A Crise Institucional Paulista

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A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Qui Out 04, 2012 4:48 am

Desde o início do fracasso político na chamada "Operação Dom Pedro I/IV" ou "Guerra Civil Portuguesa" instalou-se em São Paulo uma Crise Institucional, a Coroa Imperial ou oficialmente "Alto Poder Executivo" teve uma troca de Casa Real - Maximilien II Piratininga à Pedro III Bragança - e desde a morte do carismático Maximilien I a popularidade da Coroa tem entrado em decadência e após incentivos (e financiamentos secretos de neo-setembristas lusitanos) os liberais, separatistas e sociais democratas se uniram em torno dos Republicanos e criaram uma nova força política, diminuindo drasticamente o poder hegemônico e tradicional de Conservadores. As Forças Armadas dificilmente obedecem ao Imperador, o Primeiro-Ministro Jorge Aziz (que é Social-Democrata, agora Republicano) rompeu com a Coroa, o conservador, ex-primeiro ministro e hoje governador do estado de São Paulo, Faria Lima também rompeu com a Coroa declarando apoio aos republicanos. Setores nacionalistas republicanos preparam um golpe republicano, setores nacionalistas monarquistas preparam um golpe na coroa, devolvendo a Coroa Imperial aos Piratininga tirando-a dos Bragança.

Mas, entre os Conservadores, Nacionalistas e Monarquistas ainda há uma esperança, o Príncipe Massimiliano de Piratininga, primo do imperador Maximilien I, tio-avô materno do Imeprador Maximilien II e - segundo os bastidores - amante da imperatriz-consorte do Império. O príncipe Massimiliano é advogado formado na mais tradicional academia de direito de São Paulo e diplomata de carreira (ou seja, passou no Concurso Público para Diplomata e não foi nomeado), serviu às Forças Armadas aos 16 anos por conta própria e jovem como Pedro III. Fisicamente e sua personalidade lembra o bem lembrado falecido Imperador Maximilien I, o que favorece a Massimiliano entre os Militares e entre a classe média e classe baixa.

São Atores políticos desta Crise:


- Republicanos:
> Prefeito Fernando Passos (Santos-SP)
> Deputado Tancredo Neves (Rep/RJ)
> Deputado Fernando Henrique (Rep/RJ)
> Deputado Ulysses Guimarães (Rep/SP)
> Deputado Franco Montoro (Rep/SP)
> Senador Paulo Fonseca (Rep/RJ)
> Senador Chico Suplicy (PT/RJ)
> Senador Aloysio Ferreira (Rep/SP)
> Governador Faria Lima (Cons/SP)
> General Antônio Maria Lopez (Comandante do I Comando Militar - SP)
> General Fernando Prestes (Comandante do II Comando Militar - RJ)
> Almirante Paulo Barroso (Comandante do I Comando Naval - SP)
> Almirante Joaquim Navarro Jorge y Jorge (Comandante do II Comando Naval - RJ)
> Brigadeiro Felipe de Castro Arruda Botelho (Comandante do "Corredor Centro-Sul"/"Estreito de Santos")

- Monarquista
> Príncipe Massimiliano de Piratininga
> Príncipe Paulo Bueno de Piratininga
> Duque Felipe Barros de Andrada e Silva
> Prefeito Adhemar de Barros (Adm. Metro. de SP)
> Prefeito Carlos Lacerda (Adm. Metro. do RJ)
> Prefeito Fernando Friedenbach (Campinas-SP)
> Prefeito Geraldo Rodrigues (S. José dos Campos - SP)
> Deputado Joaquim Müller (Cons/RJ)
> Deputado Umberto Matarazzo (Cons/SP)
> Deputado Francesco Matarazzo (Cons/SP)
> Deputado Paes de Barros (Cons/SP)
> Senador Ermírio de Moraes (Cons/SP)
> Senador Henrique de Arruda Botelho (Cons/SP)
> Governador Benedito Franchini (Cons/BSB)
> Coronel Faissal (Chefe do Serviço de Inteligência Imperial)
> General Antônio de Faria Lima (Comandante do III Comando Militar - Brasília)
> D. Marcos XXVIII, Primaz da Igreja Ortodoxa Paulista
> D. Odilo Scherer, Arcebispo Católico Romano de São Paulo
> D. Marco Paiva, Arcebispo Católico Romano do Rio de Janeiro
> Pastor Silas Malafaia, Líder da Assembléia de Deus (Protestante Neopentecostal)
> Rabino Joaquim Safra (Presidente do Banco Safra e Líder da Federação Judaica de São Paulo)
> Profº. Dr. Clóvis Bevilacqua (Presidente da Ordem dos Advogados de São Paulo)
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Mapa da Situação

Mensagem  São Paulo em Qui Out 04, 2012 5:34 am


Mapa da Situação Política de Cada Distrito Eleitoral

> Legenda:
Amarelo: Territórios controlados por Republicanos;
Azul: Território controlados por Monarquistas;
Cinza: Territórios Neutros;

>Distritos Eleitorais:
> Reino/Estado de São Paulo (SP)
I - São Paulo de Piratininga Metropolitana;
II - Grande São Paulo;
III - Alto Tietê, Alto da Muralha, Litoral Norte e Vale do Ribeira;
IV - Vale dos Bandeirantes/Corredor Campineiro;
V - Baixada Santista;
VI - Região Metropolitana de Campinas;
VII - Administração Eclesiástica de Aparecida do Norte;
VIII - Baixo Tietê;
IX - Bragança Paulista.

