Guerra de Secessão Portuguesa

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 19, 2012 6:11 pm

Numa nota diplomática, a Confederação Africana relembra a Nova Salvador e a Bertochii, de que a Declaração de Guerra emitida por ele ainda está em vigor e os dois países estão em guerra. Contudo, a Confederação Africana dá a oportunidade de negociar-se um "Termo de Paz" com vista a evitar a "escalada de ódios pelo episódio dos crimes de guerra cometidos".

Ja no Alentejo a coisa agrava-se severamente. O Exército de Observações do Sul não consegue reter as tropas neo-setembristas combinadas com Lapálios, e a deserção e as fugas são eminentes. Na Serra de Espinhaço de Cão, e na Serra de Monchique, o cenário é caótico. Até as melhores tropas, um Regimento de Milicias (tropa de segunda linha), entrou em debanda geral. Os Comissários Régios (OOC: Tipo comissário político da URSS) tentaram deter os fugitivos e muitos deles... Acabaram mortos pelos desertores.

O Exército de Observações do Sul, completamente desbaratado, ruma a norte com o que lhe resta para cobrir a rectaguarda do Exército de Operações do Sul. O comandante do Exército de Observações do Sul, é exonerado do cargo, e substituído por mais um Astártio, o General Van Dieck. Este entra a matar, mal chega lá apresenta-se aos seus subordinados, e exige-lhes imediatamente obediência cega, pois sem ela "nada se consegue", o que se passou no Algarve "foi uma vergonha humilhante, e impensável" e que iria fazer um esforço para se "esquecer de tudo que se passou", caso contrário "recusaria manchar seu currículo e honra com uma força de covardes e idiotas a brincarem aos soldados", terminando "se não se fizeram homens quando deviam, eu vou fazer de voçês homens a sério agora". Emite uma exigência a Ávila para serem recrutados de uma lista que lhe entregou uma série de oficiais subalternos astártios. Ávila, refém da incompetência e falta de meios dos seus homens, naturalmente tem que aceder. Van Dieck era um excelente oficial, e representava a ala aristocrática de Astártia, aquela que defendia e nutria grande simpatia pelo Integralismo, e até considerava, a "doutrina perfeita".

Depois do "Choque Dieck", aguardava-se os resultados.

Já Ávila, a sua sorte... Era coisa que não existia... Foi obrigado a recuar de Portalegre, sendo esta ocupada pelos Lapálios. A fuga teve de ser tão rápida, devido ao avanço de blindados e às barragens de artilharia, que até os mortos e os moribundos ficaram para trás.

Ávila pensa no seu melhor... A solução que lhe ocorre resume-se a três zonas: Beira Alta, Trás os Montes e Minho, se conseguir barrar aí todos os invasores, e desgastar-los conseguirá efectivamente fazer com que eles repensem as coisas...

Enquanto isso, os Neo-Setembristas, avançavam rumo a norte, já pelo Alentejo a dentro, na sua retaguarda sempre os Regimentos de Cavalaria "Apeados". Aguardavam avidamente deitar garras sobre algum blindado integralista ou até mesmo paulista, qualquer merda que fosse servia para auxiliar o avanço. Os militares Neo-Setembristas aprenderam desde muito cedo a resistir com todos os meios que tinham à disposição, o seu Exército oscila entre a guerrilha e a força regular, daí o seu sucesso.

No Norte, Braga acaba por cair em mãos Neo-Setembristas, e Guimarães rende-se imediatamente graças a um levantamento popular a favor do Neo-Setembrismo, motivado pela fuga do Regimento de Milícias de Guimarães.

Os dois Batalhões Nacionais que se infiltraram através de Arcos de Valdevez têm tido sucesso, o norte está ermo de forças integralistas, pelo que Arcos de Valdevez está ocupada por forças integralistas. Volta e meia são apedrejados pela população ou insultados, mas coisa que aguentam bem.

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Qui Jul 19, 2012 9:42 pm

O Recém entronado monarca paulista, D. Pedro III, já se compromete a reafirmar à Dom Afonso, sua família e aos recentes asilados portugueses todas as garantias outrora firmadas pelo Estado Paulista. Ao Marechal Ávila, o mesmo monarca afirmou em uma carta secreta:

Reino Unido de Piratininga
Gabinete de Sua Majestade
Palácio do Horto



Notável Marechal Ávila,


Durante o meu exercício do poder legítimo da Coroa Nacional Paulista, saiba excelência, que não levarei em consideração quaisquer divergência ideológica, familiar ou política que aconteça ou tenha acontecido, mantendo meu papel de Rei, de Soberano do Povo Paulista. Por isso nobre marechal, saiba que as portas da Embaixada Paulista e dos Consulados em Portugal estão de portas abertas para recebê-lo, assim como quem for necessário. Posso não concordar com os motivos que levaram a esta guerra mas garantirei a palavra que meu país deste ao senhor e teus aliados.

Assim também que esta guerra terminar, ou findar-se o conflito, leve todo o armamento destas Forças Armadas ao Complexo Bancário do Banco Nossa Caixa em Lisboa, pois o mesmo prédio é um prédio diplomático por abrigar a Embaixada Paulista e estão sendo protegidos por tropas paulistas, desde o início deste conflito.


Tenha meu apoio e meus cumprimentos,

Dom Pedro III, Rei de Piratininga

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 19, 2012 10:03 pm

Ávila olhava para a carta... O seu ar de descrédito era notório, já se imaginava com a "corda ao pescoço". Em Portugal, na Justiça Marcial, a pena de morte era uma sentença. Ávila já tinha sido amnistiado pelos Neo-Setembristas, agora saberia bem o seu fim... Respondeu para trás:

Sua Majestade Imperial lamento mas terei de declinar a sua proposta de asilo em alguma das suas embaixadas. Primeiro porque sei de fonte segura, que se Portugal for ocupado por aquela horda de piratas crioulos mais as onças pardas que os ajudam, as relações diplomáticas com São Paulo serão imediatamente cortadas, e a embaixada convidada a sair, mais todos os consulados e dependências diplomáticas paulistas.
Caso isso não aconteça, pode ter a minha palavra que prontamente um grupo de saloios armados seus entraria pela embaixada a dentro, alheio a qualquer regra de direito internacional ou protocolo e me capturaria. No mais, caso não saiba já tenho sentença dada por um Concelho de Guerra fantoche, o qual me sentenciou a fuzilamento, pelos crimes de alta traição e conspiração organizada.

Preocupai-vos em salvar vossa pátria, ou então em auxiliar-nos na nossa luta se não quer um Armagedão político na região. A horda já está em Portugal, mais raivosa e virulenta que nunca. Eu estou entre o manto da ordem e os dentes da barbárie, e Vossa Majestade?

