Os "Homens das Neves"

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Mensagem  Rokolev em Qua Set 12, 2012 2:23 am

Uma das regras Imperiais relativamente aos territórios Russos era que o número de militares Nipónicos ali destacados não poderia ser superior ao número de Russos destacados no exterior dos seus territórios, esta medida foi inicialmente implantada para dar aos locais a ideia de autonomia..o problema foi que as tropas Russas destacadas nos restantes territórios eram muitíssimo mal tratadas devido ao racismo, algo que também acontecia na situação oposta, o que causou o Governo Imperial a tender que cada etnia ficasse no seu próprio território em Paz - isto iria dar grandes problemas ao Império actualmente...nada faria prever isto aos olhos das autoridades, mas a verdade é que aconteceu..




O Governo local é legalmente encabeçado por um nipónico, apesar de grande parte dos seus subordinados ser Russo..geralmente pessoas a favor do regime, que o Governo Imperial fazia questão de secretamente promover de forma a preservar o poder, ao mesmo tempo que a liberdade de imprensa era preservada - o que não significa que servisse de alguma coisa, na verdade o Governo Regional era altamente demagogo e hipócrita, acenava às criticas das pessoas mas na prática pouco fazia para promover uma verdadeira democracia..para tornar as coisas piores, era de senso comum que a política e o poder económico andavam de mãos dadas debaixo da mesa, e o sistema de justiça lento e ineficaz. O problema da corrupção levava a inúmeras empresas a falir, ao empobrecimento da região e ao aumento do desemprego, isto tudo sem uma diminuição da carga fiscal aplicada pelo Governo Imperial, o que causava os mais pobres a viver em grandes dificuldades. Felizmente para estes a Igreja Ortodoxa tinha meios para os ajudar, porque a Segurança Social local pouco ou nada podia fazer - tal era o resultado das políticas Liberais aqui aplicadas. O resultado foi o fortalecimento do Partido Comunista (de influência Triestina), talvez o único dos partidos relevantes que não era dominado pelo Império, que não só era vocal contra o regime, mas aos olhos de muitos representava a única solução para o Liberalismo actual que atirava famílias para a miséria.



Em Sakhalin, a mais habitada das ilhas, um membro do Partido Comunista chamado Dimitri Ivanovich Sokov, conhecido como Korolev dentro do partido, já há vários anos que ferozmente criticava o regime (sem nunca por em causa o domínio Nipónico..publicamente). Ele não se limitava apenas a criticar o Governo Regional ou os outros partidos, ele criticava todo o sistema social, económico e político. Geralmente as pessoas consideravam-no apenas um idealista apaixonado com as suas próprias ideias, mas dentro do PC haviam muitos quem concordassem com ele..dentro do Partido ele confidenciava que só via uma saída - a revolta armada, mas para fora nada disso saía. Drachev, um secreto membro do Partido Comunista, era um Capitão das forças especiais com acesso ao depósito de armas, que aproveita os tempos livres no quartel para falar de política com os soldados, de modo a estudar quais é que poderiam estar do lado dele quando a tampa saltar a Sokov...não demorou muito a perceber que na sua companhia muitos dos homens estavam insatisfeitos com a Status Quo.

Um dia, como combinado com Sokov, Drachev e um pequeno grupo de militares consegue retirar dois camiões da base em direcção aos arredores de Vladimirovka, um carregado com metralhadoras e algum equipamento militar e outro com 15 homens. Após chegarem ao local planeado, os camiões dirigem-se a um grande armazém abandonado, mas com vários pequenos (e alguns velhos) carros estacionados, onde se encontram pouco menos de uma centena de pessoas decididas a mudar as coisas - a bem ou a mal. Todos eles já tinham tido contacto com armas, daí terem sido escolhidos por Sokov, mas nada deste género, para muitos deles era a primeira vez que viam uma espingarda de assalto. Os soldados das Forças Especiais rapidamente saltam do camião e começam a descarregar as caixas com as armas. Para muitos deles a ideia era um pouco megalomaníaca, mas não havia nada a perder, os militares eram dos mais mal pagos da sociedade e alguns deles tinham filhos a passar fome. Parcos em palavras, os soldados ensinam o grupo a manusearem as armas rapidamente e sem grandes explicações, não havia tempo, não ia demorar muito até algo parecer errado no quartel e começarem a soar os alarmes, a acção tinha de começar muito em breve. Após as armas serem distribuídas pelos homens, todos se dirigem a Vladimirovka, em pequenos grupos de cada vez para não levantar grandes suspeitas..
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qua Set 12, 2012 3:50 am

Vladimirovka, 15h30.