> Grão-Ducado da Guanabara (RJ)
X - São Sebastião do Rio de Janeiro Metropolitana;
XI - Grande Rio;
XII - Volta Redonda/Paraty/Petrópolis;
XIII - Barra Mansa/Resende/Niteroi e Nova Andaluzia.

> Ducado da Baía de Brasília (BSB)
XIV - Brasília/Madrid/Venezia.

> Territórios
XV - Ilha de São Marcos.
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Agora chegaram a vez dos Monarquistas...

Mensagem  São Paulo em Sab Out 06, 2012 6:18 pm

Os Monarquistas resolveram também sair às ruas, chamado pela imprensa nacional de "A Marcha dos Milhões", cerca de 1 milhão e meio de paulistas - quase em sua totalidade ligados à movimentos sociais, pastorais das Igrejas Católicas Romana ou Ortodoxa e organizações políticas conservadoras - tomaram uma das principais vias da Capital Imperial, a Avenida Paulista. De frente do Museu de Arte de São Paulo, o MASP.






O Povo Bradava: "Um, dois, três, quatro, cinco, mil. Queremos que o "Pedrinho" vá pra p.... que o pariu!". Após o ato inicial, desceram a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e rumaram até a Catedral Metropolitana da Sé aonde terminaram com um Grande Comício pedindo a "Imediata Abdicação de Dom Pedro III à favor de Dom Massimiliano de Piratininga".



Grande Comício na Catedral Metropolitana da Sé, na Capital Imperial - São Paulo.
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Qui Out 11, 2012 1:27 pm

Em Portugal, tradicionalmente por questões culturais e sociais, extremamente ligado a S. Paulo a crise causa impacto. E os lados são obvios, Integralistas apoiam D. Pedro, os Neo-Setembristas apoiam os Republicanos... Radicais...

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A Festa da Padroeira e os primeiros movimentos armados

Mensagem  São Paulo em Seg Out 15, 2012 2:37 am

DEZ DE OUTUBRO - RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO

Tanto Republicanos quanto Conservadores anunciaram hoje a renúncia coletiva dos parlamentares federais (deputados e senadores). Após horas e horas de discursos ora acalorados, ora mais sóbrios na Tribuna do Congresso Nacional, os deputados republicanos e seus apoiadores retiraram para seus redutos.

Republicanos Radicais, liderados pelo senadores cariocas Chico Suplicy e pelo Paulo Fonseca, apoiados pelo Comandante Naval e do Exército da "II Região Militar", o Rio de Janeiro mobilizaram-se para o Rio de Janeiro, largando a Capital Imperial. É bom lembrar que o Imperador Pedro III desde o início do acirramento dos ânimos transferiu-se ao Palácio das Laranjeiras, no Centro do Rio de Janeiro, "capital" do Movimento Republicano.

[b]MADRUGADA E MANHÃ DE ONZE DE OUTUBRO - RIO DE JANEIRO


No Forte de Copacabana, a notícia de que o Congresso Nacional havia se dissolvido - logo o Gabinete de Administração Federal/Chefia de Governo - também fez com que militares republicanos tomassem o poder do Forte e da Base da Urca. Iniciava-se a 'Revolução Republicana' no Rio de Janeiro, nas praias de Copacabana e no alto do morro da Urca.


Soldados e Tenentes do Forte de Copacabana marchando para tomar os Palácios do Catete e da Laranjeira

A Marinha Imperial, sob o comando regional do Almirante Joaquim Navarro cercou a Baía de Guanabara, ameaçando bombardear os Palácios caso haja resistência do Imperador Pedro III. Iniciava-se a "República da Guanabara". O Prefeito da Administração Metropolitana do Rio de Janeiro, ou popularmente, da Grande Rio, o monarquista Carlos Lacerda aderiu ao Golpe conclamando aos Monarquistas apoiassem o "início da derrocada dos Bragança" como ele chamava, porém não foi acompanhado. Os Comandantes dos Tiros de Guerra, Quarteis e Bases Aéreas e Navais do entorno do Rio de Janeiro, da região chamada oficialmente de "Além-Grande Rio" e do próprio entorno da cidade do Rio de Janeiro não apoiavam os republicanos porém apoiavam a derrocada dos Bragança.


Lacerda, no púlpito do Palácio do Catete, tomado pelas forças da Polícia Militar do Rio de Janeiro conclamando às massas para "derrocada dos Braganças".

Os Monarquistas Cariocas também se mobilizaram, armaram a população civil pró-monarquia e anti-Bragança. A Anarquia havia se instalado no país. Republicanos moderados como Franco Montoro, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Fernando Henrique repudiaram o golpe no Rio de Janeiro e continuaram em São Paulo - território monarquista anti-Bragança - porém controlada pelo governador Faria Lima, conservador porém republicano. Os sustentadores do movimento republicano repudiavam em cadeia nacional a "Revolução Republicana da Guanabara". O que faz com que muitos republicanos moderados pendem aos Monarquistas, exaltando a necessidade de um "contra-golpe" e a instalação de um Governo Democrático, quer seja republicano, quer seja monarquista com os Piratininga de volta.