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Sex Jul 20, 2012 3:15 am

A debandada geral dos portugueses no sul é celebrada entusiasticamente. Rapidamente as tropas ocupam todas as fortificações de Portalegre; no castelo instala-se uma guarnição permanente de soldados, denominados agora Batalhão de Portalegre, o qual ficaria a defender a cidade. Dali se iria partir rapidamente para Évora, 70 km a sul, para atacar o quartel general do Exército de Operações do Sul. Mandam-se vir mais soldados da pátria, para defender as posições em Portalegre. Entretanto as tropas recompõem-se, reorganizam-se e abastecem-se. Alguns soldados, mais ousados, içam a bandeira de Lapália no castelo. Coisa que, quando Wellesley chega, manda retirar imediatamente. Mas também não obriga a repor a portuguesa...


Para Wellesley, era óbvio que os raids aéreos combinados com as cargas de artilharia tinham sido decisivos para a debandada integralista. Era esse então o plano para continuar a guerra, desmoralizando o exército de Ávila com aquelas demonstrações todas de poderio... Que mania das grandezas era coisa que não faltava a Wellesley, o qual manda vir mais reforços aéreos de Lapália. Esperava-se encontrar algum armamento anti-aéreo em terras eborenses, pelo que um reconhecimento furtivo da área é feito antes de se tomar qualquer acção. Depois disso, mísseis de curto alcance seriam enviados para as posições inimigas. Novos batalhões também iriam atravessar a fronteira mais a sul, permitindo assim atacar Évora em duas frentes.


As "onças pardas" esperam para continuar a marcha contra o integralismo

No Norte também os avanços eram agradáveis, a conquista daquelas duas cidades tinha sido... magnífica para as forças lapálias. Queriam-se encurralar os integralistas o mais possível. A opção que parecia mais viável para Wellesley era avançar sobre Trás-os-Montes. Se conseguissem chegar aí antes dos "restos" que pudessem vir do sul, esses "restos" ficariam completamente encurralados algures na Beira Alta. Já o Minho está relativamente isolado, tanto a sul como pelo mar, que é constantemente vigiado por navios de reconhecimento. Entretanto uma grande parte da marinha lapália começa a deslocar-se lentamente para sul. Já se falava dum ataque a Lisboa em larga escala...

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Rokolev em Sex Jul 20, 2012 2:06 pm

As notícias de aceitação da República de Astártia caiu muito bem em Edo, a questão de terem de defender a ilha e os seus habitantes caso houvesse represálias contra a ilha (inclusivamente civis) era algo que já tinha sido considerado previamente um dever das forças armadas caso tal cenário acontecesse. Após a informação ser passada pelo topo da cadeira das Forças Armadas, começa a planear-se uma intervenção em Timor, um bastião Integralista.


Com as forças Integralistas a serem repetidamente desbaratadas em Portugal Continental e com as grandes colónias sob total controlo Neo-Setembrista, a Guerra parece estar a chegar ao fim, mas Timor, dada a sua distância considerável da guerra no Ocidente poderia ser um potencial problema depois da derrota Integralista. O Império não queria entrar em Timor sem realmente ser necessário, nem ser visto como uma força invasora, apesar de uma possível tomada da ilha até ser apetecível, caso tal fosse possível, por uma razão - petróleo.

Enquanto a guerra não finda, e um tratado de paz não é assinado pelos intervenientes, os militares Nipónicos planeiam as forças a enviar para a ilha a norte de Timor. O objectivo era tomar Timor, por força se necessário, depois da guerra terminar caso os Integralistas na ilha não entregassem o poder a forças Neo-Setembristas ou internacionais. Caso a guerra se alongasse e Piratininga tivesse influência nesses acontecimentos, as ordens seriam para atacar a ilha, e seguidamente apontar canhões para os Brasileiros. Independentemente do que fosse acontecer, o Império queria aumentar a sua influência em Timor para tirar proveito das suas reservas naturais.



Para já, no entanto, a única coisa que se faz é um exponencial aumento de exercícios militares, com especial ênfase na marinha e o seu bombardeamento da costa e protecção anti-aérea, desembarques em praias e combate na selva, onde tanques de nada serviam. A Força Aérea, nomeadamente os aviões de reabastecimento aéreo e o pequeno AEW&C da Força Aérea, juntamente com uma força de comandos altamente especializada, baseada nos Shinobis de antigamente, recebem ordens para se colocar em alerta e se prepararem para combate.

Para a ilha de Astártia é enviada uma pequena comitiva para coordenar com as autoridades locais uma chegada de forças militares Nipónicas, mas para já não mais do que isso.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Sex Jul 20, 2012 6:11 pm

O velho Marechal Ávila sustenta as posições. Havia que resistir. No entanto uma notícia abala toda a nação portuguesa, quer do lado Liberal quer do lado Integralista, o Condestável, no auge dos seus 90 anos (conto com idade RP, ou seja, não levar à letra...) faleceu da idade. Morria o herói da Grande Guerra, e o maior estratega português do século XX.

Ávila estava de rastos... Toda a vida aprendeu com ele, com aquele homem pequeno, de bigode farfalhudo e cara sempre a sorrir. Assumia-o como um "Anjo da Guarda de Guerra", em caso de bronca ele iria imediatamente em seu socorro. Ávila já não era novo, 74 anos já lhe pesavam encima face aos 42 de Corte Real, e dos Neo-Setembristas que andam na casa dos 20 e muitos 40 e tais. Estava com uma sensação psicológica de fracasso, e solidão imensa, além disso, morreu sem nunca se poder ter despedido dele, coisa que lhe causava depressão.
Estava fechado no gabinete do seu quartel-general, apenas se poderia entrar lá para falar de coisas muito urgentes.

Os Integralistas, pedem tréguas para celebrar o funeral. Corte Real, como chefe supremo das forças armadas integralistas acede por respeito e envia as condolências à família do falecido. Quer do lado integralista, quer do lado neo-setembrista as bandeiras estão a meia-aste, em sinal de luto.
O Marechal General Corte Real envia uma mensagem ao comando Lapálio apelando para que aceitem as tréguas de Ávila que são de boa fé, e ele como militar honrado, apesar de traidor e estar sentenciado à morte, sabem que irá cumprir religiosamente.

Por três dias (ou seja este post, 3 dias tempo RP) pararão os combates, e não serão tolerados disparos. Além disso, por todo o país se celebram missas pela sua alma.

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Sex Jul 20, 2012 6:53 pm

Wellesley recebe a mensagem e acede com respeito ao pedido. A importância do Condestável era compreendida, e as movimentações militares são suspensas. De qualquer das formas, os lapálios sempre podiam aproveitar aqueles dias para retemperar forças.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Sex Jul 20, 2012 8:05 pm


Caçadores "paneleiros" com um claro tom de desilusão. Quem passa pelas linhas integralistas do Exército de Operações do Sul não é indiferente à desmoralização generalizada dos militares...


A desilusão num Batalhão de Voluntários Realistas, muito deles, os mais moralizados e optimistas do conflito, entram pela primeira vez num dilema. Todos pensavam que o "Pai" ia liderar-los contra os "Chiões Crioulos", mas pelos vistos morreu antes de tal...