O grupo de 26 carros reúne-se junto do Estádio antes de se dirigirem ao Parlamento, o objectivo era certificarem-se de que todos estavam próximos uns dos outros quando chegassem ao seu destino. As ruas à volta do Parlamento eram sempre um caos de carros enquanto o Sol estivesse no alto, isto era bom para o plano, desde que não atrasasse as coisas.. Hoje era dia de debate com o Governo Regional, o parlamento de 250 deputados estava a rebentar pelas costuras, com a chuva de críticas ao Governo do costume, e os Jornalistas a seguirem atentamente o debate..mal sabiam o que iam presenciar..
Ao chegarem à frente do Parlamento, um grupo de 5 homens com capas de violoncelo às costas chegam à porta do Parlamento onde são barrados pelos 4 polícias de guarda.

-O que vieram fazer aqui?? É dia de debate, só Jornalistas e pessoas com autorização são permitidas. Vão-se embora!
-Somos da Orquestra Filarmónica de Sakhalin, viemos ao concerto de encerramento da Secção Parlamentar.
-E eu sou da polícia, metam-se no caralho que sem autorização ninguém entra aqui dentro.



Pronto, eles já sabiam que muito provavelmente não iam conseguir infiltrar-se a bem, a ideia era um pouco estúpida de qualquer maneira. Ia ter de ser à bruta. Era triste, mas por um lado Sokov não se importava, as coisas iam ter de ser feitas à bruta para a mudança ser real. Os "violoncelistas" tiram os instrumentos das costas e viram-se de costas para a porta, retirando-se e expondo novamente os guardas à vista dos homens dentro dos carros. Enquanto abrem as capas que cobriam as armas, ouvem-se tiros vindos da rua - os homens de dentro dos carros tinham começado a disparar contra os pobres polícias que foram rapidamente atingidos.

Na rua as pessoas entram em pânico com o som dos tiros, correndo como baratas tontas para qualquer lugar que achassem ser mais seguro. Depois dos guardas estarem no chão, os militantes saem disparados dos seus carros em direcção ao Parlamento. Os guardas no interior têm diferentes destinos, alguns são simplesmente mortos no local, outros têm a sorte de se conseguirem render e são poupados. Dentro do hemiciclo os deputados estão em pânico com os tiros, sem saber o que fazer. Não foi preciso muito tempo para os homens de Sokov chegarem ao coração do edifício onde estavam os políticos e os jornalistas, que estavam com sentimentos mistos, por um lado a sorte de estarem presentes no acontecimento e o estarem a transmitir em directo, por outro de não saberem se iam de facto sobreviver àquilo tudo.



Os membros presentes do Governo, onde se encontrava o líder Tadashi Omura, são todos encostados à parede de joelhos. Sem cerimónias, um dos homens executa Tadashi e Morgunov, que se dizia ser o verdadeiro líder da rede político-económica do regime, à frente de toda a gente enquanto que os outros disparam para o ar para impor medo e respeito aos restantes deputados e membros do governo. Faz-se silêncio no hemiciclo. Sokov anuncia a todos os presentes que estava a decorrer uma revolução e que tinham o objectivo de limpar a sociedade da "escumalha governativa" e dos "pulhas corruptos" que atiraram a região para a triste situação que viviam.

-Os políticos dos partidos que nos governaram não são de confiança..infiltram-se na sociedade como um vírus e apodrecem tudo onde tocam. Roubam-nos o dinheiro, as nossas vidas, a nossa dignidade, enquanto que eles continuam a viver à grande, com as suas manhas e truques de baixo da mesa, destruindo tudo para beneficio próprio sem olhar a custos. Corrompem tudo para seu próprio bem..parasitas! Hoje, todos vocês, merda da sociedade, vão sentir a fúria do povo Russo! A partir de hoje VOCÊS vão pagar por tudo o que nos fizeram sofrer.

O anuncio deixa os deputados dos partidos fora do arco do poder confusos. Um deles tem a ousadia de perguntar o que seria feito com eles.."têm algum emprego? Se não, então podem dirigir-se para aquela porta e estarão a salvo" - nada foi dito em relação ao destino dos restantes. Os deputados do Partido Comunista só agora reconheceram Sokov e alguns dos outros militantes armados, todos eles foram soltos e deixados à vontade.
Como seria de esperar, pouco tempo depois as forças policiais chegam ao edifício do Parlamento, fazendo um cerco altamente precário e armados com pouco mais do que pistolas e uma ou outra caçadeira. Era claro que estavam em desvantagem e que não iam conseguir fazer nada..tinham de chamar o exército.




Os 300 militares, todos de etnia Nipónica, chegam meia hora depois de serem chamados, equipados até aos dentes..as forças Russas foram ordenadas a ficar nos seus quartéis, mas claramente a ordem não é exactamente seguida por todos. Todos sabiam o que estava a acontecer, todos queriam estar lá, e espantosamente quase todos estavam contentes por ver o sucedido. O que causava tanta inquietação era o facto de saberem que os militares Imperiais iam assaltar o Parlamento tal como os rebeldes fizeram, e não iam deixar sobreviventes. O facto de Sokov ter omitido o facto dos revoltosos serem todos Comunistas era uma ajuda, assim escondiam a sua ideologia e conseguiam abranger um maior leque de apoiantes.

