Guerra de Secessão Portuguesa

Página 3 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte

Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Nova Salvador em Qua Jul 11, 2012 12:25 am

Sarvoya escreveu:A Confederação de Sarvoya emite em um comunicado público para Nova Salvador que o bloqueio do comércio marítimo de San Andreas com o Grande Continente não será tolerado. E apela aos outros países que intervenham diplomaticamente contra a atitude exagerada dos soteropolitanos.

Com a declaração de guerra expedida contra Piratininga, um aliado, vou manter o bloqueio, posso até desocupar as águas territoriais de Hecal, se Hecal assim solicitar, contudo, deslocarei as tropas para território soteropolitano.

Secretamente o Almirante Tamandaré ordena que a frota seja movimentada para território soteropolitano.





avatar
Nova Salvador

Mensagens : 626

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Qua Jul 11, 2012 1:04 am

O Conselho Real de Defesa do Reino Unido de Piratininga, responsável pelo comando das tropas paulistas em operação, repudiaram em nota conjunta com a Secretaria de Negócios Estrangeiros e com o Congresso Nacional a atitude considerada "desmesurada" e "quixotesca" de Nova Salvador em relação a Sarvoya, porém, compreende que uma medida enérgica deva ser tomada visto o risco que Sarvoya representa no presente momento a própria integridade nacional paulista e a integridade neosoteropolitana.

Também como consequência das derrotas diplomáticas no cenário internacional, o Senado Imperial exonerou o Regente Imperial considerado como "incompetente" e nomeou o diplomata Celso Lafer como Regente Imperial da Coroa Paulista.


Celso Lafer, então presidente da Escola de Formação Diplomática Barão de Rio Branco, no Palácio do Itamaraty em Brasília

Em primeira medida, Dr. Lafer comunicou ao Imperador Maximilien II que coordena as operações diretamente de Portugal que demitiu o General-Comandante do Conselho Real de Defesa, o General Euclides Figueiredo, mantendo-o apenas como comandante do I Exército e no lugar foi indicado pelo Senado Federal para ocupar o lugar.

Sua primeira atitude como Regente Imperial e Comandante do Conselho Real de Defesa foi enviar uma missiva à Vigo informando ao Estado Galego que nenhum militar paulista entrará em solo galego ou chegará perto da Galiza, em respeito à soberania nacional da Galiza pedindo desculpas oficiais em nome de todo o governo e de todo o povo paulista, porém novamente reforça a posição que "é inaceitável uma nação civilizada, desenvolvida e democrática aceite e seja passivo que adentrem território nacional um grupo político - os neo-setembristas - que tentou cometer um regicídio seguido de um golpe de estado".

Em seguida despachou um comunicado público à Sarvoya, utilizando-se de seu poder imperial e militar, para informar que reforça que não aceitará calúnias e mentiras contra São Paulo e que também não aceitará como válida e legítima a Declaração de Guerra por não ter ocorrido um "Causus Bellis" pelo lado paulista e sim uma provocação à autoridades militares paulistas por partes sarvoyas que foram respondidas da mesma forma pelos mesmos militares provocados e não por uma autoridade diplomática ou militar mas que qualquer agressão será respondida da mesma forma. Concluiu, que enquanto Sarvoya manter essa atitude considerada "Ridícula, infantil e descompensada" não irá permitir que qualquer navio que tenha aportado anteriormente em portos de Sarvoya, de bandeira sarvoya ou que contenham produtos originários de Sarvoya passem por São Paulo ou pelo Estreito de Piratininga.

Para finalizar a sessão de despachos internacionais, enviou uma missiva secreta para Lapália solicitando apoio para o reestabelecimento da Ordem Pública, Política e Social em Portugal para evitar que se ocorra um regicídio, um banho de sangue e um golpe de estado como fora tentado pelo grupo político neo-setembrista e para evitar que medidas enérgicas e desmesuradas como a de Nova Salvador tenham um grande efeito como tem tido.


avatar
São Paulo

Mensagens : 466

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Galiza em Qua Jul 11, 2012 7:27 am

Piratininga escreveu:é inaceitável uma nação civilizada, desenvolvida e democrática aceite e seja passivo que adentrem território nacional um grupo político - os neo-setembristas - que tentou cometer um regicídio seguido de um golpe de estado".
O Presidente da Xunta lê a carta do governo paulista no seu escritório de Santiago:

- Manda carallo! O rei de Portugal suspende a constituição, dissolve o parlamento, nomea um novo governo sem legitimidade constitucional e inícia uma "caça às bruxas" quase genocida contra um grupo político... e estes gajos dizem que os "golpistas" são os outros! Shocked

- Também é engraçado que falem de nações "civilizadas, desenvolvidas e democráticas" ao tempo que estão a defender os integralistas - diz o Vice-presidente da Xunta, que está com ele Laughing

- E você ouviu qualquer coisa de uma tentativa de regicídio em Portugal?

- Isso não é mais do que propaganda, pá. O Bragança têm que justificar seu golpe de jeito qualquer. Mas pronto, o qué havemos responder a esta carta?

- Responder? Nada, pá! O melhor é que ninguém saiba que nós estamos cá e que esta merda toda acabe o antes possível.
avatar
Galiza

Mensagens : 623

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=galiza_rp

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qua Jul 11, 2012 12:25 pm

Em Coimbra as reacções são "anfíbias"... Enquanto uns ficam irados por ver as ruas com cadáveres de civis vítimas dos bombardeamentos, e insultam do pior os paulistas de assassinos, outros ficam cheios de medo e reagem da forma mais condescendente para com o "invasor", outros nomeadamente estudantes sempre que podem fazem contra-discurso. No geral impera o sentimento de revolta, não pela invasão, mas pelas mortes civis...

Quanto aos desertores neo-setembristas na Galiza, estranhando a brandura da Guardia Civil, quando questionados sobre a sua nacionalidade assumem todos "Africanos!!! Somos cidadãos da Confederação Africana, não de Portugal". Os Guardias Civis provavelmente ficaram chocados com esta "negação", na verdade é a única arma que têm para evitar a deportação, quando os serviços estrangeiros da Confederação são confrontados com tal, alegam sempre, em defesa dos neo-setembristas detidos, que são seus cidadãos. Há uma colaboração tácita entre Galegos e Neo-Setembristas, e os neo-setembristas foragidos, em boato que corre entre si para se entregarem à Guardia Civil, fazem-no mal podem para fugir às garras das operações especiais paulistas.