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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Sab Jul 21, 2012 2:08 pm

Após o término das tréguas, volta-se à vida militar "normal". Já se falava na desmoralização do inimigo, pelo que os vários oficiais motivam os lapálios a agora darem tudo por tudo, e assim começa nova marcha para Évora... Também no Norte continua a incursão rumo ao interior.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Sab Jul 21, 2012 5:57 pm

O Exército de Operações do Sul, perde mais uma vez o avanço face aos Lapálios. O mau treino dos militares, recrutados à pressa e à força, mais a desmoralização da perda de Portalegre e da morte do Condestável, levou a que os Lapálios conseguissem um avanço relâmpago rumo a Évora.

Em Setúbal a cidade revolta-se ainda durante as tréguas, causando o caos na cidade, mais uma vez o Exército de Observação do Sul, e o seu destacamento no local, o dito cujo Regimento de Milicias, é prontamente expulso da cidade a tiro e à pedrada pelos habitantes. Volta-se a formar uma Junta, e essa junta coloca-se sub a direcção da Junta de Salvação Nacional, ou Junta do Porto.

Os guerrilheiros populares de Setúbal, comunicam aos Lapálios para avançarem com os navios para as imediações de Setúbal, porque é seguro, e o enorme Porto de Sines está desguarnecido, e é um local onde podem abastecer-se e aportar.

Aproveitando isso, o General Faria avança rapidamente rumo a Setúbal, já que os Lapálios estavam a caminho de Évora. Pelo caminho, quer onde Lapálios passem quer onde Neo-Setembristas passem, as localidades vão expulsando as autoridades integralistas e colocando-se imediatamente e sem resistência do lado Neo-Setembrista. Os grandes latifundiários, inclusivé usam os seus próprios fundos para donativos aos militares "aliados", dando-lhes guarida nas suas quintas, e comida a rodos, porque no seu ver, exército que marcha de barriga vazia não tem força para aguentar a arma.

Faria de noite estava em Setúbal. Pelo que foi recebido com foguetes, e festões improvisados por toda a cidade, e recebido pela Junta com pompa e circunstância. O mesmo acontecia aos Lapálios por onde passavam, o povo fazia-lhes festa, e gritava "Viva aos Libertadores!".

O Alentejo e Algarve estavam debaixo da chancela Neo-Setembrista. Para trás ficavam os "Batalhões Fixos" da Guarda Nacional. Estes batalhões, são aqueles que têm menos poder de movimentação, logo são usados por norma como guarnições.

Ávila estava cada vez mais desesperado, os seus homens não respondiam da melhor maneira, mas esforçavam-se. Não estava habituado a comandar "incapazes", a solução mais sensata, visto que Beja já tinha caído, Sines nem se falava, e Évora ia ser um apocalipse, redefine a estratégia. Retira as tropas para norte, para a margem norte do Tejo, e "fortifica" as pontes". Coloca forças na margem sul do Tejo, em Lisboa como tampão contra os invasores.

A derrota dos integralistas é inevitável... O equilibrio das forças perdeu-se com o bem equipado e treinado Exército Lapálio. E rumores correm de que poderão entrar em cena os neo-Japoneses... Coisa que as autoridades integralistas descredibilizam, em virtude de serem "hiper-tradicionalistas e entenderem bem o nosso ponto"...

No Norte, o pagode é maior, o Minho está quase todo ocupado abaixo da linha do Lima. Mas as populações estão resilentas quanto à força lapálio-neosetembrista. Não fazem "filmes", mas a cara de desagrado é notória...

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Sab Jul 21, 2012 10:35 pm


"Aliviando" o cerco do Porto. O objectivo dos neo-setembristas é redireccionar a artilharia para outras frentes, nomeadamente para Trás-os-Montes.


Em Aveiro, a sorte dos integralistas é nula, a cidade está prenha de militares neo-setembristas, e a defesa altamente moralizada. É a cidade dos "morros" como lhe chamam, em virtude das defesas espampanantes erguidas pelos neo-setembristas, mediante elevações de terra artificiais com vários metros de altura, arame farpado, tábuas e muitas trincheiras...


A fuga dos integralistas de Portalegre, foi bastante agressiva e rude. Durante o seu caminho, populares arvorados em guerrilheiros, foram-nos atacando do alto dos prédios...


Fuzilamento de um espião por parte da Guarda Nacional em Aveiro...


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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Dom Jul 22, 2012 2:17 am

O avanço para Évora é um sucesso, cidade que se rende perante a chegada das duas frentes lapálias. Mais uma vez, expulsam-se as "velhas" forças do Castelo de Évora, que é ocupado com o Comando do Exército Libertador Lapálio - nome que tinha sido aprovado pelo Estado-Maior para os militares sob o comando de Wellesley durante o resto da operação. Alguns dos batalhões que já actuavam na guerra desde o início são destacados para a Guarnição de Évora. Pensa-se na eventual chamada de reservistas para o controlo efectivo de certas cidades, mas o apoio da população põe completamente de parte a ideia. A defesa de cidades in loco até poderia ser um treino muito efectivo para os soldados. Numa das salas do castelo, reúnem-se os "homens fortes" do exército.


Coronel Lopes Graça: General, os nossos batalhões do sul conseguiram o domínio total do Alentejo e Algarve. Várias secções têm sido destacadas para o controlo e auto-defesa... O resto vem para cá.

General Arthur Wellesley: Um sucesso, sir. Os integralistas não foram assim tão duros de roer. A nossa próxima jogada deverá ser decisiva, ninguém vive sem capital, e é para lá que vamos.

Lugar-Tenente Beresford: É o mais próximo e o mais decisivo. Mas não podemos deixar a zona norte desprotegida. Os paneleiros ainda vêm por aí abaixo e atacam Portalegre. Temos mais que forças para os fazer recuar nos dois sítios...

Wellesley: Right... Eu vou comandar a ofensiva lisboeta, você fica de recuar os integralistas para o norte... Eles lá se hão-de haver com os fuzileiros e o resto dos nossos homens no norte...



A tomada de Setúbal é recebida com muita euforia, e é para o estuário do Sado que a marinha do norte se dirige. No seu caminho para lá, passam por Sines os navios utilizados no desembarque Algarvio. O ataque a Lisboa estava a ser delineado, e previa-se o maior de toda a guerra. O reconhecimento militar estava a ser feito havia vários dias; os principais quartéis lisboetas iam ser bombardeados pela força-aérea, bem como pela marinha. Mísseis de curto alcance, muitos dos quais seriam usados em caso de resistência em Évora, são levados para Setúbal também. Um dia depois de assente a tropa em Évora, começa a marcha para Setúbal.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Dom Jul 22, 2012 4:45 am

A Embaixada Paulista em Lisboa, por ordem direta do novo monarca Pedro III, passava a aceitar imediatamente toda e qualquer solicitação de refúgio e asilo político dentro de sua embaixada e dentro da embaixada encontra-se uma enorme agência do Banco Nossa Caixa, aonde os refugiados e asilados podem seguramente depositar seus bens sendo assegurados pelo próprio banco paulista. A Comunidade Paulista e Luso-Paulista em Setúbal e em toda a região do entorno de Lisboa, procuram entrar em Lisboa para terem apoio e proteção da embaixada paulista. As tropas paulistas restantes que antes faziam a guarda de Lisboa, sob comando de Maximilien II, passam agora a assegurar apenas o entorno da Embaixada e a própria embaixada.