As forças Nipónicas não vão com meias medidas e enviam um grupo de 20 para as portas, agora barricadas, do Parlamento sendo recebidos a tiro. Grande parte deles cai como bonecos no chão, os restantes retiram-se para detrás de qualquer coisa que os possa cobrir..iam ter de atacar com tudo. O responsável Nipónico decide fazer um ataque à la Banzai para entrar no edifício..muito pouco táctico, mas ia servir, pela tv tinham calculado que os revoltosos no hemiciclo não eram mais de 60, com quase 300 eles não iriam ter problema em retomar controlo..o problema era que o chefe do Governo já estava morto, mas quanto a isso não se podia fazer nada.
Após uns minutos abrigados, as forças Imperiais renovam o ataque, desta vez em massa. são recebidos com uma parede de fogo impressionante, a verdade é que dos 104 revolucionários, apenas 18 tinham ficado no hemiciclo. Apesar das baixas, os militares conseguem penetrar no edifício e causar baixas significativas nos seus adversários graças ao seu ataque implacável e falta de treino dos seus inimigos que são gradualmente obrigados a retirar-se cada vez mais em direcção ao hemiciclo.



Com o chão do Parlamento pintado de vermelho, tudo o que separa as forças Imperiais do controlo total do edifício é um longo corredor que vai ter à câmara principal onde estão os deputados. Sokov, um dos sobreviventes, apercebe-se finalmente que não existe saída. Ordenando os jornalistas a desligarem todo o equipamento de transmissão, alguns homens de Sokov disparam indiscriminadamente contra a massa deputados/governantes que ali se amontoa até serem interrompidos por o som de mais tiros vindos de fora da câmara..estes tiros duraram alguns minutos até que subitamente o silêncio volta ao edifício.. Os revoltosos ouvem uma voz, sem sotaque, a falar para eles. Eram militares Russos que haviam chegado ao Parlamento, e tinham dominado as menores forças Imperiais, que no desespero de estarem rodeados de estrangeiros de outra raça, recusaram-se a depor as armas e atacaram..mas desta vez eram eles que estavam em desvantagem, e inevitavelmente acabaram todos deitados no chão, ou mortos ou gravemente feridos..

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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qua Set 12, 2012 4:41 am

Vladimirovka, 16h55.


Após terminadas as hostilidades, o General Anton Karskazev, segundo da hierarquia militar na região (o número um era um Japonês que havia sido preso há poucos minutos) reúne-se com Dimitri Ivanovich e Drachev para decidir o que fazer..


-É você o responsável por esta sangria toda? Perdi 30 homens com esta brincadeira, os psicopatas dos Japoneses recusaram-se a pousar as armas e a deixar-nos dialogar com vocês, acusaram-nos de estarmos contra o Imperador e dispararam contra nós sem mais nem menos, pareciam fanáticos drogados. É bom que este sacrifício tenha valido a pena, é que em breve o Governo Imperial vai querer as nossas cabeças numa bandeja.

-Senhor..*Sokov olha para o ombro do militar para lhe medir a patente*..General, o meu nome é Dimitri Ivanovich Sokov e sou o líder desta revolta e responsável pelos acontecimentos de hoje. A única forma de mudar a nossa condição era esta, não era com greves, manifestações ou a votar em partidos corruptos ou esperar que os tribunais funcionassem..

-E você faz um banho de sangue destes sem mais nem menos, homem?

-Exactamente, sem mais nem menos, só assim tínhamos o elemento da surpresa. A única forma de mudar as coisas é à força, e quem tem a força é quem tem as armas...vocês. Nós não vamos resistir a militares russos, se quiserem que nós nos retiremos, ou se nos quiserem prender, façam favor, mas agora temos a melhor oportunidade de sempre para tornarmos a nossa sociedade em algo melhor.

-Temos é a oportunidade de os Japoneses nos caírem em cima como fizeram há 100 anos.

-E temos a oportunidade de lutar, e ganhar a nossa liberdade novamente. Não é isso que todos os seres humanos querem, ser livres e felizes?

-Olhe, depois do acontecido não há volta a dar. Não vou prende-lo coisa nenhuma, pessoalmente até o acho um herói por ter a coragem que teve. Foi você que começou isto, vai ser você a termina-la. O exército, pelo menos aqueles que seguirem as minhas ordens, irá estar do seu lado, mas é bom que tenha capacidade para gerir um território com 32 milhões de pessoas..parece que você deu cabo do Primeiro Ministro.

-General....eu mandei executar todo o Governo quando os Japoneses nos empurraram para o hemiciclo..e mais uns tantos deputados dos partidos do arco do Poder.

-Faça o que quiser com eles, mas não vai ter apoio internacional se começar a matar todos os políticos.