Os que são capturados por paulistas e têm a desgraça de ser entregues à Guarda Real, são literalmente brutalizados para obter informações.

Por sua vez os Neo-Setembristas, devido à presença de Maximilien e do forte aparato em Lisboa, e ainda por cima por ele estar a residir no Palácio da Ajuda (palácio real português), há uma contra campanha violenta dirigida aos portugueses afirmando que "Maximilien é quem dirige os negócios do país, e os paulistas é que são senhores da nação!" Tem o seu grau de impacto, ainda para mais quando sabem que perante uma comitiva Lapália quem dirige as negociações é Maximilien II... Alguns sectores da sociedade portuguesa ficam apreensivos quanto ao caso...

Os soteropolitanos, mal pisam solo de Moçambique são recebidos por diversos Batalhões da Guarda Nacional que dão resposta bastante agressiva e violenta, e com ajuda de blindados apoiados por caças de ataque ao solo. As tropas estão altamente moralizadas, e acima de tudo doutrinadas. Identificam Bertochi como um "Tirano", portanto alguém que lhes vêm tirar a Liberdade, portanto guerra é a resposta.

As tropas de Linha, aproveitando o bom sistema de linhas férreas, começa a ser transferido para a zona de ataque soteropolitano.

A população ignora toda e qualquer propaganda anti-neosetembrista, inclusivé os panfletos, rasgam-nos e atiram-nos em grandes fogueiras, filmam tudo e colocam na internet para os soteropolitanos verem. Em mensagens de internet, são claros:

"Rua! Não vos queremos em Moçambique veneradores de Tiranos!"

Numa comunicação dirigida à comunidade internacional, a Confederação Africana alega que os seus cidadãos estão a ser vitimas de "perseguição política", além disso que as fronteiras nacionais estão a ser agredidas "sem justa causa, e por mero capricho do Imperador Bertochi", tendo a Confederação movido "todos os meios diplomáticos" para "apelar ao bom senso de Sua Majestade Imperial de forma a evitar esta agressão racional", e frisa que "não constitui nenhuma ameaça" pelo que esta agressão é infundamentada, e de "má-fé".

Além disso, em nota diplomática condenou a atitude de Bertochi em prender o Primeiro Ministro de Sarvoya, considerando este acto "digno de um Tirano que não dispõe em pleno de suas capacidades de sanidade mental".

Aos observadores Lapálios, os Neo-Setembristas fazem o chorrilho descomunal em tom de zaragata quase de feira ou mercado sobre reclamações quanto ao seu tratamento, chamam aos detentores de: "Mentecaptos", "brutos", "tiranos", "idiotas sem sentido de responsabilidade", "comida que nem um cão comia", "maus tratos"... Entre outras coisas. Provavelmente os observadores saiam surdos dos presidios...

Em conversação no Congresso Continental Africano, e por motivos de "segurança nacional", há a hipótese de que caso Nova Salvador não cesse os ataques por via territorial contra Angola e Moçambique se inicie uma ofensiva de grande envergadura, com vista a uma anexação dos territórios soteropolitanos em África.

No Alentejo as coisas azedam do pior... A população sabendo do "regabofe" de Coimbra, Aveiro e Porto amotina-se contra os paulistas, chamamdo-os de invasores e começa uma autêntica entifada contra os soldados paulistas.
Pedradas, tiros com armas de caça, emboscadas a tropas isoladas promovidas espontaneamente por populares estão na ordem do dia. A mais chocante deu-se em Cuba, no Alentejo, onde um soldado paulista dado como desaparecido foi encontrado empalado num pau à porta da vila. As autoridades portuguesas estão aflitas com semelhante acto, pois temem uma onda de violência de "gato-rato" entre alentejanos e paulistas.

Em Lisboa, há motins populares contra o regime Integralista, havendo nessa cidade autênticas cenas de pancadaria entre apoiantes do integralismo e neo-setembristas.

No Porto, resiste-se heroicamente contra os paulistas, com a população a pegar em armas, a fortificar a cidade da melhor maneira. Reconstruiu-se a Guarda Nacional no Porto, a Câmara Municipal Integralista caiu definitivamente, tendo constituído uma Junta do Governo do Porto para governar os territórios "libertados".

A Guarda Real do Porto, é totalmente detida e desarmada e os seus militares atirados ao rio Douro, mais as autoridades Integralistas. Naturalmente nadam de forma desesperada para Gaia onde ainda há presença de Integralistas.

_________________
avatar
Portugal

Mensagens : 505

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=portusgaal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Almada em Qui Jul 12, 2012 3:03 am

Os eventos internacionais fazem renascer em Almada os antigos sentimentos isolacionistas. O povo não quer saber de guerras nem de colónias nem de reis e golpes de estado. O governo vai respondendo a todos os diplomatas com uma espécie de "vamos aguardar e ver no que dá" independentemente dos desenvolvimentos no terreno.

O Ministério da Administração Interna aumenta a emissão de vistos de entrada no país para cidadãos portugueses.
avatar
Almada
Admin

Mensagens : 751

Ver perfil do usuário http://nsportugal.forumeiro.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Qui Jul 12, 2012 5:29 am

Em São Paulo, as notícias que chegavam não eram nada animadoras. Primeiro era a população voltando-se contra as tropas paulistas e chegando ao cúmulo da incivilidade em empalando (!!!!!) um soldado paulista no Algarve, o Senado cogitava avaliar até mesmo os poderes reais do recém entronado Imperador. O Imperador Maximilien II recebeu a notícia por celular, nem chegou a iniciar a visita ao centro de detenção junto ao cônsul lapálio, Sr. DeGaulle, deu meia volta no caminho e disse: Esta guerra, por São Paulo, terminou.

Chegando novamente ao Palácio da Ajuda, em Lisboa, encontrou de imediato o General Figueiredo e deu ordens para retirada imediata das tropas para Lisboa
e outra parte para dentro de território nacional paulista. Ao almirante Saldanha da Gama, a mesma metade para Lisboa e outra metade ao mar territorial paulista.

