o porto e a área industrial e comercial da cidade).

* * *
Nisto andavam os bandos espanhois, quando apareceram os kebreshianos. Neste ponto a confussão já é quase total, e entre parte da população começa a se extender a idéia de que uma intervenção portuguesa é o melhor que pode acontecer, para trazer a paz e a tranquilidade. Perante este estado de opinião (aínda muito minoritário, mas que começa a ser visível em redes sociais e conversas na rúa), os diferentes governos começam a temer pela moral das suas tropas (aínda muito alta, porém). Nas zonas de retaguarda são reforçadas a censura e a propaganda: "A vitória está próxima", dizem todos os mídia de todos os bandos. Os Restauradores festejam que já controlam quase todo o interior da zona de Asturias e León... mas ocultam que na costa estão a retroceder. E os Republicanos festejam que estão a fazer retroceder aos fachos na costa de Asturias e o Pais Basco... mas ocultam que já quase perderam todo o interior de León. As coisas das guerras.
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Re: España contra España

Mensagem  Galiza em Dom Jan 12, 2014 7:48 pm

O lehendakari (presidente) basco, Joseba Amarrategi, comparece ante a imprensa fazendo um irado comunicado. Neles NEGA CATEGÓRICAMENTE as notícias da televisão sueca sobre o suposto ataque da frota basca a navios suecos. O lehendakari afirma que tal "ataque" foi uma montagem organizada pelo Partido dos Suecos para provocar a entrada de Suécia na guerra, e reclama ao governo sueco que, antes de tomar uma decissão da gravidade de entrar numa guerra, investigue e esclareça o acontecido.



Também faz apelos à comunidade internacional para que se implique numa solução pacífica e justa para o conflicto espanhol, e para pôr fim às actividades do que ele chama "bandas armadas de foragidos fascistas" (em referencia aos ocupantes suecos de Avilés), que estão a aproveitar a guerra para o saque, e que ameaçam com arrastar a nações pacíficas e inocentes à guerra, em seu próprio proveito. Faz aliás um chamado às principais potências para uma reunião em Donostia, para tratar do assunto.

O governo da Catalunha e o da República Espanhola também fazem comunicados em apoio ao dito pelo Lehendakari basco.

* * *
Por outra parte, em Madrid as coisas estão a ser pôr realmente tensas. Num princípio, que a Suécia decida intervir em Espanha contra os separatistas é uma boa notícia para o governo do Estado Espanhol Restaurado, mas quando vêm as notícias da TV sueca mudam os rostos e dessaparecem os sorrisos. A presidenta Zabala e os seus subordinados ficam chateados ao comprobarem que as súas advertências e recomendações aos suecos de Avilés estão-lhes a entrar por um ouvido e sair-lhes pelo outro: na Suécia falam abertamente de ficar com Avilés e até de anexar mais território espanhol.

Poucos minutos depois do informativo sueco começa a soar freneticamente o telefone da presidenta: dúzias de aliados políticos, membros da sua administração e, o mais grave, altas patentes militares, pelejam por ser os primeiros em lhe exigir explicações: aquilo era inaceitável, inconcebível, vergonhoso, infame. Quase todos lhe pedíam que rompesse a sua colaboração com os "bandoleiros suecos de Avilés". Os mais irados exigiam-lhe que ordenasse aos restauracionistas que estavam a ajudar aos suecos em Avilés que "pegassem neles e os botassem ao mar". Outros até falavam em chegar a um cessar-fogo com os republicanos para se aliarem contra uma invassão sueca: houve que lhe lembrou que estavam a fazer uma guerra pela integridade territorial de Espanha, e que não podiam tolerar que potências estrangeiras, por muito amigas que fossem, lhes tentassem arrebatar uma cidade qualquer. A idéia de chegar a uma paz com os vermelhos e os separatistas, para lutar todos unidos contra o invasor estrangeiro, começa a ser ouvida pelos corredores de Madrid... e também nos dos da Aliança do Ebro. No bando restaurador começa a haver discussões polémicas pela questão e algúns temem que a actuação dos suecos provoque uma guerra civil dentro da guerra civil.



Pela primeira vez desde o começo da guerra, a presidenta Aurora Zabala começa a temer pela súa própria posição: algúns começam a responsabiliza-la abertamente do que estava a acontecer. Apenas umas semanas antes, ela era a lider suprema e indiscutível da Espanha Restaurada, a que metia medo em seus subordinados; agora os subordinados já não a temiam e começavam a falar contra ela. Ela também está muito desgostada: com ela própria, por ter confiado nos suecos, e com os suecos, não apenas pela sua cobiça por Avilés, mas também pela sua estupidez e carência absoluta de habilidade diplomática. Se actuassem com apenas um bocado de habilidade, eles ficar com Avilés graças a uma ficção jurídica qualquer, como ela lhes tinha proposto. Até os portugueses poderiam ficar com Olivença, acordando fazer um teatro de referendo ou qualquer coisa do estilo. Mas os suecos não tinham a habilidade política dos portugueses: eles estavam a falar diretamente de conquistas e anexações pelo "direito" da força, sem dar qualquer opção aos espanhois afectados de dizer uma palavra... e estavam-no a proclamar na TV, diante do mundo todo! Todas as tretas diplomáticas e jurídicas que Zabala tinha estado preparando para conseguir o apoio dos suecos foram para o ar. E a sua própria posição ficou muito comprometida diante da sua própria gente.

A única esperança que vé neste momento é que Portugal transmita aos suecos um bocado de sensatez e consiga estabiliçar aquilo. Se aquilo segue, as coisas podem ir fóra de controle.
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Re: España contra España

Mensagem  Portugal em Seg Jan 13, 2014 12:12 am

A frota portuguesa mantém-se a realizar o bloqueio naval. Nesta altura, as tropas de Krebesh já devem de estar a passar fome, e pouco faltará até começarem a cometer abusos contra a população, ou então a propria população ou forças espanholas começarem a atacar-los. De Lisboa nada sai, nem para a imprensa, simplesmente pragueja-se contra Krebesh, insultando-se aquele país do pior. Já tem vindo a ser regular na imprensa portuguesa fazer de Krebesh motivo de chacota, gozo e até mesmo sarcasmo, em especial desde momento em que aceitaram D. Afonso VII como sei rei.

De momento para o outro, aquando os "ataques" aos navios suecos ouvem-se os disparos ensurdecedores de um couraçado português contra a frota basca. Começava um ataque violento português contra esses navios, e contra a zona onde a frota basca estava aportada.

Cedo um comunicado do Almirante Sousa Tancredo, faz bem um tom de pronunciamento:


Foi avisado exemplarmente, a esta terra sem rei nem roque, de que o Reino de Portugal não iria tolerar mais saques nem actos de pirataria contra navios portugueses, internacionais ou de seus aliados.

A frota portuguesa toma então, de costa a costa de Espanha uma postura agressiva. Os Restaurados estavam agora na mira dos canhões navais portugueses, para eles Restaurados, Republicanos, Bascos e Catalães era "tudo espanhois".

Um comunicado secreto do Almirante Tancredo é enviado aos militares suecos em terra:


Avancem o mais rápido, os de Krebesh estão à fome e sem linhas de abastecimento, não vao oferecer resistência e as forças militares bascas são ridiculas. Da costa têm cobertura portuguesa, ninguém passa ou sai sem meu consentimento.

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Re: España contra España

Mensagem  Commonwealth em Ter Jan 14, 2014 7:00 pm

O comando da Svenska Kraften recebe o comunicado do Almirante português, no entanto não há muito que possa fazer, pois não dispõe das forças para avançar no território. A solução encontrada foi comunicar a situação à bancada parlamentar do Partido dos Suecos, que por sua vez comunicou com o Conselho de Segurança e Defesa Nacional que, por fim, ordenou o embarque de 1000 soldados para Avilés*. No entanto, o Rei emitiu uma ordem muito clara: os soldados são suecos, e respondem perante a hierarquia oficial das Forças de Autodefesa. Não ficarão, em hipótese alguma, sob o comando das chefias da Svenska Kraften.

Tendo sido também informado da situação em Madrid, o Administrador da cidade decide livrar-se dos quintacolunistas que detinham a liderança das forças paramilitares. Pensou em pedir educadamente, mas como sabia que estava a lidar com fascistas da pior espécie, piores mesmo que o Partido dos Suecos, decidiu dar-lhes duas opções: ou saem de livre vontade, e pelo vosso pé, (o que implica passar as forças de cerco republicanas) ou são usados como escudos humanos. Os soldados suecos fecharam os olhos a esta situação, conforme lhes foi ordenado.

Começa agora a dura tarefa de derrotar as forças republicanas e avançar pelo território espanhol, republicano ou restaurado. Esperam-se mais reforços, mas o Rei já declarou prefere lutar a guerra no mar.


***
Apesar do incidente com os bascos, em Estocolmo fala-se, com grande entusiasmo, sobre a possibilidade de reconhecer a independência galega, basca e catalã. O problema é que tal ação, além de impedir uma ocupação de importantes zonas industriais espanholas, dificulta ainda mais as relações com Madrid, com quem ainda se espera chegar a um acordo de paz.
Quanto às acusações do governo basco, a Casa Real e o Conselho da União, suportados pelos relatos portugueses, reafirmaram a sua versão da história e confirmaram que procederam a todas as investigações necessárias, para além de sublinharem que o Partido dos Suecos não dispõe de capital para adquirir nem um navio de guerra.




*OOC: Eu estou a tentar manter os números baixos, RP militar não é propriamente a minha coisa preferida.
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