Aos paulistas, luso-paulistas e lusitanos mesmo que procuram auxílio de São Paulo, o Adido Militar da Embaixada, o Cel. Francisco Graxos, em sua condição de diplomata solicita um "laissez-passer"* às autoridades militares lapálias para que possam sair da zona de conflito até pelo menos a fronteira de Portugal com a cidade de Petrópolis, em território paulista, aonde poderão ser assistidos por autoridades paulistas.


Refugiados Luso-Paulistas fugindo da Zona de Conflito

Enquanto de volta à Lisboa, a Embaixada Paulista hasteia no topo do edifício a maior bandeira nacional que possuía para deixar claro que ali é um edifício diplomático.



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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Dom Jul 22, 2012 6:47 pm

Corte Real, faz um "swing" de comando. O General Faria passaria para o norte, e Corte Real passaria para o Corpo Expedicionário de Moçambique, "vulgo Exército de Moçambique".

Feito o "swing", as forças militares entram em delírio... O heroi do "Novo Setembro" exibe-se às forças liberais. A moral abarrotava. A norte Faria continuava a missão de limpeza. Faria não era propriamente um ás a nível de assalto, era mais especializado na coordenação de defesas, pelo que até era conhecido pelo "Bizantino", em virtude da sua habilidade em aguentar linhas.

Agora Corte Real, esse sim, estava muito facetado para a ofensiva, e o Porto não caiu graças aos ataques psicóticos da Guarda Nacional sobre o Exército de Observação do Norte. Agora cabia a ele um ataque cerrado sobre o seu arquiinimigo, Ávila.

Corte Real não era em nada manco. Sabendo que muitos blindados do exército integralista ficaram para trás, capturados pelos Lapálios rapidamente enviou um pedido urgente para Wellesley para os descomissionar para o Corpo Expedicionário de Moçambique, em virtude de ter dois regimentos de cavalaria, de "individuos altamente especializados e treinados", contudo "apeados". O pedido não podia ser negado, foram os tanques UMM, os blindados "rafeiros" martelados pelos Voluntários Realistas recorrendo a todo-terrenos e camiões, mais uns blindados paulistas que foram capturados. Armamento capturado, não faltou, Corte Real ria-se irónicamente:

"São Paulo quando quer... Até são bons moços... Deixar material bom entregue a incompetentes! Espetacular, acabaram de cavar a sua própria sepultura."

Haviam fuzis de assalto aos rodos, coisa pouco comum no Exército Português, que por questões de custo, preferiam fabricar industrialmente pistolas metralhadoras e espingardas semi-automáticas.

Com os regimentos de cavalaria já "blindados", estava o cerne da cavalaria portuguesa armada e pronta para combate, agora é que os "tanquinhos pequenos" iriam mostrar o seu valor, até os Lapálios se iriam impressionar com as suas capacidades, visto que até agora só os viram nas mãos de recrutas inexperientes.

Corte Real fracciona a força. O General Mello, ficaria encarregue de levar a Guarda Nacional, acompanhada da Infantaria para tomar Lisboa de assalto. Foram despendidos pelos Regimentos de Infantaria alguns blindados ligeiros (carros de combate) para auxiliar no assalto. A força aéria portuguesa regressa de África! Aterram no Alentejo, recorrendo aos aeródromos, aeroporto de Faro, e bases aérias da Força Aéria.
Os Neo-Setembristas detinham agora a superioridade aéria, além disso já tinham apoio aério contra os integralistas, esses que os seus meios aéreos já tinham sido todo aniquilados pelos lapálios.

Inicia-se um plano de "bombardeamento preventivo" a Lisboa. As linhas militares integralistas, onde estavam os principais piquetes e vedetas do Exército Integralista são bombardeados severamente, até que as linhas da margem sul de Lisboa entram em ruptura, obrigando-os a fugir pela Ponte Vasco da Gama e pela Ponte D. Afonso VII (ooc: 25 de Abril). Essas duas pontes serão o pomo da discórdia, agora aguentar-las era vital para ambos os lados, e gerava-se ali um cerco apertado. Os Neo-Setembristas fustigavam por via aérea todas as baterias de artilharia integralista, manobradas por recrutas inexperientes, visto que a arma de artilharia era neo-setembrista ferrenha. Lisboa, vivia no terror... Por seu turno, dentro da capital, neo-setembristas haviam-nos ao pontapé, e começam a surgir rebeliões populares, nomeadamente levadas a cabo pelos operários da cintura industrial de Lisboa... Esses populares convertem-se ou em terroristas ou então em sabotadores, e informadores nem se fala.

No Rossio há cartazes clandestinos a apelar à população para se revoltar contra a "tirania dos Carrancas", cartazes esses que mal são vistos são logo rasgados pela Guarda Real.



Em tempos de guerra, rebelião é logo sinal de fuzilamento, e em ambos os lados ninguém perdoa. Quem realmente sofre, é quem é capturado. Três insurrectos neo-setembristas de Lisboa aguardam o pelotão de fuzilamento...


Voluntários Realistas, por incrível que pareça a guarda da capital está entregue às suas mãos. Mesmo assim a sua moral e obstinação em defesa do Integralismo ainda resiste.


Em Lisboa ainda há muitos apoiantes do Integralismo, pelo que é comum haver salutações e vivas aos Voluntários Realistas.


Armamento capturado é distribuído pelos Voluntários Realistas a populares de confiança para os auxiliarem na defesa da capital.


A defesa de Lisboa, luta por cada centímetro de terra. Têm perfeita consciência que se não detêm os "Chiões Crioulos" de Corte Real, serão em breve sufocados por eles e pelos Lapálios.


A desilusão da derrota começa a assombrar muitos integralistas, e afectar o âmago das suas forças militares, os Voluntários Realistas.

No outro lado, com o Exército de Operações do Sul meio desbaratado Ávila segue o rumo da Beira Alta. Até que recebe as notícias de que a "chionisse crioula" já estava quase a "atear fogo a Lisboa". Coloca-se ao longo do Tejo para defender a margem sul, e ordena ao Exército de Operações do Centro para guarnecer Lisboa de urgência. Posto isto, pelo caminho, à medida que o Exército de Operações do Sul toma posições ao longo da margem norte do Tejo, vai encontrando entrincheiramentos neo-setembristas. Há tiroteio imediatamente.

Corte Real numa manobra de diversão, e recorrendo à contra-informação, coisa que era excelso manipulador, pois tinha a "escolinha" de Osório, insinua que os neo-setembristas irão forçar entrada por alturas de Constança. Ora Ávila desesperado ordena que um destacamento seu vá reforçar essa área. Mas como já está a combater nas reservas, descoroou certos pontos que no seu ver considerava-os "naturalmente bem defendidos". Foi nesses pontos que Corte Real o quis atingir, liderado as tropas por Santarém.