Maximilien procurou o Rei Dom Afonso e foi curto e grosso com ele: Afonso! A situação está irreversível, ou você vem comigo pra São Paulo ou você irá morrer ou ser preso e deportado nas mãos dos neo-setembristas venha comigo pra São Paulo! É agora ou depois será num caixão. Só saio desta sala com uma resposta tua e não aceito um não como resposta. Remanejei as tropas para Lisboa para garantir a nossa integridade física, mas sua integridade política e sua coroa é impossível de manter. O Senado, em São Paulo, já deixou claro à imprensa, ou vamos embora, ou quem será o destronado desta vez serei eu. Vam'bora!

Como resposta ao empalamento no Algarve, o Imperador Maximilien II ordenou para que "fossem caçados até no inferno" os culpados disso, para isso enviou os melhores agentes de inteligência para encontrar TODOS os culpados, dessa barbárie. Já que as tropas paulistas não cometeram sequer uma ofensa aos alentejanos.


Última edição por Piratininga em Qui Jul 12, 2012 5:39 pm, editado 1 vez(es)
avatar
São Paulo

Mensagens : 466

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Nova Salvador em Qui Jul 12, 2012 10:36 am

As tropas soteropolitanas recuam, não há muitos feridos, apenas 100 soldados foram alvejados, outros 100 desertaram.

Ao voltar para Nova Salvador mais especificamente para Aracaju, levam os prisioneiros para a zona de fronteira (do lado soteropolitano da fronteira) abrem uma imensa cratera e arremessam os presos lá dentro, Após acomodar os presos na cratera, todos amarrados, ateia-se fogo na cratera,



O recado era claro, não ousem cruzar a fronteira.

Após a execução dos presos, 1/3 dos soldados se dirige a zona de fronteira com Sarvoya, mantém-se aquartelados em território soteropolitano, prontos para uma eventual invasão.
avatar
Nova Salvador

Mensagens : 626

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Rokolev em Qui Jul 12, 2012 11:59 am

Nova Salvador escreveu:O recado era claro, não ousem cruzar a fronteira.

ooc: É possível ver isso do lado Português da fronteira?
Quantas e que tipo de pessoas foram?
avatar
Rokolev

Mensagens : 347

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=gothorum

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Nova Salvador em Qui Jul 12, 2012 12:16 pm

Daichi escreveu:
Nova Salvador escreveu:O recado era claro, não ousem cruzar a fronteira.

ooc: É possível ver isso do lado Português da fronteira?
Quantas e que tipo de pessoas foram?

ooc: É possível ver um incêndio, mas não que o combustível são humanos, queimadas são comuns p/ criação de pasto
Já o número de pessoas eram 100 pessoas, consideradas líderes do movimento Neo-Setembristas,
avatar
Nova Salvador

Mensagens : 626

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Rokolev em Qui Jul 12, 2012 12:23 pm

Nova Salvador escreveu:ooc: É possível ver um incêndio, mas não que o combustível são humanos, queimadas são comuns p/ criação de pasto
Já o número de pessoas eram 100 pessoas, consideradas líderes do movimento Neo-Setembristas,

ooc:Então não faz sentido dizeres algo como "O recado era claro" porque do outro lado só se ver umas chamas e fumo (e a fronteira tem milhares de kilometros) e há mil e uma formas de atear um incêndio Neutral

Ah, e não podes alegar que eram líderes Neo-Setembristas, nada disso foi dito no RP, o que se passou foi unicamente que mal os teus soldados pisaram o solo colonial Português foram recebidos com tiros. Depois disto tu retiraste.
Estás basicamente a raptar cidadãos do Nuno sem a sua autorização. Gostavas que eu simplesmente escrevesse que tinha raptado o teu Governo e depois os executado?
avatar
Rokolev

Mensagens : 347

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=gothorum

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 12, 2012 6:25 pm

A Guarda Nacional, perante a rechaça dos soteropolitanos, faz uma festa. A moral Neo-Setembrista sobe rápidamente, agora os camaradas capturados é que importava recuperar, para todos os efeitos eram civis... São providenciadas diligências por parte dos comandantes dos corpos, com propostas de trocas de prisioneiros. A resposta tarda em vir, e os boatos correm... Dizem que foram queimados vivos!!! As autoridades da Confederação nem querem acreditar no que ouvem! Como os Neo-Setembristas se pautam por altos padrões de civilidade e justiça, remetem os prisioneiros soteropolitanos para uma prisão. Mas chegam ao cúmulo de os separar dos prisioneiros integralistas, pois com semelhantes bárbaros até têm pena dos seus arquiinimigos políticos.

As fronteiras com o território africano de Nova Salvador são reforçadas, em África as notícias do boato correm à velocidade da luz, e o público está indignado com semelhante atitude.

No entanto os culpados da morte do soldado paulista por empalamento são capturados pelas equipes especiais de São Paulo, o chocante é saberem quem são. Duas mulheres, que se encontravam armadas no momento, operárias agrícolas, um homem, por sua vez um caixeiro, e o mais chocante ainda, o cabecilha era um polícia da Guarda Municipal de Cuba! O resto foram assistência, e constavam de 15 pessoas entre homens e mulheres, e de certa forma cúmplices do crime. Estão assustados, e aterrorizados, o Guarda Municipal parece contudo muito frio, não respondendo a qualquer pergunta e olhando sempre com desdém para os captores.

Nos centros de detenção correm boatos que os Paulistas vão-se retirar. Começam a decorrer motins, com um basqueiral enorme. O mais comum é cantarem o Hino Constitucional para provocarem os Integralistas, alguns Guardas Reais perdem a cabeça e pregam uns tabefes em alguns prisioneiros, pelo que os seus colegas respondem com cuspidelas, e atiram-lhes com canecas e colheres. A própria Guarda Real que auxilia os paulistas nestes centros de detenção apela de forma desesperada para que aumentem os efectivos, ou então está na eminência de haver uma insurreição armada na cadeia os guardas paulistas e portugueses vão ser linchados ou espancados até a morte.