Vendo o golpe Republicanos Moderados e Monarquistas se exilam em São Paulo, enquanto após batalhas os Republicanos Cariocas tomam o poder no Continente, exceto em Brasília, que continua sendo o último bastião moderado, tanto republicano quanto monarquista no Continente. Estava sendo violentado o Estado de Direito e a Unidade Nacional, no seio do Rio de Janeiro. Fora tomado o Palácio das Laranjeiras, o Imperador foge em um Helicóptero sem saber o destino.



Tanques de Guerra do Exército entrando no jardim do Palácio Imperial das Laranjeiras


TARDE DE ONZE DE OUTUBRO

Após resistir a manhã inteira, Brasília cai na mão dos republicanos e monarquistas cariocas. Em Brasília, civis, autoridades e militantes monarquistas e republicanos moderados correm para o porto de Nova Madri tentando embarcar em algum barco de passageiro ou de cargo. Centenas de Milhares abandonam Brasília, medo e caos estão no ar. Militares e Civis embarcam em aviões e navios para São Paulo.


DOZE DE OUTUBRO, MANHÃ - SÃO PAULO - CAPITAL E INTERIOR

No dia de Nossa Senhora de Aparecida, em São Paulo se teve a maior romaria registrada na história de São Paulo, 200 mil pessoas desde a Catedral Metropolitana da Sé, na Capital até a Basílica Nacional de Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida do Norte. A mescla de sentimentos políticos com religiosos foi evidente, tendo o movimento revolucionário no Rio iniciado por republicanos radicais (ou seja, defendem também a laicização do estado, estatização de grandes empresas nacionais ou multinacionais), fez com que muitos republicanos moderados tomassem parte junto aos Monarquistas moderados.

Após a Revolução da Guanabara e a Grande Romaria à Aparecida, o governador de São Paulo, o Brigadeiro Faria Lima junto com a antiga bancada de deputados e senadores de São Paulo declarou em um Comício na Estação da Luz que: São Paulo não irá tomar parte junto a movimentos que destruam a unidade nacional. Àqueles do movimento carioca, são separatistas travestidos de republicanos, travestidos de trabalhadores, quando na verdade são a elite, a elite de Copacabana, a elite de Ipanema, a Elite das Praias do Rio contra contra o trabalhador que vive para pagar um sistema oneroso e opressor. A República é a paz, é o progresso pra nação, pra classe média e para o trabalhador mas agora não é hora, a nação não está preparada para tal.


Grande Comício Republicano em São Paulo, nas portas da Estação da Luz.

Da mesma forma que no Rio de Janeiro, a população está armada, porém os territórios republicanos de São Paulo são de moderados como Montoro e Ulysses Guimarães tenderam de volta aos monarquistas.

TARDE DE DOZE DE OUTUBRO

No Aeroporto do Campo de Marte, quando o príncipe Massimiliano voltava da Benção Inicial da Basílica de Aparecida, sofre um atentado terrorista no Saguão principal do Aeroporto. Por volta das 14h00, uma bomba explodiu. O Terrorista-Suicida havia acabado de desembarcar de um vôo fretado do Rio de Janeiro.


Primeiras fotos sobre o Atentado no Aeroporto do Campo de Marte

O "Movimento Comunista da Guanabara" assumiu a autoria do atentado. Logo após, o Príncipe Massimiliano fora levado às pressas à UTI do Hospital das Clínicas no Centro de São Paulo. Líderes Monarquistas já cogitam a hipótese de "Republicanizar" o movimento. A Nação está anencéfala políticamente, o Imperador Pedro III desapareceu, o Príncipe Massimiliano em coma, o Congresso Nacional dissolvido, a Suprema Corte impossibilitada de assumir o governo nacional, as Forças Armadas rachadas. A Anarquia reina em São Paulo, justamente no dia de Nossa Senhora de Aparecida, a padroeira de São Paulo.

No final da Tarde, a RT9 e a Rede Globo ao vivo iniciam a transmissão de um comunicado da "Junta Provisória da República Federativa do Brasil", havia sido deflagrado o golpe e instalado a República no Rio de Janeiro. Já em São Paulo, a Classe Política, os Militares, setores da Sociedade Civil e os Religiosos se fecharam no prédio do Senado Estadual de São Paulo para discutirem uma saída pacífica ou bélica para essa situação.

O "Sebastianismo" Paulista havia voltado a tona, a Classe Média e a Classe Trabalhadora, nas Igrejas, Capelas e Grupos de Orações rezavam pelo retorno de Dom Maximilien I, desaparecido desde o acidente que levou toda sua família ao óbito. Até hoje encontra-se desaparecido, era a última esperança. O Retorno de Maximilien I, o Carismático, o Rei-Soldado, ou caso contrário, um Império pode desabar.
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Qua Out 17, 2012 9:16 pm

A oportunidade de ouro dos Neo-Setembristas havia chegado, com o trono sem "Braganças", e com a Duquesa de Loulé "indiferente" face a D. Pedro III, iniciava-se o apoio aos seus velhos camaradas republicanos paulistas.