Ele sabia que se tentasse a Beira Baixa, teria oposição popular severa. Contudo no Ribatejo, os populares não pareciam muito interessados na questão, simplesmente queriam-se ver livres da guerra.

Azar o de Ávila, Santarém, seu Quartel-General novo vê-se debaixo de um cerco de noite por parte dos neo-setembristas. E desta vez sem Guardas Nacionais, mas com tropas de linha! Os míticos soldados que tanto deram que falar por fugirem através da Galiza. Entraram aos molhos batendo-se violentamente com a Guarda Real que fazia barreira da Ponte. Os Neo-Setembristas eram claramente em números superiores, depois da Batalha de Portalegre, ganha pelos Lapálios chegava a vez da Batalha de Santarém. Almeirim, era Neo-Setembrista, sempre o foi, era a única localidade do Ribatejo que os apoiava e sempre apoiou. Que sitio excelso, a ponte foi rápidamente tomada. Ávila ainda tenta bombardear a ponte, mas no momento em que os morteiros começam a soar, revelam as suas posições e os caças de ataque ao solo, "Tifos" (deturpação linguística de Typhoon), neutralizam-nos. Sem apoio aério, e com as forças a resistirem ao máximo, completamente ultrapassadas face ao número superior de neo-setembristas, apenas a Guarda Real dá luta séria e profissional. As Ordenanças dão mais resistência simbólica, e os Regimentos de Milicias, enfim... Depois havia soldados "da casa" do lado Neo-Setembrista. O regimento de cavalaria de Santarém, estava do seu lado, e equipado pelo que os blindados voltando ao seu quartel original e conhecendo bem a cidade ditaram a vitória.

Cercado no morro do velho castelo, na parte alta da cidade velha, Ávila sabe que o seu fim chegou... Um grupo de guardas nacionais, o Batalhão Nacional dos Macondes, composto por indígenas dessa etnia, sem conhecer a cidade, e no meio dos combates urbanos, depara-se no Castelo. Vê um bom "estaminé" à moda antiga, isto só podia ser um Quartel General, aparece um pelotão de Guardas Reais, e dá-se uma violenta refrega. Os Guardas Nacionais sofrem várias baixas, e ficam cercados, entram em desespero e fazem uma carga de baioneta, por sorte os Guardas Reais já nem munições tinham... Habituados a trabalho duro em África e com muitas tradições guerreiras, bateram-nos, sendo muitos Guardas Reais mortos por estrangulamento ou espancamento... Numa das torres do castelo, um individuo que parecia um oficial ainda resistia com um punhado de Guardas Reais, e alguns oficiais... Notava-se pois usavam pistolas invés de pistolas-metralhadoras ou espingardas...

Os guardas nacionais macondes investem sobre a dita torre... Os oficiais tentavam proteger alguém, pelo que foram abrindo caminho matando um a um até que se deparam com um oficial general assustado... Era Ávila!




Cabo Sertório Bié: Sinhó!!!! Sinhó!!!! É ele!!!! É ele!!!!!

Todos sabiam bem do caso... Era Ávila em pessoa... Este dá uma resposta agressiva, disparando a sua arma sobre o denunciador matando-o com um tiro certeiro...



Má jogada... Não houve piedade dos macondes, aliás nem eram conhecidos por serem piedosos, foi espancado e esfaqueado até à morte. Depois disso, desceram a bandeira branca do realismo, e hastearam o próprio Ávila pelo pescoço na bandeira. Toda a gente viu... Os sobreviventes integralistas fugiram da melhor maneira que poderam, e os neo-setembristas ficaram horripilados com o acto.

Com a Batalha ganha... Corte Real chega ao Castelo, observa os macondes estendidos nas muralhas a descançar, exaustos, acena-lhes com a cabeça em gesto de gratidão, e vai até ao poste... Observa o velho e soberbo Duque de Ávila, militar de carreira, grande oficial português... Comenta para o seu ajudante de campo.


Marechal Corte Real: Morreu... Morreu como um grande militar que foi, a "lutar até à última gota de sangue" como ele dizia. Sabes, este ao menos, era honesto... O que dizia, fazia! A pátria está mais pobre só to digo...

Ele e o seu ajudante de campo fazem continência. Sai do local, e manda os macondes recolherem o corpo. Um deles interpela Corte Real se irão ser "maltratados por aquilo". Ávila responde secamente:

Marechal Corte Real: Cumpriu o seu dever enquanto cidadão, que é defender o seu país, mais de si não exijo meu caro. Ele atacou-vos, defenderam-se. É a guerra...

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Seg Jul 23, 2012 3:00 am

O comando lapálio recebe com bom grado as notícias da tomada de Santarém. Afinal, os neo-setembristas estavam a desenvencilhar-se bem sozinhos. Na margem sul, dão-se avanços significativos, e só o estuário separava Lisboa dos soldados. Entretanto a marinha de guerra já tinha vindo para norte, estando dezenas de navios à barra do Tejo, incluindo o porta-aviões. Continuando a vaga de intimidação, fazem-se raids aéreos para os quartéis integralistas.


Os lapálios cedem os blindados capturados sem qualquer pergunta. Embora o exército estivesse habituado aos grandes tanques, Lapália guarda meia dúzia dos tais blindados ligeiros, podia ser que inspirassem novos modelos... Afinal, mesmo os soldados inexperientes, dentro deles, tinham sido dos poucos a causar baixas nos lapálios. Para lados da margem sul, uma vaga de fugitivos passa pelas linha lapálias. Estes são revistados, à procura de qualquer arma que, caso seja encontrada, é confiscada...


O exército considera imprudente atravessar as pontes para tomar Lisboa. Seria mais seguro embarcar as tropas em Cacilhas, levá-las para lados de Oeiras e daí atacar. Esperava-se pela chegada dos neo-setembristas vindos de Santarém, para atacar Lisboa nas duas frentes. Já para lados do Alto Alentejo, Beresford tenta garantir a fronteira com a Beira Baixa. Não tendo apoio popular nessas terras, seria arriscado avançar sem aguardar por reforços. Grande parte das tropas estavam para Lisboa, e ali tinha-se só o suficiente para manter posições. Também alguns bombardeiros ficaram por ali, mas os raids por aquelas paragens vão sendo raros.

Já no Norte, continuam os progressos para Trás-os-Montes. Depois de ter Lisboa, todas as forças se iriam concentrar então nos últimos bastiões integralistas. Contudo, por aqui os avanços também não eram tão rápidos. Arriscar mortes tendo a guerra ganha era um desperdício...
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Convidad em Seg Jul 23, 2012 11:54 pm

Aos poucos e ainda sem certeza acerca do encontro diplomático com os salvadorenses os meis terrestres continuam a chegar à fronteira com Nova Salvador. São já 5 divisões de blindados e cerca de 150.000 soldados do exército regular, com mais 420.000 reservistas e guerrilhas comunais que se organizam ao longo de todas as cidades perto da fronteira. Apenas os meios aéreos são reduzidos de forma a apoiar a defesa de mais ataques astartianos.