No Alentejo a parada sobe de tom. Em Setúbal, cidade operária, depois de saber da detenção dos alentejanos começa um motim num bar local, curiosamente iniciado por indivíduos completamente alcoolizados. Bastava um mote à população local para explodir a revolta, e coincidindo com a saída das tropas paulistas, a população toma a Câmara Municipal, e forma uma Junta. A Junta de Ordem Pública de Setúbal.


Em Lisboa ocorrem diversos atentados à bomba, e inclusive ataques armados violentos sobre patrulhas luso-paulistas. Toda a gente culpa os Neo-Setembristas, na prisão a Guarda Real e agentes da Intendencia da Polícia torturam os mais proeminentes Neo-Setembristas até ao desespero, há berros nos corredores. Os portugueses entregam os depoimentos aos paulistas, é impossível serem Neo-Setembristas, aliás isso nem é um método deles! Quase um dia depois uma declaração deixada na Câmara Municipal de Lisboa, afirma que estes atentados foram realizados por um grupo chamado "Exército Republicano Português". As suspeitas eram claras, os republicanos erguiam-se das cinzas para tentarem restaurar a república, panfletos de propaganda republicana são distribuídos e assinados em nome do "Partido Republicano Português (Reconstituído)". Os Republicanos sempre foram conhecidos pelos seus métodos bárbaros de ataque contra autoridades, sejam elas militares ou civis.


No Palácio da Ajuda, D. Afonso VIII não conseguia esconder o seu terror. Pairava um clima de "Revolução", e temia pela sua vida. Os atentados republicanos fizeram reviver um medo em D. Afonso... Um 5 de Outubro de 1910 repetido de novo. Há boatos no palácio que os Republicanos e Neo-Setembristas fizeram um acordo para a tomada de poder, há quem até fale que o Partido Liberal se fundiu com o Partido Republicano... Muitos boatos e especulações, na verdade infundamentadas. Mas perante o clima de terror, motivado pelos preparativos de saída dos paulistas, e natural que tais teorias da conspiração prosperem.

Com a saída dos paulistas, os Neo-Setembristas da Junta do Porto iniciam um assalto sobre Braga tentando os diversos Batalhões da Guarda Nacional do Porto tomar o Minho. Em Coimbra, regressam de novo os Batalhões Académicos mais os Batalhões Nacionais e há combates de rua violentos contra o Exército Integralista, que está em clara desvantagem numérica.

Aveiro, e as suas forças fazem uma espécie de "tampão" para proteger o porto, tentando conquistar terreno até Gaia.

_________________
avatar
Portugal

Mensagens : 505

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=portusgaal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Qui Jul 12, 2012 7:17 pm

A Ordem que o General Figueiredo deu é uma ordem clara: "a cada ataque, a resposta é na base da ponta do fuzil, é na base da bala, já fomos carinhosos demais". A Situação está ficando instável, mas a cada ataque contra paulistas, está se criando um clima tenso entre a sociedade paulista, criando um certa resistência aos liberais paulistas temendo que aconteça em São Paulo o mesmo que acontece em Portugal com os Neo-Setembristas, por isso entre a classe média e a classe alta, defende-se o retorno das tropas à Portugal, que é "covardia", mover as tropas para dentro dos limites paulistas e que essa guerra "não se pode perder".

O Congresso Nacional Paulista, reuniu-se e elegeu urgentemente um novo primeiro-ministro, visto que o Brigadeiro Faria Lima estava demissionado, foi eleito o economista e ex-militar, Jorge Aziz, nacionalista moderado dos Sociais-Democratas, conhecido entre a população por apresentar um talk-show controverso por seu posicionamento conservador nacional, porém é mais um primeiro-ministro lusófilo, resistente também à retirada das tropas de Portugal. Essa foi a forma do Congresso Nacional paulista controlar os impulsos do neófito imperador.

Como uma medida para ajudar essa guerra, a Federação Paulista de Comércio, União Geral dos Trabalhadores e a Federação Paulista de Indústrias, uniram-se no discurso: São Paulo tem a obrigação e o dever moral de ajudar Portugal! Agora é guerra total, bradava um dos sindicalistas em um grande comício no Vale do Anhangabaú, no Centro da Capital Paulista, só não deu para identificar se sera um sindicalista patronal ou sindicalista dos trabalhadores, porém ambos juntos pela causa.

Entre a classe baixa, tanto faz, ainda estão sedados pela morte do Imperador morto, Maximilien I e acreditam ainda em sua classe política por isso botam fé na guerra. Cartazes da guerra civil, que manteve a monarquia contra os republicanos tem tido efeito moral como bomba nas famílias paulistas, o número de voluntários na frente dos quarteis aumentam mais, manifestações diárias pelas ruas de São Paulo bradam: Vamos marchar, vamos marchar à Lisboa, marchar! Bora Libertar! Libertar Lisboa! Bora Libertar!


Cartaz da Guerra Civil sendo reutilizado nas ruas de São Paulo anônimamente

Cai por terra as tentativas republicanas de usar o povo, o empalamento do Algarve fora associados aos neo-setembristas que são associados pelos paulistas como republicanos(!!!). Em São Paulo, a população vê essa guerra não como ocupação, mas como libertação de Portugal e que os integralistas são os "aliados do momento" e não os "aliados pra sempre".

avatar
São Paulo

Mensagens : 466

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 12, 2012 8:00 pm

O Partido Liberal, desdobra-se em esclarecimentos que os atentados de Lisboa não são de sua autoria mas de um grupo de "ratos antropoides" que não têm a dignidade de expor as suas ideias de forma cívica e através da urna de voto, recorrendo ao terror para vergar as pessoas. E que pelo terror não se consegue governar. Vangloriam-se ainda da sua dignidade em enfrentar os inimigos da Liberdade e Democracia de peito aberto e em campo aberto. A mensagem passou para a comunidade internacional.

O empalamento isolado no Alentejo, o Partido Liberal não se manifestou, contudo afirmou que esse acto deve-se a uma coisa, "à imensa pressão exercida pela presença de um invasor estrangeiro, à desculpa de causas sem fundamento, invadiu a vida dessas pessoas destruindo o seu quotidiano."