Uma frota naval, composta por um Cruzador Pesado, 2 Cruzadores Ligeiros e 10 Contratorpedeiros atraca em frente ao Rio de Janeiro, a primeira mensagem que emite é o "apoio incondicional de Portugal aos heróicos republicanos".

Em Portugal no Algarve, como por "milagre" as fronteiras abrem-se, mas no coroar do Rio Guadiana ao longo dos montes uma cambada de militares misturados com Guardas Nacionais a defender a margem ocidental do dito rio.

Já sê vêm peças de artilharia, lança rockets, e alguns blindados a darem o ar da sua graça. A mensagem indirecta para os republicanos é clara, "estamos do vosso lado".

Em Lisboa, em declarações públicas polémicas a nível internacional, o Marechal Corte Real afirma "Sua Senhoria D. Pedro III deveria abdicar e aceitar a vontade popular. Tiranos mascarados de Democratas fica mal...".

Correm boatos entre a Guarda Nacional de Vila Real de Santo António (fronteira com S. Paulo), que o "governo vai enviar uns navios cheios de batalhões navais para invadir o Rio de Janeiro e colocar os republicanos no poder."

Enquanto isso os Neo-Setembristas esfregam as mãos, guerra é sinónimo de caos... E com sorte vão poder fuzilar à vontade uma data de integralistas refugiados em São Paulo, que será o mesmo que dizer, os "integralistas perigosos".

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Qui Out 18, 2012 2:33 am

OOC: Para Nota:Os Republicanos do Rio de Janeiro são os radicais, os ultranacionalistas enquanto os de São Paulo, são os moderados, os lusófilos.
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Sab Out 20, 2012 6:17 pm

OOC: Os neo-setembristas alinham nos dois lados republicanos, agora a tendência é para os do Rio de Janeiro que são os radicais Wink Daí a frota atracada para lhes dar "força". Acho que ja tinhas explicado isso quanto às diferenças Smile

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Commonwealth em Sab Out 20, 2012 6:48 pm

O Imperador D. Dinis II, apesar de ser um Bragança, é relativamente distante do Imperador Pedro III, para além disso a população na Commonwealth não gosta nem de um nem do outro, e com medo do movimento republicano que já começa a ganhar força na Comunidade, em vez de enviar forças para São Paula para colocar o Imperador Pedro III de volta no trono como seria de esperar, limita-se a emitir o seguinte comunicado:
Comunidade dos Estados Livres
Palácio Imperial D. Manuel
Gabinete do Imperador

Ao povo paulista,

A Comunidade dos Estados Livres, representada pelo seu Imperador, vem por este meio apoiar incondicionalmente o povo paulista. Quer este siga pela república, pelo restabelecimento dos Piratininga no trono ou pela manutenção da Casa de Bragança no mesmo. O povo é o soberano e só do povo deverá vir a decisão. Condenemos por isto todo e qualquer ato terrorista vindo de qualquer parte. Oferecemos asilo político a todos os que assim o acharem por bem, sem distinção por ideologias políticas.

Rogamos também a Deus que ajude os líderes revoltosos a tomar as decisões com consciência e regendo-se pelo bem do povo.

Sua Majestade Imperial, D. Dinis II de Bragança
Pela Graça de Deus e Aclamação dos Povos, Imperador da Comunidade dos Estados Livres,
Supremo Líder e Protetor da Igreja Católica Apostólica Livre e Defensor da Fé
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Sarvoya em Sab Out 20, 2012 7:07 pm

A Confederação de Sarvoya mantém-se por hora em posição alheia aos problemas paulistas.
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Dom Out 21, 2012 6:36 pm

Em Lisboa, a posição da rival ex-colónia, a Commonwealth, que tomos temiam uma interferência junto da questão paulista pautou-se pela neutralidade. Lisboa continua a prosseguir os seus planos de apoio aos radicais da "Cidade Maravilhosa", mantendo-se a frota atracada nas imediações da Baía do Rio de Janeiro.

O boato que iam ser mobilizados Batalhões Navais (fuzileiros = Marinha) para auxiliar os militares e insurrectos do Rio de Janeiro alastra-se por entre as forças portuguesas. Os militares estão irrequietos e desejosos de sovar todos os que apoiaram os "carrancas" (integralistas) durante a Guerra de Secessão portuguesa.

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Seg Out 22, 2012 2:14 am

Os Cariocas diferentemente dos Paulistas são conhecidos por sua hospitalidade porém também com um bairrismo excessivo, presente até mesmo no sotaque do Rio de Janeiro. Entre a sociedade carioca esse repentino apoio e aproximação belicosa de Portugal soou no Rio de Janeiro como uma tentativa de intervenção.




Carlos Lacerda discursando no plenário do Senado do Rio de Janeiro
Nas ruas de todo antigo Grão-Ducado do Rio de Janeiro, hoje "República Guanabara", Integralistas lusitanos - temendo o futuro caso o Rio seja invadido - e "ex-monarquistas" incentivam os ânimos "anti-Portugal". Líderes populares como Carlos Lacerda subiram à Tribuna do Senado do Rio de Janeiro e criticaram a "aproximação interesseira de lusos a fim de tomarem para si o Ouro do Povo Carioca!".