O objectivo é pressionar diplomaticamente os vizinhos de forma a ter vantagem nas negociações.

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qua Jul 25, 2012 9:11 pm

Em África, Martinez e Lopez posicionam-se ao longo da fronteira com as províncias soteropolitanas de África. A queima de militares, as "desculpas esfarrapadas" de Débora, cairam imensamente mal na opinião pública africana. Que seria o futuro com semelhante vizinhança? Muitos questionavam-se...

As tropas de Martinez e Lopez são compostas de militares espanhóis "nacionalizados", formados em 5 Regimentos de Infantaria, 3 em Angola e 2 em Moçambique. Fora isso, do lado de Martinez está o Regimento de Infantaria de Angola, e do de Lopez o RI de Moçambique. De ambos os lados, a "infestação" do costume, 40 batalhões da Guarda Nacional. Distribuídos em número de 20 para cada lado. O seu número grande deve-se ao conceito Neo-Setembrista de "Nação Armada", em que no seu ver, pela defesa todos devem de pegar em armas.

Já em Portugal, a morte de Ávila causou um êxtase entre os integralistas. Morreu, assassinado o carismático general. A sede de vingança é muita, pelo que a parada dos combates sobe de tom. Em seu lugar, El Rei D. Afonso VIII colocou Van Pelt, como Chefe de Estado Maior General de todos os seus Exércitos. O desespero dos integralistas era tal que confiavam o seu destino nas mãos de um estrangeiro. Por sinal Van Pelt, o general "contratado" astártio, era um homem honesto, pelo que moveu todo o seu intelecto para deter os aguerridos "Chiões Crioulos" e as "Onças Pardas".

O Exército de Operações do Sul era um fantasma que pairava pelas margens do Tejo, resistindo da melhor maneira que podia, com uma sangria de deserções e casos de indisciplina graves. O Exército de Observação do Sul, é declarado como "extinto", foi completamente desbaratado pelas mãos dos homens de Corte Real.

Van Pelt move as suas forças como combinado rumo ao Tejo, afinal, ainda era a sua área militar. A pressão sobre as linhas Neo-Setembristas era grande. Os combates agressivos... As tentativas de atravessar o Rio, geralmente caem mal, e é frequente encontrar-se no estuário do Tejo em Lisboa centenas de cadáveres a flutuar, quer de integralistas quer de neo-setembristas... O que causa o horror da população lisboeta. Alguns já em estado de putrefacção... Por muito que os integralistas tentem ocultar de Lisboa a violência dos combates, os cadáveres do Tejo denunciam a violência dos combates.

Numa manobra astuta do Coronel Souto Moura, comandante do Regimento de Granadeiros do Rei, armadilhou-se a Ponte Vasco da Gama, nos tabuleiros centrais recorrendo a engenheiros sapadores do regimento. Não avisou ninguém e tentou um assalto à margem sul. Os neo-setembristas perseguiram-nos violentamente, pelo que a iniciativa degenerou logo em retirada. Enquanto fugiam os integralistas, com um bom avanço, e já no meio da ponte, detonam as cargas de dinamite, fazendo explodir 3 enormes tabuleiros da ponte carregados de neo-setembristas. Os que não morreram na explosão, ou se afogaram... Ou ficaram estendidos nos braços de aço de suporte... A explosão foi tão violenta que se ouviu por Lisboa toda, e mais uma vez... Uma enxurrada de cadáveres rio abaixo...

Por seu turno os combates da Ponte D. Afonso VII tornam-se muito agressivo. O tabuleiro está bastante danificada pelos petardos de morteiro, mesmo assim, tentam avançar. Nesse ponto graças à artilharia do RA 4, os integralistas começam a afrouxar... De madrugada, a Guarda Nacional e uma catrafada de voluntários alentejanos já estava nos arredores de Lisboa, seguidos logo depois pela Infantaria neo-setembrista, que iria iniciar a tempestade sobre Lisboa.

Em Lisboa o caos está instalado, os neo-setembristas da capital causam o terror. A Maçonaria auxilia em tudo que pode... Basta Corte Real conseguir sair de Santarém com as suas tropas, que a capital cai. Este envia um pedido de auxilio aos Lapálios, necessita urgentemente de blindados e apoio aéreo..

No Norte, os avanços são horripilantes. Os Neo-Setembristas, graças à "carreira de África" desembarca centenas de homens. O Minho cai definitivamente, e Trás os Montes, ermado, e com dois Exércitos integralistas, que mesmo combinados são no mínimo ridiculos, e parecem mais uma força de polícia melhorada não conseguem resistir ao avanço, chegando os neo-setembristas de Faria às portas de Chaves e de Vila Real...

No minho, as autoridades Neo-Setembristas governam com pulso de ferro, e intolerantes.

Os integralistas do Exército de Operações do Norte, perseguidos e entalados entre a Galiza e Portugal, fogem literalmente. Mais um Exército que entra em debanda geral... Os "Chiões Crioulos" não pouparam... No Rio Minho, da margem portuguesa ouvia-se um barulho ensurdecedor de tiros de metralhadora, além de haver disparos de morteiro para as margens galegas! Os "Chiões Crioulos" nem se preocuparam com as autoridades galegas, nem civis galegos, mesmo à frente da sua cara e para espanto de muitos, matavam indiscriminadamente grupos inteiros na sua fuga. Ficaram célebres as metralhadoras do Castelo de Vila Nova de Cerveira, e a artilharia de Caminha. Os ferriboats foram até afundados pelos neo-setembristas, e a Ponte da Amizade, que sepera VN de Cerveira de Goyan tinha a meio da ponte uma barricada neo-setembrista. Em Valença a violência foi maior, destruíram a ponte, e a Fortaleza parecia que estava em plena "Guerra da Restauração"!

Nas raias secas, os neo-setembristas não se coibiam... Perseguiam-nos pelos territórios Galegos de fronteira. Em Lobois há fuzilamentos feitos por Neo-Setembristas mesmo às portas da vila.

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qua Jul 25, 2012 9:45 pm


Soldado do 6º Batalhão Naval. O único braço de infantaria da Armada que se colocou do lado dos Neo-Setembristas. Foram os principais "carniceiros" do Minho. Boatos correm, que esse batalhão e a sua agressividade exagerada devia-se ao consumo excessivo de Anfetaminas, muito comum nos fuzileiros portugueses.


Combates nas margens do Tejo. Um pelotão de "Paneleiros" tenta defender obstinadamente o seu ponto estratégico.


Helicópteros Dácia V12, do Regimento de Cavalaria Aerotransportada de Luanda causando o terror nas margens do Tejo. Os Neo-Setembristas possuem a superioridade aérea no terreno.


A localidade de Constança, conhecida pela "Constantinopla dos Paneleiros" devido às suas fortificações de recurso para defender aquele ponto. Voluntários Realistas, Milicianos e Ordenanças fazem a sua defesa.