Os Integralistas respiram de alívio com o facto de os paulistas terem repensado a sua retirada. Contudo, o Patriarca D. Antão critica-os num aspecto, que bastou o facto de porem logo tropas em movimento que se perdeu o controlo total no Porto, em Coimbra e em Aveiro, e agora Setúbal está entregue nas mãos dos "piratas secessionistas".

Na propaganda de guerra Neo-Setembrista, Maximilien II e Bertochi são pintados como os "Arquitiranos", e os maiores inimigos da Democracia, e por sua vez como "Charlatães".

Imagens sobre os Guardas Nacionais queimados vivos são colocadas na internet para denunciar as barbaridades feitas por militares soteropolitanos contra prisioneiros de guerra, ainda por cima civis. Países democráticos como Sarvoya, Novo Japão, Lapália e Astártia são quem mais a Confederação Africana apela a.

Em nenhuma campanha se ataca a figura de El Rei D. Afonso VIII, contudo a sua imagem está desgastada e descredibilizada em Angola especialmente. Por seu turno, a Duquesa de Loulé, como Rainha da Confederação Africana é tida como uma heroína, movendo esforços descomunais para moralizar as tropas através de discursos inflamados, visitas a hospitais, visitas a diversos locais. A sua presença, e acima de tudo o seu modus operandi de monarca do século XXI infunde inspiração entre os soldados. Há quem lhe chame a "Joana d'Arc" portuguesa, ou então "Napoleão de Saias", pela boca dos Integralistas.

Os Regimentos desertores de Portugal estão plenamente organizados na Confederação Africana, e já fazem parte do Exército Confederado. Agora os grandes vultos militares confederados, como o Marechal Antonio Lopez e o Marechal Pablo Martinez fazem uma estratégia para resolver os problemas.

Lopez é adepto de se invadir o território soteropolitano africano antes que estes façam desembarques em massa de tropas para abafar a confederação. Martinez por seu turno é adepto de uma operação relâmpago, para invadir Portugal, e deu-lhe o nome de "Dusk Till Dawn" (do Anoitecer ao Amanhecer). O nome estrangeiro é precisamente para despistar a inteligência inimiga.


A "Operation Dusk Till Dawn", a operação inicia-se na Madeira, com o objectivo de invadir por via aérea Portugal através do Minho. No Porto haverá logo resposta, o objectivo é libertar os portos minhotos com vista a fomentar um assalto sobre o sul com vista a libertar Coimbra da pressão militar. Ao mesmo tempo paraquedistas aterram na serra Algarvia e daí com o auxilio da população alentejana tenta-se ter o controlo do sul. Os pescadores do Algarve são favoráveis ao Neo-Setembrismo, apesar de não se manifestarem.

O Brigadeiro Corte Real, agora Marechal General, e Chefe de Estado Maior do Exército Confederado Africano, pede um tempo para apreciar os dois pontos de vista. O que o traumatiza é a presença Soteropolitana e Paulista que está a estragar os planos, contudo Sarvoya poderá ser extremamente útil...





Guerrilha (Estudantes e Civis) de Coimbra, retoma a cidade expulsando os Integralistas.


Milícias indígenas de Moçambique, a norte patrulhando a fronteira. Bons conhecedores do terreno, e muito adaptados à savana, e com boa experiência em sobreviver nessas paragens. Os Régulos(lideres tribais) são fervorosos apoiantes da Confederação Africana, tomando papel activo na política interna.


Batalhões da Guarda Nacional do Porto a penetrar no Minho. Apesar de não possuírem uniforme, dada a escassez de meios e falta de tempo, são facilmente reconhecidos dos paulistas e integralistas na medida em que usam um misto de uniforme militar e roupa civil.

_________________
avatar
Portugal

Mensagens : 505

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=portusgaal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Nova Salvador em Qui Jul 12, 2012 9:15 pm

O Imperador que não sabia do fato ocorrido em Aracaju, classificou a atitude do Marechal Nascimento ao queimar os prisioneiros de MOTIM, pois tal ato foi feito sem o consentimento do Imperador, nem tampouco do Senado do Império.
avatar
Nova Salvador

Mensagens : 626

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 12, 2012 10:09 pm

Notícias chegam à Junta do Porto, que assume um papel de primazia em Portugal, quase como de Governo Provisório. A notícia é clara, Lapália vai entrar na guerra ao lado da Confederação Africana. Lapália é um poderoso estado, com velhas tradições democráticas ligadas ao Liberalismo, sendo isso havia que se preparar para o grande embate... São Paulo iria repostar com violência!



Os arredores do Porto são fortificados. A cidade é grande e opulenta, e está prenha de munições e armas de fogo de toda a espécie, os Neo-Setembristas têm muito tempo para resistir a um cerco.

Em África as respostas são óbvias... Prepara-se uma invasão do continente.



Centenas de para-militares da Guarda Nacional, mais os regimentos do Exército Confederado preparam-se para em breve embarcarem na aventura...

Em Portugal, o Exército Real (Integralista) reza a todos os Santos e Almas por se livrarem da "horda dos Chiões"...



Em Coimbra, os Neo-Setembristas e os seus Batalhões Académicos e Batalhões Nacionais tentam varrer as imediações de tropas integralistas. O Professor Faria opta por juntar todas as forças em bloco para a resistência. No meio podem-se ver os característicos uniformes azuis, de pendor oitocentista da Guarda Municipal. A Guarda Municipal de Coimbra, apesar de ser um corpo de polícia civil, foi reconvertido pelo Professor Nascimento (co-comandante do Professor Faria) numa força para-militar.


D. Afonso VIII, finalmente decidiu-se, e pediu exílio para ele e seu irmão, a Maximilien II. O seu pedido extendia-se a si mais à família real portuguesa. O Marechal Duque de Ávila também insistiu o pedido, era mais seguro o rei no estrangeiro que em Lisboa com possibilidade de ser apanhado pela "horda dos Chiões".



Nova estreia heróica do Neo-Setembrismo, o "polícia-soldado" da Guarda Municipal de Coimbra, que abandonou os carros patrulhas e a esquadra na Câmara Municipal para auxiliar as forças Neo-Setembristas.