-Eu sei, eu sei. A minha intenção não era essa, apenas pensei que se ia morrer, que levasse o máximo deles comigo...Bem, fico feliz em saber que temos o vosso apoio. Eu sou membro do Partido Comunista, conheço pessoas que nos podem ajudar a reconstruir o país como deve ser.

-....Ai homem, agora você quer transformar isto em Triestin?? Você é maluco?! Não vou apoiar Comunísses sem mais nem menos.

-Não, calma. Não quero aplicar nenhuma mudança desse género sem o voto popular, para já quero é limpar os nossos territórios destes corruptos que nos afundaram, quero puni-los, quero impedir que isso volte a acontecer outra vez, e quero dar uma verdadeira democracia ao nosso povo. Depois das coisas estarem feitas voltaremos a fazer eleições, sem aqueles partidos do costume, e veremos o que o Povo quer. A partir desse momento saio de cena.

-Muito bem. Agora vamos lá ver como o Imperador e o Jigoro Kano vão reagir a isto. A minha aposta é que tenhamos uma guerra em nossas casas em breve, e você é responsável por ela...tal como será você o responsável se as coisas correrem bem. Vá mas é falar com jornalistas para explicar a todos o que me explicou a mim, se a população não o apoiar nós não teremos legitimidade para o fazer..e depois do acontecido eu também me lixo.. por isso é bom que você seja persuasivo com as pessoas.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qui Set 13, 2012 11:29 pm

Em Vladimirovka o cenário de terror havia sido substituído por um clima de festa e constantes patrulhas militares pelas ruas. O ataque ao Parlamento e as várias vítimas mortais sofridas pelos membros do Governo e Deputados não parecia causar um grande choque na população Russa, apesar de haverem sempre moderados, e pessoas menos amigas da vodka, que tinham algum nojo da forma como a acção tinha sido feita. Na generalidade as pessoas estavam esperançadas, não sabiam se este novo rumo iria ser bom ou não, mas pelo menos iria ser algo diferente.

Os militares decidiram que iriam ser eles a tomar conta da situação, mas escolheram Dimitri Sokov para liderar o novo Governo Provisório Regional, ainda que ele estivesse sujeito à aprovação ou condenação das elites militares de Sakhalin. Uma das primeiras medidas tomadas foi a apropriação indiscriminada pelo Estado de todos os bens anteriormente tidos por qualquer antigo membro do Governo que fosse suspeito de corrupção..certamente que iria haver justos a pagar pelos pecadores, mas como Leninista, Sokov não estava preocupado com eles, os justos iriam eventualmente ser reembolsados...pelo menos em teoria, ele também não nutria grande amor por essa gente, este cenário de caos que se vivia iria de certa forma encobrir grande parte dos lapsos - ou assim ele achava. Seguidamente baniu todos os partidos que haviam pertencido aos Governos Regionais nos últimos 30 anos, que eram conotados com a vontade do Império.




Em Edo a ordem para aguardar estava a causar cada vez mais oposição, mesmo dentro do partido do Governo, Jirogo Kano foi empurrado para agir, em especial por causa do cenário de Timor, que estava em grande confusão e poderia receber uma "mãozinha" Japonesa. Depois de se reunir com o Imperador Naruhito, que reafirmou a sua vontade de controlar todo o Pacífico, e com as chefias militares do Império, Jigoro Kano decidiu finalmente enviar um ultimato ao ramo das forças armadas nos territórios do Norte - eles tinham de prender os responsáveis pelo golpe de estado, retribuir os bens que haviam sido "roubados" à classe política e aceitar o grupo de enviados Nipónicos que iriam tomar conta da situação até à realização de novas eleições e retirar o banimento dos principais partidos políticos locais.


A resposta não tardou a chegar a Edo..as forças armadas do Norte não iriam acatar a ordem Imperial e iriam continuar com o projecto de Sokov.
O Imperador ordenou ao Governo que começasse a mobilizar tropas para tomar Sakhalin de assalto, a guerra estava prestes a começar, e o Governo ia certificar-se que toda a gente no mundo tinha noção disso.

Sokov não perdeu tempo e mandou retirar todas as bandeiras do Império dos edifícios oficiais do Estado, as hastes iam ficam sem bandeira porque simplesmente o movimento dele não tinha uma, e as antigas bandeiras do estado pré-Nipónico eram raras..e não ia hastear a bandeira do Partido Comunista, isso poderia ser uma sentença de morte para a causa deles. Agora era esperar.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Ter Set 18, 2012 2:20 am

Nos dias seguintes à revolução, os membros do Partido Comunista foram-se instalando nas cadeiras de poder do Governo Provisório Regional. Inicialmente houve alguma contestação por parte de pessoas mais conservadoras ou de extrema-direita, mas com o anuncio de que não iriam ser tomadas medidas como nacionalizações os ânimos acalmaram. De facto o pouco que o Governo fez até agora foi punir antigos governantes em tribunais improvisados de independência, no mínimo, duvidosa e cancelamento de antigos contratos assinados por estes, vistos como "corruptos e imorais".