O terror dos integralistas é tão grande quanto a sua obstinação cega, e contrasta com a agressividade extremamente violenta dos neo-setembristas.


Em Lisboa, o desespero é tal, que os Batalhões Navais da Índia, treinados e pagos pela Real Companhia das Índias, são pressionados para combate. As suspeitas sobre estes militares são contudo altas. São todos mercenários recrutados pelo mundo fora, e encontram-se desde triestinos a paulistas nas suas fileiras. Contudo, por norma são militares altamente treinados.


Guardas Nacionais detendo militar de linha integralista. Muito provavelmente para executarem um fuzilamento "preventivo"...


Carga da Guarda Nacional de Loulé nas imediações de Santarém. É bem patente a agressividade neo-setembrista.


Guardas Nacionais da ponte internacional em Valença, estão a fazer "tiro ao alvo" contra fugitivos integralistas recorrendo a espingardas de perseguição Vergueiro.


Avanço Neo-Setembrista sobre a Ponte D. Afonso VII (aka 25 de Abril)


As "metralhadores sádicas" de Cerveira. Os "Chiões Crioulos" chegaram ao cúmulo de recorrer a metralhadoras refrigeradas a água só para sustentarem o mais que possível fogo contínuo.


Avanço Neo-Setembrista sobre linha integralista na zona de Lisboa.


Avanço do 6º Batalhão Nacional do Porto sobre Vila Real recorrendo a um "carro falcado"***...


Integralistas recorrem a blindados de treino para combate em Lisboa.


***CARRO FALCADO: Termo da gíria militar portuguesa que serve para designar um veículo civil que foi convertido para uso militar mediante aplicações de blindagem e adaptações. Geralmente recorre-se a veículos com boa motorização do género todo-terreno. São blindados de recurso, que apenas têm algum sucesso contra infantaria...

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Sarvoya em Qua Jul 25, 2012 10:22 pm

Um navio cargueiro acompanhado de outro militar transportam provisões de Guadalajara para Luanda. São doações feitas pelos cidadãos sarvoyenos e pelo governo.
O caminho foi escolhido por uma maior dificuldade de os soteropolitanos interceptarem os navios das rotas da California novamente.



Os angolanos ficarão responsáveis pela distribuição das provisões entre civis e exército da Confederação Africana.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Qui Jul 26, 2012 2:52 am

Os lapálios observam a escalada de violência nos neo-setembristas. Era algo que não agradava aos olhos mais "cavaleirescos" dos lapálios, que se limitavam antes a prender os soldados e a deter os que causassem problemas às suas intervenções... Aliás, a pena de morte, mesmo para crimes militares, tinha sido abolida no século XIX, e era muito mal vista, pelo que os fuzilamentos não são recebidos com agrado... Mas antes neo-setembristas a fazê-los, que integralistas!

Deste modo, o Comando limita-se a ordenar avanços no terreno. Em auxílio de Corte Real vai o 3º Regimento Blindado, que estava estacionado por alturas de Salvaterra de Magos, mais dois batalhões de infantaria, transportados por via aérea. Diz-se a Corte Real para avançar rapidamente e em força, que em Lisboa já se estava a atravessar o Tejo...



A marinha estacionada à entrada do estuário avança, dão-se raids aéreos sem piedade para matar tudo o que era integralista... Na Trafaria estão milhares de soldados, que embarcam para sair em Oeiras. Também por helicóptero vão algumas centenas... Barrica-se tudo o que é ruas e ocupam-se alguns edifícios administrativos, querendo fazer Oeiras render-se logo ali. Várias vagas de soldados vão enchendo aquele concelho...

Para o descuido ao atravessar as pontes... Wellesley murmura "Eu avisei"...


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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  São Paulo em Qui Jul 26, 2012 3:56 am

Em São Paulo, as notícias dos combates em Portugal chocavam cada vez mais a população, em especial os luso-paulistas que não eram nem neo-setembristas e muito menos integralistas, eram simplesmente "da terrinha", como diziam. Porém, se já não gostavam dos neo-setembristas por apoiarem os republicanos paulistas, agora com a carnificina que ocorre a situação passa a deteriorar-se até mesmo para liberais monarquistas, como é o caso da Família dos Bragança, descendentes de D. Pedro II.
Em São Paulo, a Secretaria de Negócios Estrangeiros insistia aos integralistas: São Paulo está de portas abertas para recebê-los. E aproveitou o embalo, para o Senado Federal para emitir uma nota oficial, condenando aqueles que "se colocavam como paladinos da liberdade, da democracia e da razão mas que prostraram-se diante de bestas do autoritarismo, mostrando que não passavam de fascistas e assim como Lapália, que teve seus olhos vendados a propaganda setembrista.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 26, 2012 6:05 pm

Com os fuzilamentos realizados, e as capturas feitas, acalma o histerismo agressivo no norte. Pairava pelas bandas do porto um clima revolucionário...

Em Chaves e em Vila Real, o quase defunto Exército de Operações do Norte debaixo do comando de Darko, e o quase inútil Exército de Observações do Norte, rendem-se em Vinhais face ao avanço das hostes neo-setembristas. Darko negocia uma fuga do país com os Neo-Setembristas, ao que eles acedem. Parte para a Galiza, como um mero civil astártio, para daí embarcar rumo à Astártia.

O Norte... Era finalmente Neo-Setembrista, o Minhoto e o Trás-Montano, relutante compreendeu finalmente a mensagem, o regresso do Liberalismo era um processo inevitável, e a força do número ditava-o mais o apoio internacional.

Corte Real consegue bloquear Van Pelt em Torres Vedras, no que se denominou a Batalha das Campinas. Em terreno aberto, Corte Real atraiu Van Pelt para um combate nesse local, mas não denunciou a presença de imensos blindados neo-setembristas. Van Pelt derrotado, retira para norte, rumo a Leiria.

Em Aveiro, a "Chiona Constantinopla", saem tudos rumo a Coimbra. Desde o fuzileiro Lapálio até ao guerrilheiro.

Em Coimbra, a cidade desguarnecida cai nas mãos das forças de Aveiro.

Corte Real, ordena um bombardeamento de aviso a Lisboa. Os bombardeiros atacam então descampados grandes, o objectivo é evitar os danos materiais e acima de tudo humanos.

Lisboa, completamente cercada, com os neo-setembristas a iniciarem um cordão de cerco, a Marinha Lapália ás portas, mais as revoltas populares no interior, levam o Cardeal Patriarca D. Antão a pedir uma Convenção para negociar a paz.

Era a rendição oficial dos Integralistas após mais de um ano de conflito (Tempo RP)...

Contudo Corte Real recomendava aos Lapálios muita atenção aos "Maltezes"**, que podem vir a surgir em peso, especialmente na Beira Alta.

A logística de Sarvoya é distribuída pelas autarquias africanas, e o que competia ao exército os comandantes trataram de aprovisionar quem o fizesse. Ajudou imenso... Um muito obrigado pomposo e sincero foi enviado ao chefe de estado de Sarvoya por todo apoio prestado. O embaixador da Confederação ofereceu, a título de gratidão, uma alegoria toda em prata maciça com o tamanho real de uma mulher ao Estado Lapálio. A peça, caríssima, tem encrustrações em marfim, ouro e diamante.


**Maltês: Guerrilheiro a roçar o terrorista.

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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Portugal em Qui Jul 26, 2012 6:34 pm


Voluntários Realistas de Vila Real rendendo-se perante forças neo-setembristas. É notório o seu mau aspecto, e a sua falta de equipamento. Alguns apresentavam sinais de subnutrição...


Cenas de combate em Lisboa levadas a cabo por populares insurrectos contra o regime integralista.


Canhões Neo-Setembristas já em Lisboa. É bem clara a sua intenção... Atingir a Patriarcal e cercar o Patriarca. Mesmo que não o façam, a sua presença já intima as autoridades integralistas.


Voluntários Realistas do Exército de Observação do Centro... Continuam em alerta e bastante activos. A Beira Alta continua a ser território sem controlo...


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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Galiza em Qui Jul 26, 2012 7:23 pm

Portugal escreveu:Os integralistas do Exército de Operações do Norte, perseguidos e entalados entre a Galiza e Portugal, fogem literalmente. Mais um Exército que entra em debanda geral... Os "Chiões Crioulos" não pouparam... No Rio Minho, da margem portuguesa ouvia-se um barulho ensurdecedor de tiros de metralhadora, além de haver disparos de morteiro para as margens galegas! Os "Chiões Crioulos" nem se preocuparam com as autoridades galegas, nem civis galegos, mesmo à frente da sua cara e para espanto de muitos, matavam indiscriminadamente grupos inteiros na sua fuga. Ficaram célebres as metralhadoras do Castelo de Vila Nova de Cerveira, e a artilharia de Caminha. Os ferriboats foram até afundados pelos neo-setembristas, e a Ponte da Amizade, que sepera VN de Cerveira de Goián tinha a meio da ponte uma barricada neo-setembrista. Em Valença a violência foi maior, destruíram a ponte, e a Fortaleza parecia que estava em plena "Guerra da Restauração"!

Nas raias secas, os neo-setembristas não se coibiam... Perseguiam-nos pelos territórios Galegos de fronteira. Em Lobios há fuzilamentos feitos por Neo-Setembristas mesmo às portas da vila.

O rancor e o ódio de parte a parte são irreconciliáveis!
O Conselho Geral da Galiza, em mensagem reservada assinada pelo seu Vicepresidente, Elías Aldán, e dirigida ao próprio Corte Real, comunica à Junta do Porto os enérgicos protestos das autoridade galegas pelo que está a acontecer na fronteira.

O Conselho lembra que estes actos de desrespeito pela integridade territorial da Galiza não tinham acontecido nunca desde o começo da guerra, e que nem os integralistas ousaram fazer tais coisas. Portanto reclamam que sejam depuradas responsabilidades por estes excessos, e que sejam compensados os danos produzidos (incluindo a reconstrução da ponte Valença-Tui). Aliás, comunica que há duas moradias destruidas em Camposancos (frente de Caminha) e danos por disparos em várias aldéias espalhadas pela fronteira, além de nove cidadãos galegos feridos em Camposancos e Tui, dois deles mui graves, no Hospital de Vigo. Felizmente não houve mortos... aínda.

O Conselho termina a sua mensagem lembrando também que muitos neo-septembristas puderam salvar a vida nas primeiras fases da guerra, durante as perseguições integralistas, fugindo para a Galiza, e que muitos deles foram ajudados por cidadãos galegos. Portanto, seria muito inconveniente tolerar actos lamentáveis como os acontecidos.


Grupo de Guardias Civís patrulhando na "Raia Seca".

Por outra parte (e já fóra da mensagem oficial), o Conselho dá instruções à Guardia Civil para tentar deter as carnificinas na Raia Seca. O Conselho quer deter as perseguições, mas evitando confrontos com as tropas portuguesas. As ordens são que, caso detectar um fugido integralista, comunicar-lhe que será levado ao quartel da Guardia Civil, onde estará seguro e poderá pedir asilo, e desapossar-lhe as armas que levar. Em caso de detectar perseguidores neo-septembristas, deverão comunicar-lhes que entraram em território galego e que de acordo com as convenções da lei internacional devem regressar imediatamente a território português, sem fazer qualquer uso das suas armas. Se aceitam as ordens, deverão acompanha-los até o passo de fronteira mais próximo, sem reclamar-lhes armas nem papéis, e deixa-los ir. Em caso de oferecerem qualquer resistência, deverão dar alarma e pedir reforços antes de se meter em confronto direto, embora o Conselho confiar que não haja problemas.

Entre os populares galegos, os actos de crueldade cometidos pelos neo-septembristas na fronteira fazem com que a inicial antipatia geralizada pelos integralistas se veja atenuada. Os fugidos integralistas são acolhidos igual que foram os neo-septembristas no começo da guerra. Nomeadamente, a Igreja galega da refúgio a muitos deles, desde que entreguem as armas. Algúns grupos católicos e humanitários organizam a ajuda e fála-se em preparar barcos para que possam passar a Piratininga ou Nova Salvador, mas esta idéia é adiada pelo domínio marítimo dos aliados dos neo-septembristas.
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

Mensagem  Lapália em Sex Jul 27, 2012 5:25 pm

Com a rendição, as tropas de Lapália marcham para a cidade de Lisboa, ocupando aí o Quartel do Carmo, onde se instala o Comando daquele exército. Os lapálios não pensavam deixar Portugal até que a situação estivesse completamente resolvida, e a vida no país vizinho voltasse à normalidade. Com a rendição do Patriarca, os navios da marinha aportam nas redondezas, trazendo consigo uma vaga de mais soldados e marinheiros que aproveitavam para pôr os pés em terra firme.


Em Londres, a queda de Lisboa é celebrada com uma grande onda de patriotismo. As pessoas saem às ruas com bandeiras, cantam o hino...


Mas os militares em Lisboa ainda não tinham acabado o serviço. A Beira Alta não tinha sido controlada, pelo que seria esse o objectivo final. No Sul, tanto Évora com Portalegre, ainda sobre o controlo de Lapália, são entregues aos neo-setembristas, como forma de arranjar mais homens para atacar a Beira Alta. Também do norte se reúnem os lapálios, à espera de ordens de Lisboa. A possível ameaça terrorista vinda daqueles lados atrai a inteligência lapália. Contudo, o enorme contingente militar que seria para aí enviado deveria ser suficiente para intimidar os populares. Por enquanto, os lapálios teriam direito a uns dias de descanso na capital portuguesa...

Já a prenda dos portugueses, é recebida com agrado, e colocada na Rotunda do Consulado, um lugar onde passavam milhares de pessoas por dia, e onde dezenas de políticos a poderiam admirar, e assim não se esquecer do feito lapálio... Nos primeiros dias, centenas de visitantes fazem filas só para a ver...
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Re: Guerra de Secessão Portuguesa

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