_________________
avatar
Portugal

Mensagens : 505

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=portusgaal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Sex Jul 13, 2012 12:32 am

Depois de uma longa espera, o Consulado toma finalmente a decisão de iniciar a Operação Lusitânica. Confiava-se no poder militar de Lapália, e nos seus equipamentos mais avançados que os de São Paulo. Cerca de 250 mil homens iriam entrar por Elvas nesta primeira fase da guerra. Os primeiros caças e bombardeiros de Lapália começam a entrar em Portugal às 2 da manhã, aterrando em bases neo-setembristas, de onde então partiriam para atacar o resto do país. Cerca de 500 aeronaves era o número previsto para usar nos primeiros ataques.


Entretanto, a norte uma frota da marinha prepara-se para intervir quando as tropas chegarem ao litoral. Uma frota de cruzadores e couraçados é enviada o mais discretamente possível para o Porto, para defesa. 5 submarinos são também enviados para patrulhar a área mas, por agora, sem objectivos ofensivos.




Operação de Libertação do Reino de Portugal

A Confederação dos Estados de Lapália, observando a luta do povo português contra a tirania e a ditadura, e vendo o seu desejo de democracia reprimido pela invasão estrangeira perpetrada por Piratininga e Nova Salvador, irá proceder a uma intervenção militar em Portugal Continental com o fim de libertar este país. As nossas tropas efectuarão o necessário para que as agressões estrangeiras contra portugueses parem, e para que este país vizinho e amigo possa realizar eleições livres e verdadeiramente representativas da população, elegendo um governo democrático.

A mensagem é divulgada pelos meios de comunicação. Naquela noite, o exército não ia ter descanso. Assim que os primeiros aviões de Lapália entram em Portugal, também os militares passam a fronteira, para se aquartelarem no Alentejo Neo-setembrista.

(ooc: Eu sou um pato em termos de números de aviões e barquinhos militares. Se estes números forem muito desajustados, corrijam-me, porque para mim a guerra é essencialmente ir lá fazer boom Laughing)
avatar
Lapália

Mensagens : 645

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Rokolev em Sex Jul 13, 2012 12:37 am

Lapália escreveu:(ooc: Eu sou um pato em termos de números de aviões e barquinhos militares. Se estes números forem muito desajustados, corrijam-me, porque para mim a guerra é essencialmente ir lá fazer boom Laughing)

OOC: Tendo em conta que tens mais do dobro do orçamento do 2º maior (eu), e tendo em conta que países com um orçamento baixíssimo declararam 750000 efectivos, os teus parecem-me ou muito poucos, ou muito mais realistas (eu atiro mais nesta opção).

É importante tratarmos dos números AGORA, é que como já foi dito, as pessoas andam com a mania que têm países enormes como antes, o que não é verdade..agora temos todos países pequenos.
avatar
Rokolev

Mensagens : 347

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=gothorum

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Sex Jul 13, 2012 1:04 am

Em segredo, o Imperador Maximilien II aprontou-se junto com os solicitantes de Asilo Político, El-Rei D. Afonso e toda a Família Real Portuguesa embarcaram em um avião da Viação Aérea São Paulo (VASP S.A), junto com todos seus bens diretamente ao Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida. O General Euclides Figueiredo antes da total retirada e de uma intervenção do Senado Federal, declarou concluída a Operação Pedro I e a Operação Desfolhada Portuguesa por estar garantida a segurança de D. Afonso e sua família, assim as tropas voltam à São Paulo, coincidindo, ao atingir a fronteira, com agora a invasão lapália.


Avião da VASP, escoltado pela Força Aérea Paulista

No Alentejo, os acusados e suspeitos de empalarem um soldado paulista foram meticulosamente executados e seus corpos jogados ao mar, tendo junto, os oficiais de inteligência paulista após concluída a "resposta" retornados imediatamente à São Paulo.

Ao Marechal Duque d'Ávila, fora garantido a mesma patente militar no Exército Paulista, eis a garantia à todos asilados políticos, civis ou militares, em Portugal. Títulos Acadêmicos, Nobiliárquicos e Patentes Militares reconhecidas no Estado Paulista. Simplesmente acabou.
avatar
São Paulo

Mensagens : 466

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Rokolev em Sex Jul 13, 2012 1:40 am

Em Edo o Imperador requer a presença do Primeiro Ministro, este apressa-se em se apresentar ao Tennō, no seu Palácio Imperial. Naruhito estava interessado em saber as últimas notícias do panorama internacional pela boca do PM, queria saber a sua opinião sobre a confusão e exprimir as suas intenções. Após os procedimentos tradicionais, o Imperador dirige a palavra a Kano.

Tennō - Conta-me, Kano, o que se passa na Guerra Civil de Portugal...ouvi comentários contraditórios sobre os acontecimentos, a tua palavra é sempre mais importante e fiável do que o das pessoas que me rodeiam no dia-a-dia, e a tua sabedoria mais valorizada.

PM - Tennō, de facto houve uma sequência de acontecimentos bizarros nos últimos dias. Nova Salvador decidiu atacar Moçambique para tentar derrotar os Neo-Setembristas, os ignorantes pensavam que entravam ali facilmente, mas foram recebidos a ferro e fogo e rapidamente fugiram para de onde vieram. Moçambique está bem defendido e armado até aos dentes, jamais eles iriam conseguir alguma coisa ali sem grande sacrifício. Enquanto retiravam, conta-se que incendiaram uns civis sem razão para além da simples crueldade, mas isto não está confirmado.

Tennō - Na guerra por vezes são necessárias atrocidades para destruir a motivação do inimigo ou para nos facilitar o cumprimento de objectivos, mas esse acto parece-me tão descabido como idiota. O que queriam aqueles bárbaros ganhar com isso? Certamente não deve ter feito mais do que incendiar a opinião internacional contra eles.

PM - Não faço ideia, Tennō, aqueles bárbaros conseguem ser altamente irracionais..não melhores do que animais selvagens, mas a facção dos Integralistas começa a perder o apoio internacional quase totalmente.
Continuando, Tennō...em Portugal as forças invasoras decidiram retirar-se de grande parte do país sem grande razão aparente, apenas cobardia perante a perda de apoio internacional. Este erro fez com que as forças Neo-Setembristas ganhassem controlo sobre algumas cidades do país, especialmente o Porto, a segunda maior cidade de Portugal. Lapália já declarou que vai enviar um grande número de tropas para Portugal, em apoio dos Neo-Setembristas...os de Piratininga fugiram logo, não são nada mais do que cobardes, mal vêem adversidades metem o rabo entre as pernas e fogem como plebeus falhados. De África fala-se numa invasão, mas isso ver-se-a com tempo.