A chegar à costa de Sakhalin estavam navios de guerra da Marinha Imperial. Os únicos 2 navios em condições de combate sob controlo Russo apressaram-se a aborda-los e a exigir que voltassem para trás e que deixassem o Governo Provisório Regional, mas como seria de esperar a Marinha Imperial declinou a ordem e prosseguiu avante. Foi aí que um dos dois pequenos crusadores Russos teve a péssima ideia de disparar tiros de aviso contra os navios Imperiais. Pensando que estava, de facto, a atacar, os navios imperiais abriram fogo contra os pequenos navios de uma forma absolutamente excessiva e cruel. Mesmo quando um dos navios já estava a afundar, o navio-almirante da Marinha Imperial, Yamato, disparou dois mísseis por simples maldade...a Marinha Imperial recusou-se também a resgatar os marinheiros Russos atirados ao mar, que estariam inevitavelmente condenados.

A notícia entristece Sokov, mas não o surpreende..não havia mesmo escolha, ia de facto haver guerra e era impossível evita-la a este ponto, as forças Nipónicas só iriam para quando tivessem controlo dos territórios do Norte, ou quando estivessem mortas, porque dificilmente iriam desistir. Não tendo grande margem de manobra o Governo ordena que os todos os militares, e civis interessados na defesa do território se voluntariassem e se preparassem para o cataclismo que se antevinha...mas havia uma coisa que eles poderiam fazer. Talvez, só talvez, uma declaração de independência fizesse a comunidade internacional obrigar o governo Imperial a travar a sua marcha.


Sem nada a perder, o Governo apressa-se a escrever uma declaração de independência da auto-proclamada "República Livre de Rokolev", a desenhar uma bandeira, potencialmente provisória, e a apresenta-la nos media, para que o mundo ficasse a saber o que se passava naquele canto esquecido e longínquo do Pacífico Norte.



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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qua Set 19, 2012 11:43 pm

OOC: Estou a pensar em fazer um grande "fast foward" ou simplesmente "skip" a isto tudo porque não há participação internacional.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Lapália em Qua Set 19, 2012 11:48 pm

ooc: Com o rp da Espanha o pessoal não se mete em mais nada... Vou fazer um com o Nookie sobre territórios disputados, mas também estamos à espera que a Espanha acalme. Rolling Eyes
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qua Set 19, 2012 11:51 pm

OOC: Não é o intervir, é simplesmente dizer ou fazer qualquer coisa por meios pacíficos, até agora a única coisa que aconteceu foi uma palmadinha nas costas do Ureno num post de 2 linhas que não tem qualquer influência no cenário. Não compensa o meu esforço a escrever isto tudo.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Sarvoya em Qui Set 20, 2012 3:53 am

Confederação de Sarvoya
Ministério das Relações Exteriores
Palácio das Bandeiras
Rua California, n10 - Salvador/Sarvoya

A Confederação de Sarvoya vem deixar seus sinceros sentimentos pela tragédia recente no Japão. Desejamos paz às famílias dos servidores do governo.

Marcos Emmanuel
Secretário de Comunicação

OOC: estou esperando uma oportunidade de fazer um roleplay com o IAMAS quando minha nação não estiver mais envolvida com conflitos alheios para não haver confusão temporal, como a prisão do meu Primeiro Ministro que estava em reunião em Nova Salvador Razz já que teoricamente a reunião teria acontecido muitos dias antes da prisão preventiva do embaixador soteropolitano pela invasão do território marinho. Sobre os russos de teu país, quem creio eu se interessaria muito seria Triestin, mas ele está afastado.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Galiza em Qui Set 20, 2012 7:07 am

Rokolev escreveu:OOC: Não é o intervir, é simplesmente dizer ou fazer qualquer coisa por meios pacíficos, até agora a única coisa que aconteceu foi uma palmadinha nas costas do Ureno num post de 2 linhas que não tem qualquer influência no cenário. Não compensa o meu esforço a escrever isto tudo.
Aguarda, pois o de Espanha vai ter que ser metido no congelador por várias semanas e o pessoal precisa de um cenário para jogar: lembro mais uma vez, vou marchar de viagem a próxima quinta, e não vou voltar até 15 de Outubro (aliás, embora aínda resta uma semana para a viagem, os preparativos e outros assuntos estão me a ocupar muito tempo e apenas consigo arranjar uns minutos para revisar o forum, actualizar as decissões no NS e mandar alguma mensagem).

Por isso, eu quase recomendo ao pessoal (temos que manter um RP activo, pois fazia tempo que não entrava malta nova) que intervenha preferentemente no assunto de Rokolev que no de Espanha, porque este vai ser adiado.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Islão em Qui Set 20, 2012 11:27 am

Da Republica Islamica de Portugal, saem 5 dhows cada um com 5 missionários islamicos. Com destino aos territórios russos que se auto proclamaram independentes.

O grande objectivo dos missionários é aproveitar o conflito para converter população local ao islamismo.

Os fins são passificos, os missionários partem desarmados, apenas com o al-corão debaixo dos braços...

Falta saber como irão ser recebidos... Se é que irão conseguir chegar a terra...

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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qui Set 20, 2012 5:36 pm

Sarvoya escreveu:OOC: Sobre os russos de teu país, quem creio eu se interessaria muito seria Triestin, mas ele está afastado.

OOC: Era esse o objectivo, até foi por isso que meti o Sokov no Partido Comunista e não noutro qualquer. Razz
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Islão em Qui Set 20, 2012 9:49 pm

As 5 dhows prosseguem o seu caminho rumo ao norte do japão.

Os missionários dentro dos frageis barcos apesar do optimismo, estão preocupados pois sempre vão para uma zona em conflito e vão estar no meio de uma guerra.

Apesar de missionários podem ser mal interpretados e pensarem que estão a espiar para a República Islamica de Ureno.

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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Lapália em Qui Set 20, 2012 10:04 pm

O Patriarcado de Londres sabe da "notícia", e começa a recrutar missionários novos para enviar também. Era preciso conter o "progresso mouro". Levam as Bíblias, algumas cruzes para distribuir e livros com orações. Iam com merchandising simples, mas melhor que os mouros. Embora novos de idade, eram conservadores, e por essa mesma razão tinham sido escolhidos - mas também iriam com fins pacíficos e não queriam encontrar-se com nenhum islâmico.

Partem 15 num navio de mercadorias, e são deixados ao largo da ilha de Sakhalin. Daí vão em dois botes para terra, onde se estabelecem numa igreja abandonada...
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Qui Set 20, 2012 11:40 pm

A Marinha Imperial não teve grandes dificuldades em controlar o Mar de Okhotsk, entre Sakhalin e Kamchatka, os poucos e pequenos navios que estavam sob controlo de tripulações russas limitaram-se a rumar em direcção a bases navais e não sair de lá. Não era por falta de coragem, apenas não ia valer de muito, estavam claramente em desvantagem numérica, não tinham grande poder de fogo e estavam francamente mal coordenados. Para quem vivia em ilhas, a capacidade dos russos em navegar e lutar no mar era francamente vergonhosa, mais valia entregar os mares aos Japoneses e ataca-los de outra forma. Havia, no entanto, algo em que os Russos eram bastante melhores que os Japoneses..no ar - era essa a razão porque uma parte significativa dos aviões de combate do Império eram pilotados por Russos e estavam estacionados no Norte e razão pela qual a indústria aeronáutica estava centrada também nesses territórios.


Vendo que não têm outra escolha para combater a Marinha Imperial, aviões de combate e vigilância aérea e marítima descolam das bases a todo o gás, já pintados com símbolos brancos azuis e vermelhos, carregados de mísseis anti-navios. O objectivo era disparar contra os navios carregados de soldados o mais longe possível e derrotar os soldados Imperiais antes de eles desembarcarem em Sakhalin, mas para tal era necessário que esses fossem identificados pelas patrulhas aéreas, e todos sabiam que os navios da Marinha estavam bem armados para derrubar aviões, especialmente lentos como os de patrulha. O plano era levar aviões AEW&C para bloquear os radares dos navios, enquanto que os navios de patrulha marítima se aproximavam e faziam uma identificação mais correcta da força invasora.

A acção dos AEW&C corre às mil maravilhas, os operadores de radar nipónicos bem batiam nos seus monitores, mas em vão. Entretanto os caças rugem a toda a velocidade em direcção à força invasora, disparando os seus mísseis AShM. Apesar da boa execução da Força Aérea de Rokolev, a marinha Imperial tem dos melhores navios do mundo, e os seus sistemas de defesa anti-míssil consegue abater a maior parte dos misseis atirados pelos Russos. Ainda assim alguns conseguem penetrar a muralha de balas dos canhões rotativos, e a Marinha Imperial sofre danos significativos, mas a maior parte dos navios consegue continuar com a operação, ainda que a fumegar. Aqueles que não aguentaram os danos são rapidamente abandonados pela tripulação, apesar de inúmeras tragédias pessoais acontecerem no mar a sudoeste de Sakhalin. Vendo que, apesar do sucesso da operação, nada mais poderiam fazer, os aviões Russos voltam em direcção às bases do Norte, com uma pequena vitória no cinto e sem qualquer perda.