Esta e outras declarações ácidas veiculadas diariamente nos veículos de comunicação como a TV Globo, do Rio de Janeiro, na Rádio Guanabara e nos jornais Diário Popular e O Estado do Rio de Janeiro tem incendiado um "Orgulho Regional" que ecoou nos corredores dos poderes cariocas. O líder da Junta Governativa Provisória da República Guanabara, o General Fernando Prestes enviou uma missiva oficial às autoridades portuguesas pedindo que "se afastem dos mares territoriais e da fronteira com a República Guanabara. Agradecemos a preocupação mas dispensamos qualquer auxílio bélico".

O mesmo general Fernando Prestes, pediu que o Senado formasse uma Comissão para ir à São Paulo, negociar uma saída pacífica com o Brigadeiro Faria Lima. Nunca como antes o futuro da paz nacional esteve na mão de tantos militares como agora.




Militares Paulistas e Cariocas reunidos no Palácio dos Campos Elíseos em São Paulo para I Rodada de Negociações.



Já em São Paulo, até o momento segue internado o último príncipe popular da Família Imperial Paulista, os Piratininga e pelo desaparecimento do Imperador Pedro III há mais de uma semana, pela Constituição Imperial, assume o poder o Senado Imperial até a indicação de um próximo Imperador pela Conselho Imperial dos Piratininga-Bragança. Na ausência de poderes constituídos, assume o poder o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, hoje, o nacionalista General Antônio de Faria Lima (Primo do Brigadeiro Faria Lima, governador de São Paulo).
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Sex Out 26, 2012 7:12 pm

A frota portuguesa retira como acto de cortesia. Contudo a espionagem portuguesa continua em alta... E agora Osório não promete tréguas nem respeita o asilo político. Os integralistas estão mesmo com a cabeça a prémio, e há agentes secretos do governo destacados para os abater um a um.

Numa menagem à Regente D. Constança, Osório afirma:

"O mundo... É demasiado pequeno para nós os dois, só um pode vencer. Deixar esta cambada viva, é sustentar um cancro na nação.

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Dom Out 28, 2012 2:59 am

Em São Paulo e no Rio de Janeiro a notícia de que possivelmente o Rei Maximilien I possa estar vivo - porém com amnésia - gerindo um banco de investimentos em Nova Salvador levou Cariocas e Paulistas a um choque. Desde o enterro simbólico do Imperador, pois seu corpo até hoje não havia sido encontrado, o povo - principalmente nas classes trabalhadoras, que representam 76% da população - entrou em choque, mulheres e idosos entraram aos prantos. Nas ruas a comoção popular foi tão grande que o governador Faria Lima, em São Paulo e o "Interventor" Carlos Lacerda no Rio de Janeiro resolveram declarar "estado de calamidade pública" (que só pode ser decretado em casos de comoção pública, sérios distúrbios sociais ou desastres naturais).


Imperador Maximilien I anunciando sua abdicação ao trono perante Sua Santidade, o Primaz Ortodoxo Marcos III de Piratininga.

Junto com este possível aparecimento, outra notícia abalou o império, após três semanas de desaparecimento, o Imperador Pedro III, membro e chefe da Casa Imperial dos Bragança (ramo de São Paulo) abdicou ao trono e o seu próprio direito sucessório à Coroa dos Bandeirantes, porém não renunciando a seus títulos nobiliárquicos ou o direito sucessório de seus familiares. No Hospital das Clínicas de São Paulo, a comissão médica que trata do príncipe Massimiliano de Piratininga informou que o mesmo saiu do estado de coma hoje pela madrugada, o que fez com que Nacionalistas (quer sejam republicanos moderados ou monarquistas) respirassem mais aliviados, fazendo com que enfraquecesse o já debilitado e descreditado movimento republicano carioca e acabando por esvaziar a "República da Guanabara".

Já na Comissão Interregional - formada por militares cariocas e paulistas, chegaram à primeira solução, quer seja o sistema a ser adotado, o Pacto Federativo junto a Autonomia Regional serão respeitados e a União Nacional será garantida. O primeiro passo foi dado. Alea Jacta Est.
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Seg Nov 05, 2012 4:56 am

Já fazia duas semanas que a Comissão Mista das Juntas Militares do Rio de Janeiro e São Paulo, se reuniam diariamente no Palácio dos Campos Elíseos e nada resolviam. A Juventude, como sempre, tinha fome e pressa, pois acreditavam que estavam perdendo um tempo precioso, agora a essa altura do campeonato não havia mais republicanos ou monarquistas na sociedade, mas sim separatistas e federalistas.

Os Separatistas acreditavam que o Rio e São Paulo deveriam um se separar do outro e tentar a própria sorte - acreditavam ser uma Tchecoslováquia da vida – e cada um decidisse por si se seriam republicanos ou monarquistas. Enquanto os federalistas acreditavam que deveria se manter um estado nacional, forte e soberano com Rio, São Paulo e Brasília, também independente de ser república ou monarquia.

Os Monarquistas do Rio de Janeiro, se dividiram com a “tomada da Guanabara”, em dois grupos: Liberais – mais próximos dos republicanos cariocas, por serem exclusivamente extremistas – e os Conservadores – mais próximos dos monarquistas e republicanos paulistas, por serem mais moderados.
Com essa divisão, havia duas divisões políticas então: Radicais e Moderados, não mais republicanos e monarquistas.