Tennō - Explica-me que tens mais experiência que eu, Kano, para que foi aquela confusão toda então?

PM - Não sei, eles potenciaram ainda mais os problemas que existiam no país, aqueles mesmos que eles queriam terminar, e depois de perderem mão naquilo e o apoio internacional devido a erros primários, voltaram atrás..tenho poucas dúvidas que os Integralistas estariam melhor se nunca tivesse havido invasão. Até a Família Real de Portugal e o Imperador de Piratininga fugiram de Lisboa, que humilhação..Que devemos fazer nós, Tennō?

Tennō - Não há muito mais a fazer, os Integralistas cometeram erros atrás de erros, a sua liderança e imagem, que até podia ser boa, foi completamente minada pelos idiotas que foram, como dizem em Portugal, "mais Papistas que o Papa". Eu até apoiava os Integralistas, tu sabes Kano, mas depois de ver o que estava por trás da cortina vejo que errei. Tenho de ser mais calmo a analisar melhor as situações da próxima vez, como tu me disseste. Obrigado, Kano, a tua sabedoria é sempre útil, aprendi novamente contigo.




Os repetidos erros e humilhações da facção dos Integralistas fez com que o Imperador passasse a ter em muito baixa consideração todos eles. Os países que publicamente os apoiaram teriam grandes dificuldades em se relacionar com o Império nos tempos vindouros..
avatar
Rokolev

Mensagens : 347

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=gothorum

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Sex Jul 13, 2012 2:09 am

Primeiro a saída dos soteropolitanos, agora dos paulistas... Estes dois países são largamente ridicularizados pelos lapálios, são os "cobardes" que com medo de Lapália fugiram para casa. A sua intervenção tinha sido um falhanço; melhor para os soldados de Lapália, que tinham agora a moral levantada conforme iam entrando em Portugal...
avatar
Lapália

Mensagens : 645

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Nova Salvador em Sex Jul 13, 2012 2:19 am

O Bloqueio Naval a Sarvoya continua.

ooc: Vou transferir o conflito com Sarvoya para outro tópico...
avatar
Nova Salvador

Mensagens : 626

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Convidad em Sex Jul 13, 2012 2:41 am

O alerta geral soa por toda a República. 200.000 reservistas sao chamados e orgaizados em grupos de guerrilha comunais, orientados por oficiais do Exército Vermelho. O Exercito Vermelho mobiliza também 250.000 soldados e 2 divisões de blindados para apoio.

Lentamente, como uma máquina mal oleada e pesada, começa a peregrinação até à fronteira com Nova Salvador. As patrulhas fronteiriças são reforçadas até à chegada do Exército e a artilharia móvel é transportada por meio aéreo.




Os salvadorenses (em triestin todos lhe chamam salvadorenses porque sabem que eles nao gostam) andavam a fazer gracinhas para com os seus vizinhos, mas com o Exército Vermelho não iam fazer farinha.

Fortes campanhas de propaganda são iniciadas por toda a nação, mostrando a agressão de Nova Salvador contra os seus vizinhos do ocidente.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Astartia em Sex Jul 13, 2012 3:15 am

A crise está quase totalmente a passar ao lado da Astártia, a possibilidade iminente de guerra com Triestin significa que o governo se mantêm largamente silencioso, embora secretamente dê o seu apoio a Lapália. A questão é quase totalmente logistica, a Astartia não tem condições para combater uma guerra em duas ou mais frentes. Mesmo com uma despesa militar três vezes maior que a republica popular esperava-se uma luta feroz pelo fanático exército vermelho.

OCC: Isto é um bocado a minha justificação para não ter até agora feito nada, desta forma justifica um pouco a minha "não existencia" nos últimos dias.
avatar
Astartia

Mensagens : 235

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Nova Salvador em Sex Jul 13, 2012 3:17 am

Em comunicado sigiloso a Triestin, o Imperador diz que não há interesse algum no conflito com Triestin, já que tal nação não ameaçou a integridade do território de um aliado, nem tampouco do nosso, o Conflito com Sarvoya é decorrente a prisão do embaixador soteropolitano, bem como da declaração de guerra de Sarvoya a Piratininga, enquanto a declaração de guerra for mantida o bloqueio naval continuará, contudo não há nenhuma, absolutamente nenhuma ação planejada contra Triestin, a não ser a terminada da construção do muro, que tem como única e exclusiva finalidade coibir a imigração ilegal para Triestin e vice-versa.
avatar
Nova Salvador

Mensagens : 626

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Sex Jul 13, 2012 6:33 pm

A retirada dos Paulistas, e a notícia que a insidiosa Campanha da Desfolhada Portuguesa findava tornou os Neo-Setembristas mais virulentos. Era a autêntica emergência dos radicais, que suplantavam os moderados como Osório. Corte Real estava nas "suas sete quintas", como dizem os portugueses, a sua popularidade entre os militantes Neo-Setembristas, especialmente os radicais é incontestável. É o herói incontestável da Guarda Nacional, e passeia em Moçambique a cavalo entre os soldados. Um facto é, o "Generalão" é um autêntico Napoleão para as tropas Neo-Setembristas, onde passa moraliza tudo, há quem diga que ele é bruxo, outros que tem pacto com o Diabo, e os mais supersticiosos dizem que é Vampiro pois sabe hipnotizar. Os mais racionais dizem simplesmente, é o líder carismático que faltava para erguer Portugal das trevas...

Os Integralistas vivem dias de terror, depois da euforia da derrubada do regime, ao verem os paulistas partirem desesperam. Massas de integralistas imploram aos soldados e ao imperador para não saírem do país e o deixarem entregue aos "piratas jacobinos"... Nunca o Integralismo Lusitano viveu uma crise tão grande.

El Rei abandonou o país, isso desmoralizou o povo...