Duas horas depois, os navios de transporte Imperiais chegam à costa sul de Sakhalin, desembarcando aproximadamente 13000 soldados altamente bem treinados e equipados, com apoio de artilharia e pequenos blindados.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Islão em Sex Set 21, 2012 7:30 pm

As 5 dhows enviadas pela Republica Islamica de Ureno chegam perto das águas territorias niponicas. Onde são interceptadas por um navio de guerra do imperio do Japão...

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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Sex Set 21, 2012 8:08 pm

A fragata Oini aborda o pequeno dhow com cuidado, qualquer choque entre as embarcações ia ter um destino trágico para o frágil barco. Rapidamente marinheiros armados com metralhadoras tomam o controlo do dhow enquanto esperam ordens dos superiores, nenhum deles sabia o que estavam a fazer "mouros" (como os Portugueses lhes chamavam) ali, no meio de uma recente batalha naval, num pequeno barco que facilmente poderia ser vítima de fogo cruzado e despedaçado. Após um período de silêncio, um oficial acompanhado de um jovem marinheiro desce para o dhow. Ele fala para os missionários enquanto o jovem grumete traduz para árabe (ooc: não sei é essa a língua do teu país).

-O vosso dhow vai ser escoltado para o porto de Gaibai, cidade que está sob controlo Imperial. Apartir daí ser-vos-ão dados visas de 90 dias, e poderão fazer a vossa missão nesse período. Se quiserem aumentar o tempo de permanência, terão de contactar as autoridades locais em Gaibai, mas falem com alguém Nipónico e não Russo. Tenham cuidado, os Russos são conhecidos por serem bastante racistas com pessoas de etnia não europeia. Perdão pela nossa abordagem rude, mas estamos em missão militar e qualquer cuidado é pouco. Moushiwake arimasen.

Todos os Nipóicos presentes repetem "Moushiwake arimasen" e curvam-se profundamente perante os visitantes, antes de abandonarem o dhow e prosseguirem em direcção a Volomsk.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Portugal em Sex Set 21, 2012 9:52 pm

A Companhia das Índias acompanhava de perto por informadores e agentes o que se passava. A sua grande projecção no Oriente, quase talassocrática davam-lhe direitos a certos luxos, nomeadamente a "informação em 1ª mão". Com o Japão com problemas, e sendo a Companhia das Índias um dos principais importadores de produtos nipónicos, a situação não era pêra doce. Os régulos a pouco e pouco pregavam-se à paulada, começando os genocídios entre eles... Mas esses Otacílio conseguia bem manipular, agora os russos não.

A solução obviamente passava por apoiar o governo de Tokyo, que desde a Era Meiji sempre foi bastante generoso para com os portugueses.

Contudo, com os Neo-Setembristas no poder, e as novas "administrações", o cargo de Vice-Rei da Índia foi extinto, mais uma vez... A administração estava completamente entregue à Companhia das Índias por ridículo que pareça...

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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Islão em Sab Set 22, 2012 3:38 pm

Após chegarem ao território do imperio do Japão, mais concretamente em Gaibai, os missionários islâmicos despedem-se dos soldados japoneses desejando-lhes boa sorte na guerra que vão travar.

Os missionários partem então para o território em guerra, esperam que tudo corra bem...

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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Rokolev em Dom Set 23, 2012 7:13 pm

As forças Imperiais não tiveram grande problema em prosseguir por Sakhalin adentro nos primeiros dias, a oposição limitava-se a alguns partizans desorganizados, sem treino e armados com espingardas velhas que mal conseguiam atingir alguém. O primeiro corpo do exército decide dirigir-se não em direcção a Vladimirovka mas para o Norte, queriam ocupar todo o território até à cumeada de Zhdanko, uma barreira natural que dividia Sakhalin em dois, sendo altamente impraticável atravessa-la por terra, pelo menos sem equipamento de escalada - o principal objectivo era a cidade de Izmailovka. Surpreendentemente o exército imperial encontra a cidade também sem qualquer tipo de defesa militar, tal como havia acontecido com Volomsk. O Comando Nipónico começou a achar a estratégia montada pelos Russos como muito suspeita, se calhar estavam apenas a fortificar-se em Vladimirovka..

Para consolidar a sua presença em Sakhalin, o Império faz desembarcar mais uma força de 10000 homens, igualmente acompanhados de ligeiros blindados, na ponta Sul da ilha, a norte da cidade Japonesa de Wakkanai. A península era apenas habitada em pequenas, mas numerosas, aldeias e vilas de pessoas desmotivadas e cabisbaixas que prosseguiam a sua vida enquanto os soldados Nipónicos as revistavam uma a uma à procura de armas de fogo - praticamente nada foi encontrado - e alimentos que poderiam usar para eles próprios, deixando a populaça em risco de passar fome. Com a tomada, virtualmente sem oposição, da parte ocidental do sul de Sakhalin, o Império conseguiu limitar o confronto a apenas uma frente de combate, estando Vladimirovka e os territórios atrás de si entre os Nipónicos e o mar, também controlado pela Marinha Imperial.








Em Vladimirovka as chefias militares do Exército Nacional e da Força Aérea de Rokolev estavam constantemente a ser acompanhadas por membros do Governo Provisório, maioritariamente membros do Partido Comunista. A estratégia estava a ser seguir como planeado, e os Nipónicos estavam a fazer exactamente aquilo que queriam. A falta de resistência até agora vista tinha como objectivo fazer parecer as forças armadas russas como inoperantes e cobardes, como se quisessem refugiar em Vladimirovka, deixando o resto do país a saque. Enquanto as forças Imperiais se passeavam a Oeste de Vladimirovka, isolando a zona de controlo Russa no sul, as forças armadas preparavam a defesa da cidade de Vladimirovka (que já sabiam que ia ser atacada com toda a força). Korsakov ia ser igualmente ser deixada cair momentaneamente..o objectivo era que as forças Imperiais a apanhassem para poderem atacar Vladimirovka também pelo sul, mas era aí que as forças Russas iam ripostar. Estando posicionadas e escondidas fora do alcance visual da cidade, o objectivo era atacar a força sul Imperial por trás, entalando-a entre os defensores de Vladimirovka e as forças armadas Russas. A restante parte do Exército Imperial ia ter pela frente os restantes efectivos militares russos da zona, acompanhados por inúmeros civis armados, prontos para defender a sua cidade e o seu novo país. Se fosse preciso destruir Vladimirovka para derrotar o Império, que assim fosse! Era uma jogada perigosa, mas se resultasse a derrota Imperial ia ser humilhante.




Mas, e o resto de Rokolev?

O Império não estava preocupado com isso, os líderes da revolta russa estavam todos na capital, bem como as chefias militares. Se eles caíssem, o novo auto-proclamado país não ia ter capacidade de resistir. Desde que conseguissem cercar o porto com a Marinha Imperial, dificilmente alguém ia conseguir escapar. Mesmo que conseguissem, a infraestrutura de Rokolev estava montada para ser liderada dali, a perda da cidade ia fazer com que tudo se tornasse bem menos eficiente.

O Governo Provisório, no entanto, estava preocupado, e muito, com isso. Kamchatka parecia estar fora do conflito, o seu terreno, para além de ser bem mais agreste que o de Sakhalin, era também um autêntico cubo de gelo no Inverno que se aproximava, isso dava-lhe uma óptima oportunidade para ser a principal produtora de armas, através da transformação das instalações fabris, anteriormente na posse de barões do regime e agora expropriadas pelo Estado. O norte de Sakhalin era o cerne da indústria aeronáutica, e era de esperar que o Império fosse atrás desta região se falhassem o ataque a Vladimirovka. Já havia planos para operações aéreas em larga escala para esta zona, com ataques à Marinha em tudo semelhantes ao primeiro, aquando da invasão - mas agora mais antecipados, e em maior força. Caso isso falhasse, o grosso do Exército estaria pronto para o combate, bem como civis que se estavam a dar como voluntários para o Exército, e a receber treino militar - ainda que básico para as forças Imperiais.
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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Portugal em Dom Set 23, 2012 10:21 pm

Otacílio, numa manobra arriscada, comunica para Tokyo directamente para o Imperador. Para impedir que Lisboa detectasse a mensagem, usou um velho meio, que ainda é usado pela companhia, o telégrafo. Osório, recorre a um complexo código morse, conhecido por "Código do Oriente", ou "Código Meiji", que remonta ao tempo da Guerra Boshin, em que o governador português Dr. José de Moura, apoiou incondicionalmente o lado imperialista contra o shogunato. Então, esse complexo e longo código era usado para impedir que se decifrasse a sua mensagem.

A mensagem chegaria a Tokyo de forma rápida, cedo os serviços secretos japoneses entenderiam o porquê do insólito e velho código Morse.


O centralismo metropolitano de Lisboa, impede-nos de tomar qualquer iniciativa face a vossas excelências. E se chega a público isto, é o fim da Compahia. O Acto Colonial de 1926 está em revisão no Soberano Congresso, pelo que as nossas prerrogativas estão caçadas, logo não vos posso auxiliar. O que posso fazer por vós, Soberano Celestial, é garantir a nossa rede de contactos para a vossa causa, e usar a Companhia, sem o conhecimento público, para vossas acções.

Vosso amigo sempre:

Otacílio Meireles, Director da Real Companhia das Índias


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Re: Os "Homens das Neves"

Mensagem  Portugal em Qua Set 26, 2012 6:40 pm

Otacílio era bom jogador, se por um lado pretendia ter o apoio japonês, por outro sabia da velha rivalidade luso-nipónica pelo controlo do Oriente. Assim equilibrava a balança, e ambos os lados poderiam ajudar-se mutuamente sempre haver lesão de ninguém.

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Re: Os "Homens das Neves"

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