Foto dos Bastidores: Ulysses Guimarães, Franco Montoro e Tancredo Neves discutindo o futuro do movimento republicano e a recém adesão da juventude.


Os Moderados eram liderados por ícones políticos como Franco Montoro, Faria Lima e Ulysses Guimarães, enquanto os Radicais eram liderados por Carlos Lacerda, Chico Suplicy e o Almirante Joaquim Navarro.

Essas reviravoltas foi com que fizeram com que a juventude paulista e carioca saíssem as ruas para pedir “União Nacional” e “Democracia Já”, como consequência, um choque político. Isso fez com que desde os setores mais conservadores aos setores mais liberais da sociedade apoiassem um remédio “dolorido como Bezetacil 500”, a instalação de uma república federal com um “presidencialismo de coalizão” – um parlamentarismo às avessas.
Com milhões de jovens às portas dos palácios, ficou difícil negar.



Jovens Paulistas caminhando sobre a Av. Tiradentes, a principal via entre a Zona Norte e o Centro da Capital Imperial

Monarquistas mais radicais, ligados à Casa dos Piratininga, formaram um grupo armado que pretendem separar o extremo-norte da Ilha de São Paulo, desta nova nação, região aonde 100% da população é monarquista radical (os moderados e republicanos foram “eliminados”).


Jovens Cariocas fazendo um ato na Cinelândia, principal palco de manifestações políticas no Centro do Rio de Janeiro

Antes de haver eleição, haverá um “Gabinete de Transição”, composto pelos três comandantes militares, pelos três últimos primeiro-ministros e pelos três últimos presidentes do Congresso Nacional. Além da formação e eleição de uma “Assembléia Nacional Constituinte”, que o Gabinete de Transição deve organizar.

Habemus Pax, Habemos Res publica!


Última edição por São Paulo em Seg Nov 12, 2012 1:48 am, editado 1 vez(es)
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Ter Nov 06, 2012 8:06 am

Enquanto dura a balbúrdia de São Paulo, a que Osório tão "carinhosamente" aplidou de Do Samba de Bêbados, as fronteiras com o Algarve "fortificam-se" fortemente, vendo-se os já costumeiros Batalhões da Guarda Nacional, e Regimentos locais a patrulhar a fronteira. Não se sabe o que virá daqueles lados, e a velha questão da Guerra de Secessão ainda não foi esquecida. Os Neo-Setembristas até já deturpam o velho ditado português do "De Espanha, nem bom vento... Nem bom casamento!" para "De Piratininga, nem bom vento... Nem bom casamento!".

No entanto o governo continua, escabrunhosamente e à vista da comunidade internacional a apoiar os republicanos radicais, movendo esforços diplomáticos e abrindo portas a todos para os apoiar naquilo que for preciso.

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Ter Nov 20, 2012 6:56 pm

A ideia de "republicanização" não foi bem recebida pelos Militares. Estes, liderados pelos irmãos Faria Lima, o Brigadeiro José Vicente de Faria Lima e o General Antônio de Faria Lima, iniciaram uma operação na condição de "Protetores do Estado Paulista", vasculhando as contas dos integrantes e apoiadores do Movimento Republicano, em especial os radicais. Os Republicanos Radicais foram acusados pelo Ministério Público Imperial de São Paulo, como resultado das investigações da Força Pública do Estado de São Paulo e do Serviço de Inteligência do Exército, pelos crimes de terrorismo, lavagem de dinheiro, crime contra a segurança nacional, crime contra a união nacional, lesa-majestade além de apontar a ligação do Movimento Republicano, em especial o grupo radical "Clube Republicano 25 de Março" ao atentado terrorista contra o Príncipe Massimo de Piratininga, no Aeroporto do Campo de Marte há quatro meses.

Recentes investigações do COAF, mostram movimentações financeiras suspeitas oriundas de laranjas do governo liberal português aos Radicais Republicanos. Como consequência, o General Faria Lima, em conjunto à Junta Militar decretou estado de defesa para acabar de uma vez por todas essa crise institucional que assola o país há um ano.



General Faria Lima anunciando a "Novembrada" - O Programa de Retificação da Ordem Nacional

Também, para ajudar, o Príncipe Massimo de Piratininga saiu do Coma e já está pronto para receber alta, segundo a Assessoria de Imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo. O banqueiro Joseph Safra, dono do Banco Safra, o maior banco privado do país, declarou que vai liberar às investigações do COAF todas as informações existentes sobre toda e qualquer movimentação financeira considerada suspeita, oriunda de republicanos ou não.

O Deputado Jorge Aziz, ex-Primeiro Ministro, declarou que formará um governo de coalizão com republicanos moderados e monarquistas para ajudar a libertar o país da crise. Tal medida foi ovacionada no congresso da recém formada "Frente Nacional de Restauração". Já entre os líderes populares republicanos, Franco Montoro e Tancredo Neves, acreditam que "precisamos refundar a nação".


Última edição por São Paulo em Seg Nov 26, 2012 3:34 pm, editado 1 vez(es)
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Qua Nov 21, 2012 11:38 pm

Em Lisboa, no Soberano Congresso, os Integralistas impugnam o envolvimento do governo com as rebeliões em São Paulo, ao que se gera mais uma vez um debate áspero. Um dos deputados, fardado com a farda da Guarda Nacional (coisa comum), chegou mesmo a ameaçar que fazia entrar no hemiciclo um pelotão da Guarda Nacional para os "fuzilar na hora".
No entanto, à parte os Integralistas, afundados na sua insignificância e com actos reduzidos a palavras, o governo Neo-Setembrista preocupa-se com a situação de São Paulo. Os radicais afundavam-se, e o projecto de "governos irmãos" começa a cair por terra...

Os militares paulistas mais uma vez estragam tudo... Mais uma vez de Lisboa surgem missivas de ajuda caso seja necessário.

Corte Real começa a ser gozado na comunicação social pró-conservadora, com o título de "Napoleãozinho", em memória de Napoleão Bonaparte que tentou impor o liberalismo por toda a Europa.

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Qui Nov 29, 2012 12:48 am


Junta Militar em Reunião, no Gabinete Presidencial em Brasília

Uma das ações dos militares ao assumirem o poder, referendados por pelo Congresso Nacional, após o fracasso da tentativa de república, resolveram estabelecer uma espécie de república não declarada, com presidente, assumindo a chefia do governo e do estado, ministros, conselho de ministros, Congresso Nacional etc. E tudo isso prometendo acabar com a Crise Institucional instalada no país desde o final da Guerra Civil Portuguesa, conhecida nos campos e plagas de Piratininga como "Guerra da Vergonha" e devolver o poder aos civis, desde que a sociedade civil organizada e seus representantes eleitos no Legislativo Nacional e Executivos e Legislativos Regionais qual a forma de governo a assumir: A República ou a Monarquia.

Pelos costumes, manteve-se a figura de um Imperador, porém com a ausência deste ou da oficialização de uma família imperial ou real, nem menos ao saber quem irá suceder se será a família de D. Pedro III ou de D. Maximilien II. Logo, tudo centralizou na figura do Presidente da Nação.

Enquanto isso sem uma explicação pública, mas aceito pela população, os republicanos radicais estavam sendo caçados e cassados feito praga em todos os escombros do Império, inclusive, da noite pro dia também entraram na lista negra dos Militares, a famigerada e temida polícia secreta e política o Serviço Reservado. Todas as fronteiras estavam fechadas, a única chance de sair da Ilha ou Continente é via os Aeroportos ou Portos, mas mesmo assim, em todo o canto haviam oficiais do Serviço de Inteligência do Exército dissolvidos entre a população.

Boatos nos bastidores dizem que os militares, em especial o presidente General Faria Lima, encontraram fortes indícios de que o Dom Sebastião Paulista estaria vivo, isso tem animado a população, reduzindo então o clima de hostilidade presente no Continente e na Ilha.

A passos curtos, porém firmes, a estabilidade institucional está voltando aos Campos de Piratininga.

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Qua Dez 19, 2012 6:49 am

Após ser mantido por cinco anos em estado desumano, Adolfo Maximilien, almirante da reserva, 58 anos, monarca afastado por um sequestro e uma morte forjada pelo Clube dos Republicanos 25 de Março deu a este homem uma força extraordinária. Após seu resgate, fora enviado imediatamente ao Hospital das Clínicas, o maior hospital de todo o país ficou sob tratamento médico pesado por duas semanas até que ficasse parcialmente recuperado.

O General Antônio de Faria Lima, Presidente da Nação e Líder da Junta Militar Provisória em Cadeia Nacional de Rádio e Televisão conclamou a população às Urnas para decidirem em um Plebiscito não obrigatório, se desejavam uma República Parlamentar ou Presidencialista ou senão o retorno da Monarquia. A Monarquia após três dias de votação, com incríveis 78% de eleitores participantes, maior registro de comparecimento eleitoral da história da nação, venceu com 63,50% de votos, contra 32% da República (sendo o resto com voto em Branco).

Em um segundo turno, a população escolheu quem deveria ser a Casa Dinástica a Ocupar o Trono dos Bandeirantes. Os Orleans e Bragança ou os Piratininga-Bueno. Com 51,50% dos votos, venceu a Casa de Piratininga-Bueno, sendo que o sucessor direto ao trono é o recém-resgatado D. Maximilien I ou em seu nome civil, Adolfo Maximilien de Piratininga-Bueno.

Maximilien ao tomar ciência dessa notícia, saiu do refeitório do Hospital, ligou seu rádio de bolso, sintonizou na frequência 1.230 AM, da Rádio Capital (Uma rádio notoriamente republicana) e ficou pálido e parou no meio do corredor ao escutar o locutor dizendo:
Os simpatizantes à Monarquia, que acompanhavam a apuração em um telão na Praça da Sé, no Centro da Capital Paulista, se dirigem agora, centenas de milhares, as mesmas que carregaram o Caixão do Imperador, em direção ao Palácio dos Campos Elíseos, esperando uma resposta do Aclamado Rei Maximilien I de Piratininga.

O Rei, derrubou seu rádio no chão, saiu correndo em direção do seu dormitório berrando pelo seu ajudante-de-ordens exigiu a sua roupa imediatamente, vestindo uma calça jeans surrada, uma camisa social branca e um blazer azul marinho. Agradeceu aos médicos e tomou um taxi rumo ao Palácio. Novamente São Paulo observava seu jeito idiossincrático de fazer política, de uma forma passional, entendendo a condução dos negócios da administração pública como um dever sacro e seu compromisso com a população, um dever.

Ao chegar próximo à multidão, na Avenida Rio Branco, desceu do Taxi, pagou os 35 Reais da corrida, e foi andando lentamente, com seu ajudante de ordens ao lado praticamente em estado catatônico, pois Adolfo Maximilien não admitia segurança ou escolta. Era ali como se fosse um Pai e seus Filhos. (CONTINUA)

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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  São Paulo em Sex Dez 21, 2012 3:56 am

De forma quase que cinematográfica, Maximilien fora reconhecido no meio da multidão e conduzido por ela ao ponto mais alto no meio da avenida. Comerciantes da Av. Rio Branco, cederam caixas e mesas transformando num palanque improvisado e ali o povo exigiu que fizesse um discurso.


O Palanque Montado e as Massas

Meus Amigos e Minhas Amigas!
Companheiros e Concidadãos da Terra Paulista!

Após anos que fora trancafiado por facínoras que queriam o fim da revolução que estávamos iniciando em nossa gloriosa nação. Acreditei por um tempo, após inúmeras manobras destes golpistas, que de fato a república era inevitável, que este era o anseio do povo, o povo hoje que está reunido como assembléia nesse passeio público. Acreditei que aqueles golpistas, aqueles calhordas realmente estavam junto a nós, o Povo Paulista.

Mas hoje, pelo olhar de cada um de vocês, de cada trabalhador e trabalhadora, vejo que nossa Nação quer mudar, mudar de volta para o Rumo que estava tendo, um rumo para um novo horizonte, para uma perspectiva de nação. Quase destruíram este país, mas NÃO PASSARÃO por aqui novamente, porque comigo não deixarei que a vida de um trabalhador seja sacrificado por desejos de uma elite cretina que quer que essa pátria e vocês sejam escravos, que sejamos como em tempos remotos, colônia de Portugal. Mas NÃO PASSARÃO! Só por cima do meu cadáver!

Agradeço a confiança que cada um de vocês me deram neste plebiscito, prometo mais uma vez, irei honrar cada voto. Não desejo nenhuma cerimônia como na primeira vez em que fui coroa, pois quem está me coroando são vocês, o povo! Agradeço de coração a cada um dos homens e mulheres que lutaram para me resgatar e para aqueles, que mesmo republicanos, mas foram honestos com a pátria. Os Republicanos Radicais do Clube Republicano 25 de Março, cito como exemplo o traidor Carlos Lacerda, estes facínoras serão julgados pelos crimes que cometeram contra o povo, contra os trabalhadores e contra a pátria e os republicanos do Movimento Democrático, como o Dr. Ulysses Guimarães, o senhor Tancredo Neves e o professor Franco Montoro serão condecorados e sempre lembrados no mármore da história, como heróis que ajudaram essa nação a reconduzir ao progresso.

Ao entrar na porta deste palácio - o dos Campos Elíseos - vou reformar toda a nação, irei promover as tão desejadas reformas estruturantes: a reforma agrária, a reforma tributária, a reforma política, administrativa e eleitoral. Pois a Voz do Povo é a Voz de Deus! Vamos Juntos, Companheiros e Companheiras! Vamos mudar a história deste país!

Após o discurso, o seu Maximilien desceu do palanque, cumprimentou os que estavam em seu caminho e foi andando até as portas do Palácio. Lá dentro, fora recepcionado pelos soldados da Guarda Bandeirante, fez questão de cumprimentar cada soldado, cada funcionário e cada homem e mulher que ali estava. Subiu ao seu empoeirado gabinete, que não havia sido mexido desde que desapareceu e foi dado como morto, nem pelos seus sucessores, seu filho, o Príncipe Maximilien II e o Príncipe Pedro III de Bragança, lavou na pia do banheiro seu copo de uísque, pediu um gelo a sua secretária que ainda chorava desacreditada e enquanto isso foi ao púlpito do seu gabinete e cumprimentou novamente a população e gritou: Que Deus salve o Povo! Que Deus salve a Pátria! Até que se retirou, sua secretária o chamou, com os gelos em uma vasilha, ele agradeceu, pediu para ela se sentar em seu sofá, preparou seu Uísque e a disse com um tom profético mas com seu jeitão mezzo militaresco e mezzo italianado (como é o sotaque de quem cresceu na Zona Norte da Capital): Esse país vai mudar, ou pelo amor ou pela Bala!


Maximilien no Púlpito do Palácio dos Campos Elíseos

Antes dela sair, pediu para que ela ligasse para o Professor Franco Montoro, para o Tancredo e para Ulysses, disse que lhes tinha uma novidade. Assim encerrava a era de instabilidade e iniciava a Era do Populismo e Nacionalismo Monárquico.
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Re: A Crise Institucional Paulista

Mensagem  Portugal em Sab Dez 29, 2012 11:16 am

Em Lisboa, o "Ministerio Osorio", depois da derrocada dos republicanos e os seus excessos perde poder. Osorio sabe bem queem breve podera vir a ser demitido pela regente. Por seu turno a ala moderada dos neo-setembristas fica satisfeita pelo regresso de Maaximilien...

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Re: A Crise Institucional Paulista

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