Os Batalhões de Voluntários Realistas, contudo estão moralizados, muitos deles ainda não engajaram em combate. As Ordenanças (Milicias locais, sistema anterior à Guarda Nacional) são reequipadas. E no Minho oferecem resistência violenta contra as Guardas Nacionais do Porto. Em Lisboa o Batalhão de Voluntários Reais do Comércio, é elevado a Regimento de Voluntários Reais do Comércio, a Leal Legião Lusitana, nome soante da História de Portugal é ressuscitado no Minho pela mão do Corregedor de Braga, D. Martinho Ribeiro.

A par disso, os paulistas ainda deram tempo para que Ávila reabilitasse em massa os "Regimentos de Milicias", sistema antigo português, que consistia em recrutar conscriptos. Estas tropas de 2ª Linha, estão activas, e há imensos regimentos, todas as capitais de Comarca (Distrito...) têm um Regimento de Milicias. Outras localidades importantes têm o seu.

Ávila sabe que é o tudo ou nada. As colónias estão perdidas, ao fim e ao cabo ele é o líder integralistas mais carismático, e de longe o melhor estratego português. Resta-lhe uma coisa, defender a metrópole contra toda e qualquer ofensa Neo-Setembrista vinda dos trópicos.

Reactiva um velho sistema português, inspirado no Exército de D. Miguel, e muito prático que teve bons resultados em conflitos do século XX.

Cria o Exército de Operações do Sul, do Centro e do Norte. O "Exército de Operações", é um termo aplicado para definir uma força de assalto, com o objectivo de agredir, portanto a tropa tem que se movimentar bem e estar bem treinada. Os Regimentos de Caçadores (tropa ligeira, usada para reconhecimento e investidas quase a roçar a guerrilha) são rapidamente integrados. Os Regimentos de Granadeiros (tropa de assalto) que conseguiram ser reconstruídos são distribuídos pelos Exércitos.

Por seu turno, cria os "Exércitos de Observação". Estes Exércitos estão também distribuídos pelo Norte, Centro e Sul. O seu objectivo é ocupação e defesa, nele estão integrados os Regimentos de Artilharia Costeira (Marinha), as Ordenanças todas, algumas "Legiões" (de poder mais fraco, e pouca capacidade de movimentação) e Regimentos de Milícias.

Devidamente organizados, para o Sul vai o grosso da Cavalaria "pesada", as extensas planicies alentejanas são ideais para embates de blindados. Para o Centro também vai Cavalaria "pesada", para as zonas montuosas, os Regimentos de Infantaria, Milícias e Granadeiros mais algumas "Legiões" já têm por defeito blindados para os auxiliar.

Setúbal após um feroz combate com blindados, cai definitivamente. Á frente dos soldados integralistas estão autênticos aluviões de "Comissários Régios". A velha prática triestina que pegou de estaca no Exército português continua de boa saúde com os Integralistas, estes comissários fazem com que as ordens do comando sejam estritamente cumpridas. O Alentejo é posto a ferro e fogo pelo Exército de Operações e o de Observação.
Feita a operação relâmpago, sobre o comando directo de Ávila, agora resta margem para combater os invasores lapálios, indo ao seu encontro, o mais poderoso Exército de Operações, o Exército de Operações do Sul, comandado directamente por Ávila.

Na Beira Alta, centenas de voluntários fazem fila para se alistarem, os Batalhões de Voluntários Realistas crescem que nem cogumelos naquela zona, e o mesmo em Trás-os-Montes. A ordem do dia é resistência contra Lapália.

Coimbra está cercada e sem saídas, a "guerrilha" faz resistência e usa constantemente a Cabra, a velha torre do relógio da Universidade, para monitorizar a paisagem. Em Tentúgal, os Neo-Setembristas são completamente rechassados de novo para Coimbra.

Aveiro e o Porto, começam a receber mantimentos e munições graças ás frotas Lapálias. Tornam-se autênticos potentados Neo-Setembristas, há um apelo de Aveiro, realizado pelo Presidente da Junta de Governo Metropolitano de Aveiro para os Lapálios desembarcarem tropas, que é seguro, para permitir aos Batalhões Nacionais de Aveiro atacarem o Exército de Operações do Centro, que impõe cerco a Coimbra.

A Guarda Real está já operacional e com tropa de Linha, e é destacada para a defesa de Lisboa, função clássica do "polícia-soldado" da Guarda Nacional.

Há um alivio em saber que o "Gigante Vermelho" aproveito ou conflito para tentar tramar Nova Salvador, em África aguarda-se qualquer iniciativa para iniciar a "Operação Tenaz Negra", que tem por objectivo invadir preventivamente os territórios soteropolitanos africanos e garantir a segurança de África.

Ávila é convidado por Maximilien a sair do país, recusa-se... A justificação dada pauta-se por linhas simples:

Agradeço vossa infinita Boa Vontade, Vossa Alteza Imperial, mas minha missão é para com El Rei e Portugal e tudo o seu magnânimo significado místico. Não irei abandonar a minha Pátria salvo por ordem de El Rei, a quem eu sirvo como seu criado. Se tiver que morrer em combate, que assim o morra, morrerei como tantos heróis altruístas do passado em prol de meu povo e de El Rei. Não me sentiria bem morrer como um covarde num país estrangeiro, nem a servir outro soberano que não o meu.

Seu Sempre.

Jerónimo Francisco Manuel António de Mendonça Corte Real Villaça Lobo de Ávila, Duque de Ávila.

Resposta similar teve o Patriarca de Lisboa, e os restantes membros do governo. Contudo estes afirmaram que só abandonam o país em última instância...

Com El Rei no estrangeiro, é nomeada uma Junta por indigitação régia, a "Junta dos Governadores do Reino", sendo o Patriarca de Lisboa o presidente.

Sentado na sua secretária, solitário no comando do Exército, e quase dos desígnios de Portugal, Ávila pensa para si...



"Não tarda nada somos todos Malteses (guerrilheiros), e vamos ser caçados que nem cães pela horda dos Chiões (alcunha Neo-Setembrista)."

Afaga o seu bigode muito sui generis, e abre uma garrafa de uísque. Havia que temperar as ideias e saber se o embate contra os bem equipados e treinados lapálios iria resultar.

_________________
avatar
Portugal

Mensagens : 505

Ver perfil do usuário http://www.nationstates.net/nation=portusgaal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum