Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

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Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  Portugal em Qua Jul 31, 2013 12:21 pm

O Imperador Maximilien vinha a Portugal. Sabia-se que não era como o seu antecessor, apoiante dos "Carrancas"(Integralistas Lusitano), a quem o povo chamava de "Sopeira dos Carrancas" por os apoiar em tudo. O caso mudara de figura, e estava na hora das nações irmãs voltarem a falar como sempre o fizeram durante séculos a fio.

No entanto o caso mudara de figura, São Paulo agora era um quase ermo para os integralistas lusitanos... Não gostavam de Maximilien, para eles era uma figura indecorosamente comprometida com o constitucionalismo. Fazia mau tom, e depois, as abébias acabaram. O asilo para eles era garantido, mas os comparsas que ainda estavam em Portugal, em caso de fuga, nada lhes garantia asilo politico. Uma vez dado esse asilo pelo Senado, jamais se poderia revogar...

Por seu turno Osório estava desiludido com os republicanos brasileiros, no seu ver, eram todos uns fracos, chegou mesmo na ultima correspondência que teve com eles a chama-los de "moleques", esse termo tão paulista carregado de significado de infantilidade. Voltava-se as atenções para Maximilien, as ordens de D. Constança era assertivas, e implacáveis, ou Osório resolvia a "borrada republiana" com São Paulo, ou era demitido.

No entanto em Portugal a agitação popular era visivel, a Beira Alta toda estava a fervilhar. Lisboa ainda era local seguro, o encontro seria em Sintra no Palácio da Pena. Esse palácio parecia um quartel, a Guarda Real ocupava todos os buracos, e o Imperador ia num sistema de carros descaracterizados para esse local para ninguem fazer um rastreio da sua rota. Os Integralistas estavam agitados, sentiam-se cada vez mais encurralados, e estavam a tornar-se cada vez mais violentos e agressivos nas suas abordagens. Além disso, as atitudes recentes de D. Afonso VII em Krebesh já os tinham descredibilizado e feito perder muitos apoiantes para o campo dos Católicos. (ooc: facção política, digamos de forte inspiração católica, uma espécie de integralistas lusitanos versão Super Light)


Com Maximilien ja no interior do Palácio, as fileiras fecham-se, ninguém sai ou entra sem ordens expressas da Rainha...

Num enorme salão do passo, os governantes encontram-se, e discutem o futuro:


D. Constança I: Vossa Majestade Imperial, tamanha honra seja feita em receber vossa Imperial Pessoa em meus Paços. Espero que vossa viagem tenha sido agradável.

D. Constança era raposa velha, olhava-se para ela de Real tinha pouco, parecia mais uma burguesa muito abastada, uma fazendeira da velha guarda. Viuva muito cedo, desde sempre tratara das suas fazendas de Angola, a sua imagem austera e até um tanto severa gerava respeito. Sempre vestida de preto e com um leque na mão...

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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  São Paulo em Qui Ago 01, 2013 3:06 am

O Imperador Maximilien I, como um típico paulista, carregava uma sobriedade acompanhada por uma sisudez característica do povo do planalto de Piratininga. Mas quando quer ser gentil e agradável sabe, da mesma forma que sabe ir ao outro extremo e atingir o cúmulo da arrogância e o insuportável da petulância. Um gene bandeirante.

- Majestade, sempre vir a Portugal é uma viagem agradabilíssima, ainda mais quando se pode contemplar o Tejo. Mas enfim, vamos falar de Negócios! Afinal nossas nações não podem parar, não é mesmo?! Precisamos também resolver as feridas do passado antes de tudo.

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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  Portugal em Sex Ago 02, 2013 1:32 pm

D. Constança: Compreendo a posição de Vossa Senhoria, e até entendo que muito paulista se sinta envergonhado por outrora até ter depositado confiança no actual tirano de Krebesh. Os tempos mudaram, "graça a Deus"... Vossa Senhora está disposto a restaurar a nossa velha aliança militar de defesa mútua, e os nossos pactos de cooperação e amizade?

Eu pelo menos estou nessa sintonia, e já consultei o Concelho de Ministros e o Soberano Congresso e mostram-se a favor de tal medida.

Como vai a agitação interna no vosso Império? No Reino os "Carrancas" ainda tentam recuperar o irrecuperável e a iludir as pobres mentes dos provincianos...


O Marechal Corte Real lamenta-se...

Marechal Corte Real: Tanto progresso está a ser atrasado oh Altíssimo Soberano... Quase conseguimos construir a primeira central do mundo de Ficção Nuclear, e fornecer energia quase ilimitada e barata ao povo para acelarar o progresso material da nação... Mas teimam estes medievalistas em regressar às trevas! Vossa Alteza acredita que há padres na beira alta a afirmar ao povo que fizemos um pacto com o Demónio para tal processo nuclear? Veja ao que estes dementes chegaram! Até a convencional fusão nuclear é para eles apregoada como obra do Demónio? Como vai o povo viver neste obscurantismo... Eu fico parvo da minha vida...

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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  São Paulo em Sex Ago 02, 2013 5:55 pm

Dom Maximilien não gostando do tom de Dª. Constança, rebate: Minha senhora, os paulistas não se arrependem de sua participação na Guerra Civil Lusitana, nem de ter apoiado a ordem constitucional vigente que estava com um excelente parceiro comercial , diplomático e militar que era o Estado Português sob condução de D. Afonso. Ocorre que, movimentos republicanos apoiado pelo movimento político que sustenta a senhora politicamente, os ditos liberais, patrocinaram um sequestro a mim e ao assassinato de minha esposa e meus outros dois filhos, restando meu primogênito, que assumiu o trono paulista como D. Maximilien II, sendo desbravatado o esquema desta máfia logo após pelo Serviço de Inteligência das Forças Armadas. - Já amenizando - O que lamentamos, veja bem, não existe vergonha, é ter demorado para restaurar as relações diplomáticas e comerciais com Portugal. Um terço da população paulista possui vínculo sanguíneo com Portugal. Não por menos, em nosso trecho fronteiriço com Lapália e com vossos domínios são majoritariamente entes autônomos com direito à assento eletivo no Parlamento Imperial e composto por Luso-Paulistas!

Nos ocorreu o seguinte questionamento: Não apoiamos D. Afonso por ser a autoridade legalmente constituida de Portugal?! Dª Constança agora o é com legitimidade popular. Deixaremos de reconhecê-la se o seu povo a reconhece?! Não. Por tal, e também com extremo apoio popular e do Senado Imperial, queremos e desejamos reatar as relações que possuíamos com D. Afonso agora com a senhora.

Em São Paulo vivemos tempos tranquilos, nossos problemas eram justamente os republicanos que eram suportados pelos liberais daqui de Portugal. Os combati dentro da legalidade e os que não foram executados após condenação sentenciada em trânsito e julgado, na Suprema Corte Imperial estão presos na Ilha de Fernando de Noronha, trabalhando nas Minas de Urânio do Império. Grande parte dos integralistas, largaram a política em São Paulo, com suporte do nosso banco nacional, o BANESPA, se tornaram grandes comerciantes. Principalmente no agronegócio e na área do desenvolvimento comercial. Mas ainda se reunem nos chamados "Leais Clubes Integralistas" em que cultuam a figura de D. Afonso. Estão permanentemente monitorados por todas as forças de segurança e serviços de inteligência.

Com a interpelação do Marechal Corte Real começa a rir e comenta: Ora, excelência, em São Paulo também somos um estado confessional, a Igreja Ortodoxa Paulista possui inúmeros privilégios inclusive um território próprio, o Território Eclesiástico de Aparecida, com seu auto-governo. Mas se fazem uma coisa dessas eu mesmo os prendo com base em nossa Lei de Segurança Nacional, não permitimos mais subversivos e pseudo-revolucionários ou reacionários em nossa democracia. Podemos fazer uma parceria quanto a isso, poderíamos construir bem na fronteira entre São Paulo e Portugal, ficando o reator no lado Paulista sob proteção de nossas forças armadas. A Universidade de São Paulo, em seu Centro de Pesquisa de Engenharia Mecânica tem estudado junto com com o Instituto de Engenharia do Exército sobre as formas de energização do Urânio e suas variantes. Talvez possa ser um bom começo!

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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  Portugal em Dom Ago 04, 2013 4:04 pm

D. Constança fica a olhar sériamente para o Imperador... Ela não sabia de nada realmente! Nem sabia tão pouco os negócios manhosos entre ministros seus e republicanos brasileiros.

D. Constança I: Vossa Alteza Imperial sinto-me severamente insultada por me colocar ao nível de uma máfia, e de me relacionar com esse caso de sequesto!

Como fidalga da velha guarda, e sem largar aquele seu ar de fazendeira abastada, faz um olhar de bufo ao Imperador. A mulher estava indignadíssima... Corte Real apercebe-se, e cheira a esturro... Meteram a rainha ao barulho...

Marechal Corte Real: Oh Vossa Senhoria Altíssima, "ordem constitucional vigente", boa piada para um país sem Constituição e que nem Estado de Direito era... Simpatias à parte, sinceramente não sei do que fala, nem o que essa gentalha republicana fala ou deixa de falar, mas de certeza é obra conjunta dos seus comparsas portugueses. Apesar de defundos ainda anda muita maçonaria republicana por ai, a começar pela moribunda Carbonária. Mas que estão vivos lá isso estão...

Vendo que a Rainha estava irritadíssima, tenta acalmar a situação imediatamente...

Marechal Corte Real: Oh Vossa Majestade Sereníssima, sois a Rainha dos portugueses... Isto não passa de um mal entendido Real Senhora! Veja o que estes crápulas fazem ao país... Agora somos os maus da fita, isto é obra dos "Carrancas"!

Rainha D. Constança: Oremos que o seja Sr Secretário de Estado do Reino... No entanto quero este caso esclarecido o mais prontamente possivel, pois não deixarei meu bom nome ser manchado com um rótulo vil de "Madrinha" da Máfia... Seja qual a raça de crápula que for...


Osório vendo a sua oportunidade mete a colherada. Era raposa velha no negócio, décadas de conspirações políticas, sendo uma delas a restauração do Liberalismo em Portugal, davam-lhe o "Know how" para fazer as coisas...

Doutor Osório: Vossa Majestade Imperial, aproveito já nosso encontro, e como sinal de boa fé e em nome da verdade e clareza, tem aqui esta pasta. Nela contém uma série de correspondência entre Republicanos brasileiros e portugueses.

No caso dos republicanos, o caso era bem diferente, estes tentavam obter as boas graças dos republicanos paulistas, com vista a estes apoiarem uma eventual queda da Monarquia e instauração da sua pândega jacobina cá...

O segundo caso, entram os integralistas... Fazendo-se passar por agentes do governo português. Esses sim, são uma Máfia que fustiga o Reino de lés-a-lés...

Capturamos um ex-coronel do Exército Realista, o Alvarenga, que se fazia passar por agente português... Naturalmente como individuo violento foi abatido pois ripostou violentamente face a uma detenção por crimes de de guerra, no entanto no interior da sua viatura encontramos os planos do complô. Como acabou de dizer há individuos em São Paulo que de alguma forma estao relacionados com os integralistas, ora sao amigos, ora parentes... Ora até interesses... Estando esses paulistas ligados à politica saberiam prontamente o que se passava em Guanabarra e afins, com as republicas de pacotilha que brotavam como cogumelhos e afins. Tendo acesso, e sabendo de antemão que estavam condenadas à desgraça, anteciparam-se... E heis o complô, implicar o regime com a Republica sabendo os integralistas de antemão, gracas aos seus amigos na politica, que a Republica iria cair em breve.
Se não caisse a Republica, haveria guerra com Portugal... E na guerra e caos há sempre a oportunidade de voltarem a vingar...

Agora entende vossa excelência porquê tanta perseguição a esses assanhados? Entende porquê tanta precaução com o Duque de Bragança, D. Afonso, monarca deposto que actualmente é o Déspota incontestado de Krebesh?O próximo alvo é Portugal, ele quer a Coroa, e quer o Integralismo de volta...



Osório estava a ser totalmente sincero quanto à preocupação com os Integralistas, e os complôs, assim como a sua preocupação com D. Afonso e as suas aspirações tirânicas sobre Portugal. No entanto o complô, era mentira, e as provas que ele tinha foram cuidadosamente forjadas. Defacto havia correspondencia entre republicanos portugueses e brasileiros, e soube-se disso desde que Osório tivera o fatídico encontro com um Senador republicano paulista, em que ele se suicidou à sua frente. No entanto tinha um dossier completissimo de republicanos portugueses... Muitos deles, foram mortos no proprio dia sem ninguém saber. Com eles mortos, Osório recorreu a especialistas em caligrafia, e falsários e até mesmo psicólogos que trabalham para a Intendencia da Polícia. Haveria que corresponder com os brasileiros para causar o caos mais ainda. Um discurso com tiques, maneiras de falar e expressões, e até mesmo chamadas usando aparelhos de modificação de voz, mais cartas com assinaturas 100% iguais... Qualquer um era enganado.

Com os integralistas foi o mesmo caso, usou-se o irmão gémeo do Coronel Alvarenga, bastou este deixar crescer o bigode, receber umas centenas de cruzados, e ser despachado para África cm outra entidade. O resto... Assinaturas e afins, a equipe forjava tudo. Alvarenga era o "habitué" de São Paulo, refugiado lá e quase agente secreto dos integralistas para tentar causar o caos em Portugal. Portanto cadastro já tinha... Era quase impossível os serviços secretos paulistas darem por isso, o metodo era rudimentar mas altamente fiável, pois era natural!

No entanto interessava atacar os integralistas por todos os lados...


Doutor Osório: Mas atenção Vossa Majestade, não estou a dizer que políticos paulistas eram coniventes com tal, nenhum dos relatórios e investigações a Alvarenga e capangas indicia isso... Agora que inocentemente achavam que tinham aí grandes amigos, na verdade era so para se aproveitarem deles.

Acredite Vossa Majestade, são uma máfia, e eu como Secretario de Estado dos Negócios Estrangeiros todos os dias tenho dores de cabeça graças a complôs a serem magicados por eles no estrangeiro!

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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  Portugal em Dom Ago 04, 2013 4:13 pm

OOC: So para teres uma noção...

"Carrancas" = na gíria popular significa Integralista


Intendência da Polícia, é uma "mega polícia" em Portugal. É uma especie de FBI e CIA juntos. Portanto faz investigação criminal, mas aliado a isso também é um organismo de espionagem e "black ops", digamos uma autêntica agência de inteligência nacional. A par disso também faz policiamento, com a Guarda Real.

Portugal tem três tipos de polícia:

Guarda Real: Uma polícia à escala nacional, igualzinha à Policia Militar brasileira pretença directa da Intendencia da Policia de Lisba.

Guarda Municipal: Uma mera polícia local, a sua area de jurisdição é o seu municipio, e estão à tutela das câmaras. Os uniformes variam de terra para terra...

Policia Metropolitana: Existe a partir do momento em que vários municipios contiguos se fundem entre si e formam uma Junta Metropolitana. Nesse momento as Guardas Municipais extinguem-se imediatamente e forma-se a Policia Metropolitana. So pode haver formação de Juntas Metropolitanas se a fronteira entre os municipios for completamente urbanizada, do género, para ires de uma cidade para outra não passas por campos, montes e afins... Tipo literalmente vais de uma cidade a outra literalmente sem sair da cidade Wink O nome diz tudo, Metrópoles...

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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  São Paulo em Sex Ago 16, 2013 1:20 am

Maximilien não queria prosseguir com essa discussão e colocar novamente Piratininga em pé de guerra com a Lusitânia, logo foi direto ao ponto, "sem choro, nem vela" como se diz popularmente em São Paulo.

- Majestade, prossigamos então com a pauta. É de total interesse particular meu, do Parlamento, dos Estados-membro do Império e da classe política reatar as relações diplomáticas, militares e econômicas com Portugal. Começando a reativar a linha férrea Lisboa - Trieste e a linha aérea direta Lisboa - São Paulo e Lisboa - Rio de Janeiro. Não podemos voltar atrás com nossa palavra e compromisso em relação aos integralistas, como já disse antes eles estão contribuindo muito à manutenção da paz em São Paulo fomentando a economia e estão longes da política, diferente do esquizofrênico D. Afonso, que patologicamente sumiu de São Paulo, em especial do Território Eclesiástico de Aparecida, o nosso "Vaticano" Ortodoxo Paulista e foi assumir o trono daquela nação... como é o nome dela mesmo?! Kebbab, Kebresh... Enfim! Queremos voltar a ter a óptima relação que tinhamos com Portugal antes de tudo isso e também que cessem as atividades de inteligência de Portugal em São Paulo sem nossa ciência. É isso majestade, aproveito para convidá-la a conhecer São Paulo e nossas belezas! Será um prazer imensurável recebê-la nos campos de Piratininga agora pacificada. Somos uma pátria e Portugal nossa mátria!
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Re: Imperador Paulista em Portugal... A viagem de todos os perigos

Mensagem  Portugal em Sex Ago 16, 2013 4:49 am

D. Constança, sempre com aquele aspecto "sulista", permanecia muito calada e atenta. Continuava a desconfiar de algumas intenções de D. Maximilien, cheirava-lhe a unha integralista... No entanto estava confusa, algo lhe dizia que D. Afonso de Bragança já o tinha feito passar imensas vergonhas. As acções bárbaras e tirânicas de D. Afonso no estrangeiro valiadavam imenso a posição Neo-Setembrista junto da comunidade internacional.

Já Osório, calado, acenava com a cabeça... Sempre com o seu ar desafiador e com um charuto na boca.

Corte Real era o analista, sempre a olhar directamente nos olhos do imperador quase que tentando ler a sua alma. O cargo de Secretario de Estado do Reino era poderoso...


Marechal Corte Real: Tem razão Vossa Majestade Imperial... Tem razão... O Duque de Bragança (assim referiam-se sempre a D. Afonso) e sua casa têm linhagens em Krebesh. É muito antiga a relação daquele país com Portugal, remonta já à Idade Média, no entanto nunca esteve tão podre como está hoje. Confesso que dispenso audiências com pessoas de lá afectas ao regime tirânico...

Quanto aos contactos, de boa fé se retirarão as tropas das fronteiras, e a normalidade será restabelecida. Cidadãos paulistas voltam a estar isentos de passaporte, basta mostrar o documento de identificação oficial... e o tráfego seja ele qual for volta a ser restabelecido sem restrições. Voltamos a validar a velha aliança de novo e todos os tratados de amizade.


Osório no seu âmago pensava para si:

"Hummmmmm restabelecer ligações, passaportes e afins... Traz lado bom e mau... Os Carrancas vão tomar partido disto..."

D. Constança, pronuncia-se subitamente!


D. Contança: Com todo agrado Vossa Majestade Imperial, façamos os possíveis para que as feridas sarem depressa e as cicatrizes sejam cobertas de pó de arroz e bem maquilhadas para que ninguém se lembre mais delas... O seu repto está lançado, e eu aceito.

Quebrando um bocado o peso da conversa, merecia uma pausa... Vossa Alteza Imperial deve de estar tremendamente fatigado. Sinta-se em casa, e aproveite para passear pelo parque da Pena. Não se preocupe com a segurança, isto parece um quartel quase... Qualquer coisa não hesite em interpelar militares ou serviçais.

Se me dão licença meus senhores vou para meus aposentos, estou fatigada. Que Deus guarde Vossas Excelências.


E facto era, no terreno do palácio da Pena, o Parque da Pena, gigantesco jardim em estilo Romântico, era um quase quartel pejado de militares da Guarda Real e do Regimento de Granadeiros da Rainha. Ninguém fazia nada ao Imperador, até os serviçais tinham medo de fazer algum movimento mais brusco que fosse confundido com um ataque... Ninguém hesitava em disparar sem perguntas.

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